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14/10/2010 - 20:54

Impressões

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E a vida continua mais corrida do que a São Silvestre – quando você se der conta da revista que estamos preparando, chic no úrtimo, vai entender o porquê de tantos hiatos neste blog que um dia já foi atualizado religiosamente.

Por enquanto, mais um post very fast (e não menos importante por isso). Heloisa Crocco, ás do bom gosto, não para quieta. A última criação da designer gaúcha que pinta o sete com madeira, sementes e fibras naturais é este cubo – usado como mesa lateral ou banco – que leva o seu nome. As impressões na superfície, marca registrada no trabalho da artista, acentuam no bloco de pinus maciço um certo aspecto rupestre, tribal, sem comprometer a modernidade da peça, que tá à venda na Dpot.

+ www.dpot.com.br

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11/10/2010 - 20:50

Dolcefarniente

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Brasileiro jura que sabe falar italiano. Eu confesso, com uma pontinha de constrangimento (mas nenhuma vergonha na cara), que me incluo nessa (o Colontonio no meu sobrenome seria um bom pretexto para começar já umas aulinhas e parar de pagar mico feito os carcamanos da novela das oito). Zanzando pela Via Montenapoleone, a meca milanesa do design, arranquei algumas risadas dos meus colegas de trupe ao bater um papo-cabeça com os vendedores de cada loja que me atraía pela vitrine. O fato é que, equívocos à parte, a engatada no sotaque da minha avó, os diários de bordo de outras vezes que estive na Itália, a memória dos filmes do Fellini – e uma pitadinha do bom e velho espanhol, já que ninguém é de ferro – resultaram num dialeto absolutamente compreensível por todos. Tá? Diálogos macarrônicos à parte, não fosse o gorducho aqui meter as caras, não teria trazido coisas legais para postar aqui.

Com silhueta que remete à flor homônima, espécie de tulipa, a poltrona Calla é pura poesia visual. Cria do designer Antoine Fritsch, a peça de estrutura absolutamente artesanal pode ser feita de ferro (para encarar as intempéries no jardim) ou de junco (para fazer bonito na varanda). Entre uma cartela generosa de tecidos estampados, almofadas e fibras naturais nos detalhes, cada um incrementa a sua da forma que preferir. Uma ode à alegria doméstica produzida pela grife italiana Dolcefarniente.

+ www.dolcefarniente.com

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07/10/2010 - 20:45

Pajé

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E lá vamos nós. Acabo de voltar da gringa mais cansado do que saí daqui (embora devidamente recauchutado pelos ventos do Mediterrâneo).

Aos poucos vou postando objetos de desejo incríveis que vi por lá, das traquitanas garimpadas nas medinas da Tunísia, ao último grito do design em Milão, passando pelos mercados de Roma, Sicília, Barcelona, Malta e Cassis. Por enquanto, a ordem do dia é relaxar um pouquinho e desfazer as malas. Bora ficar de pernas para o ar?

Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo, como diz a canção de Walter Franco – linda na voz da Leila Pinheiro. Adam Cornish parece concordar com ele. Inspirado nos movimentos da coluna vertebral, o designer inglês acaba de criar esta de madeira flexível, que funciona exatamente como as redes indígenas, presas nas pontas. As placas de pinus conectadas a eixos rolantes garantem o balanço, mas a impressão para quem vê de longe é que se trata de uma folha inteira, sólida. É tudo o que a sua varanda – e as suas costas – merecem.

+ www.adamcornish.com

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27/09/2010 - 20:21

Al Mare

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Mezzo concha, mezzo ameba – e extravagante por inteiro – a Happy Chaise Longue criada pela jovem designer russa Dima Loginoff (dimaloginoff.com) é simplesmente genial. Produzida em plástico e aço cromado, a peça é a superergonômica e acomoda duas pessoas com direito a relax e sombrinha garantidos – na varanda, no jardim ou à borda da piscina, é quase uma escultura. Na praia, não vale interceptar a vista de quem estiver atrás.

Escolhi o post com pose de veraneio para ilustrar um “vou ali e já volto”, oceano adentro (Itália-França-Tunísia-Malta-Espanha). Novidades quentes na volta! Boa primavera!

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14/09/2010 - 10:00

Saca só

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E sexta-feira passada dei um pulinho lá no Rio (que continua lindo, diga-se de passagem) para conferir a abertura da mostra “50 anos em 5”.

Juarez Machado encheu de alegorias a poltrona Tempo, de Carlinhos Motta

Ainda nos embalos do cinquentenário de Brasília, a Saccaro convidou um time de artistas para customizar, cada qual do seu jeitão, algumas das peças mais emblemáticas da marca – uma das maiores empresas moveleiras do País, tocada pela família homônima que começou o negócio 64 anos atrás e vem crescendo vertiginosamente desde então.

A poltrona Joatinga, de Zanini de Zanine, criada pelo filho do homem (o legendário Zanine Caldas) ganhou look pop-Oslken pelas mãos de Oscar Metsavaht

O elenco sui generis foi escolhido a dedo: Vik Muniz, Oscar Metsavaht, Carlinhos Brown, Maurício Azeredo e Juarez Machado, que aplicaram sua verve criativa sobre criações de Zanini de Zanini, Verônica Rodrigues, Studio Mendes Hirth e Carlos Motta.

Vik Muniz, a bola da vez, gravou seu traço no Biombo-lê, que Verônica Rodrigues desenhou para homenagear o pai, Sergio Rodrigues (por sinal, animadíssimo no dia da inauguração

Depois do Rio, a mostra seguirá para São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e outras cidades mais. No fim das contas, as peças serão leiloadas em prol de instituições escolhidas pelos astros do projeto. Saca só.

Maurício Azeredo pintou e bordou na Espreguiçadeira Rodrigues (outra homenagem ao Serjão, estrela da noite), projetada pelo estúdio Mendes Hirth

Nome mais inusitado da noite, Carlinhos Brown (sim, o rei do trio elétrico), carnavalizou o sofá Ninho Moebius, de Roque Frizzo, com balagandãs de percussão

+ saccaro.com.br

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13/09/2010 - 18:02

Que se Danish!

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Se você, como eu, é tarado pelo design nórdico, prepare o seu coração – e o bolso também, é claro. Vem aí a Danish Design, loja que, como o nome sugere, é especializada na produção dinamarquesa. Na mira, um mix bem equilibrado de clássicos atemporais e desenhos modernos, criações atuais de talentos que surgem como referência contemporânea e designers bambambãs, todos ícones do século 20.

Embora o consumidor brasileiro assimile mais rapidamente o design italiano, até pela proximidade cultural, ele também tem lá a sua quedinha pelo “less is more” nórdico. Basta olhar para trás e pescar a identidade tipicamente nacional produzida nos anos 50 por Tenreiro, Rodrigues e cia, que traz muitas semelhanças com o que se produz na Dinamarca, principalmente na categoria equilíbrio x contenção, forma x função.

Purista e genial, essa galera dos Países Baixos está sempre algumas casas à frente do resto do mundo – Arne Jacobsen, Hans Wegner, Borge Mogensen, Nanna Ditzel e Poul Henningsen vieram de lá, por exemplo.

Por essas e outras, a Danish marca um gol de placa ao abrir as portas por aqui – demanda de consumo é o que não falta. Esse banco Dekka, originalmente criado para um concurso em 2007, dá uma ideia do que vem pela frente. Criado pelos artistas Bo Strange, Kjær Morten Stivegaard e Vinter Sara Martinsen, todos de Kopenhagen, a peça tem shape limítrofe entre o muito tradicional e o muito conservador –  o design dinamarquês e a cultura árabe. Embora não pareça, a peça leva 150 quilos de alumínio sólido e os estofados, em couro ou lã, são artesanais. Lindo, né? Corre lá.

Danish Design
Rua Engenheiro Alcides Barbosa, 47
Tel. 11 3062-0085
+ www.danishdesign.com.br

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08/09/2010 - 19:56

Missão impossível

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Aposto um potão de Häagen-Dazs de Macadâmia Brittle que você não adivinha de onde é a cadeira aí em cima. Não parece, mas a rechonchuda é um dos principais lançamentos da Missoni Home – que acaba de abrir sua primeira loja no Brasil, como já contei aqui outro dia. Famosa pelo patchwork de cores vibrantes, a grife italiana que há muito tempo transbordou das passarelas para invadir a decoração, também arrasa nos “mono tons”.

Além dos móveis, você vai por lá dúzias e mais dúzias de roupas de cama, mesa, banho, louças e objetos de décor. “O Brasil vive um renascimento dinâmico e entende a filosofia Missoni: somos uma empresa de tecido, não só de moda. E queremos crescer junto com o País”, diz o diretor Cristopher Philips. Para encerrar o post do dia, deixo vocês com o pufe que é quase um Donuts gigante com mood op art – que lembra aquela linha de cerâmicas que o Fabrizio Rollo desenhou, sabe?

Missoni Home
R. Lourenço de Almeida, 805, São Paulo, tel. 11 3034 6469
+ missonihome.com

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06/09/2010 - 19:40

Sampa vista do alto

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Guilherme Deucher, o Gui, sabe das coisas. Outro dia fui até a loja do cara, a Casual Interiores – na minha nada pretensa opinião, uma das butiques de design mais legais de Sampa (que, por sinal, é vista do alto por lá). Cravada no topo de um arranha-céu paulistano (acho que no 15º andar), com um dos skylines mais bonitos da cidade, a loja imensa tem acervo espetacular de design de alto padrão, apresentado em cenas já ambientadas que de cara sugerem como o móvel vai se comportar na sua casa. Com toda a bossa baiana do arquiteto David Bastos, autor do projeto, a marca representa com exclusividade no Brasil gigantes gringos como Flexform, De Padova, Frau, Cassina, Living Divani, Paola Lenti, Richard Schultz e outros nomes quentes do circuito. Fiz um catadão geral com as novidades do pedaço. Curte? Eu adoro!

Casual Interiores
Praça João Duran Alonso, 34, 15º andar, tel. 11 5103-1019,
+ casualmoveis.com.br

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03/09/2010 - 19:17

O cortiço

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Há uma fronteira muito tênue entre ordinário e extraordinário. E essa fenda se estreita cada vez mais nesses tempos bicudos, com recursos naturais à beira de um colapso. Recorrer às matérias-primas alternativas, mais pobrinhas, é condição sinequanon de sobrevivência – tem que fazer e pronto!  Extrair genialidade delas, já é uma outra história…

Definitivamente, a cortiça é um dos materiais mais promissores do fututro – e o futuro é aqui e agora. Uma vez passei por uma plantação de sobreiros a caminho de Sintra e as árvores estavam com seus troncos pelados, sem as cascas. “Ora, pois. As cortiças são extraídas de agosto a setembro, depois crescem de novo”, ensinou-me o portuga que dirigia a van.

Que bom que alguns artistas vanguardistas usam e abusam disso, como o americano Daniel Michalik (lembra dele?).  Seguindo os passos de Jean Michael Frank, o sujeito foi um dos pioneiros da mobília contemporânea a fazer  maravilhas a partir desse elemento meio “vagaba”, mas de resistência absurda e grande efeito visual. E melhor ainda que tem gente que veio depois dele e consegue ser tão original quanto.

O designer suíço Tomas Kral (tomaskral.ch), por exemplo, surpreende ao combinar vidro e rolha em luminárias, tanto pendentes quanto de mesa, em desenhos simples, puros, quase elementares. Sem falar nos utilitários de toda a sorte, que vão de mesas de apoio a fruteiras. Repare como a porosidade rústica da cortiça contrasta com a tecnologia do vidro, em resultado bem afinadinho. Vai para o trono ou não vai? E já que estamos falando em cortiça, pincei no dezeen.com uma versão modernex das tricentenárias rolhas. Olha só o que o designer dinamarquês (ah, os escandinavos… sempre eles!) Aurélien Barbry fez com elas. Cheers!

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31/08/2010 - 20:25

Acrichic

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Mais de dez anos atrás, fui apresentado à bacanuda designer Maria Francisco (filha da engraçadíssima e inesquecível Nair Bello). Estilosa até o tutano, Maria sabe das coisas. Pupila de Costanza Pascolato num passado distante, essa paulista com molho carioca tem uma maneira inacreditável de lidar com acrílico, a matéria-prima matriz de sua marca Maria Bello. A nova coleção, Fabric Forever, acentua o interesse da esteta pelo universo fashion. “Quero eternizar estampas de coleções passadas de diferentes estilistas. Meu amigo Reinaldo Lourenço é o primeiro da lista”, contou-me ela ao telefone.

A técnica é a mesma: incorporar tecidos em chapas de acrílico, produzindo luminárias, abajures, pendentes, mesas laterais, bandejas, caixas, braceletes, pufes e tecidos emoldurados. Tudo divino e maravilhoso!

Bello Garagem
Rua Cônego Eugênio Leite, 170 C
Tel. 11 2638-7982

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