Publicidade

Publicidade

Arquivo de agosto, 2008

28/08/2008 - 17:09

Segall sagaz

Compartilhe: Twitter


Ontem reclamei dos spams, mas olha só a coincidência que acabo de constatar folheando este lançamento da Cosac & Naify (www.cosacnaify.com): Spam (Sociedade Pró-Arte Moderna) também era o nome da entidade cultural criada por Lasar Segall no comecinho dos anos 30. Uma instituição que armava exposições, concertos, saraus e outros eventos ligados ao Modernismo. E note que curioso: os grandes bailes de carnaval das antigas, maior vitrine da tal Spam, tinham cenografia do próprio Segall, em carne, osso e pincel.

O fato é um dos muitos causos registrados no book Lasar Segall – Arte em Sociedade, de Fernando Antonio Pinheiro Filho. Um dos pilares do expressionismo no Brasil, o pintor lituano radicado no Brasil, para surpresa de muita gente (inclua-me na lista), realizou grandes trabalhos em decoração.

Colei uma reportagem na Folha, publicada no comecinho da semana, onde Pinheiro Filho conta ao jornalista Mario Gioia que “Os projetos de decoração (e de pintura decorativa) foram estratégicos para que Segall se aproximasse das frações da elite paulistana que cultivava as artes e que já tinha se aproximado dos modernistas.” Ou seja, segundo o autor, foi justamente a partir dessa “penetração” via décor, que o pintor conseguiu sua consagração no País. Segall era sagaz!

Entre as pérolas que recheiam o livro de 272 páginas, está a decoração do pavilhão de Arte Moderna de Olívia Guedes Penteado (1924 e 1925). Espia lá.

Autor: - Categoria(s): Artes Tags: , , , ,
27/08/2008 - 19:42

Numa folha qualquer…

Compartilhe: Twitter


Poucas coisas irritam tanto quanto essas correntes, piadinhas e spams que invadem a caixa-postal. Mas, de vez em quando, rola uma coisa boa. Dia desses recebi essas imagens espetaculares, extraídas de um concurso promovido pelo Hirshhorn Modern Art Gallery (www.hirshhorn.si.edu). A regra era cada candidato fazer um trabalho artístico livre, desde que usasse um único material: folhas de papel. O resultado taí…

Autor: - Categoria(s): Artes, Design Tags: , ,
26/08/2008 - 16:35

Casa maluca

Compartilhe: Twitter


Pense em Alice no País das Maravilhas e no guarda-roupas cantante de A Bela e a Fera. Mas pense também no surrealismo de Dali e nas esquinas de Niemeyer. O trabalho do designer Artur Moreira (www.arturmoreira.com) tem dessas e d’outras tantas. Menino do interior que trocou Nova Era, nas Minas Gerais, por Nova York, ele esculpe móveis com contornos complexos, “conseguidos através de uma técnica especial, sem cortes, para manter o desenho da madeira”. Sucesso na ArtExpo New York desse ano, Artur teve suas peças arrematadas em leilões concorridos, como o da atriz-super-dupper-plus Susan Sarandon. Nada mal para o garoto que aprendeu o ofício consertando brinquedos em pequenos parques de diversões na sua terra natal.
O design é lúdico, mas o preço não é brincadeira: uma peça assinada por Artur Moreira chega a custar 100 mil reais, dependendo do tamanho do móvel e do tipo da madeira – ele gosta de jacarandá e de ébano Macassar.


Mercado não lhe falta, e a lista de clientes vips inclui o astro da NBA Richard Jefferson, o rapper Jay-Z e o ex-governador de Nova Jersey, James McGreevey. Como todo artista, Artur tem lá as suas manias, como conversar com a madeira enquanto trabalha. “Eu peço a ela para ficar do jeito que eu estou imaginando. Para alcançar a perfeição nas curvas. E ela me atende.” Tá?

Autor: - Categoria(s): Artes, Design Tags: , ,
25/08/2008 - 11:53

James Brown

Compartilhe: Twitter

A St. James acertou na mosca ao contratar Baba Vacaro como diretora de criação. Sob a batuta dela, que, cá entre nós, enxerga longe, os produtos ganharam aquele fôlego modernex que a gente adora. Sem falar na trinca premiada que assina alguns dos Pequenos Luxos Cotidianos, como a nova coleção foi batizada: Claudia Moreira Salles, Ari Lyra e Jun Sakamoto.


A linha Babel, by Claudia Moreira Salles, convida para a festa com o seu kit geométrico “petit comité de luxe”: tem balde térmico de gelo, balde duplo de champagne e petisqueira dupla.


O sofisticadíssimo-globalizadíssimo-delicadíssimo-excelentíssimo-escoladíssimo Ari Lyra, risca e rabisca com a linha Ziggy, que tem vasos, centros de mesa, cachepots e outros que tais. Ari sabe das coisas…


Nem designer ele é. Mas o dono do sushi mais disputado do Brasil traçou esses objetos da linha Kaguya Hime com a precisão de um samurai. Vale ou não um chá em comemoração aos 100 anos da imigração japa no Brasil?


Para começar a semana sacudindo geral, deixo vocês com mister James Brown e seu Sex Machine, direto do ano em que nasci: 1976.

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , , , , ,
22/08/2008 - 15:57

O código da vinte (e cinco de março)

Compartilhe: Twitter


Sexta-feira passada, Zé Renato Maia e eu tomamos coragem e fomos até a Doural, em plena 25 de março. Você já ouviu falar nessa loja? Para quem gosta de cozinhar (como nós gostamos), o endereço é uma verdadeira Disneylândia, com acessórios incríveis, para todos os gostos e bolsos – tem desde tupewares simplesinhos até caçarolas Le Creuset (meu sonho de consumo), passando pelos eletro-hypes da Osther.


A odisséia, definitivamente, vale a pena, mas exige disposição, porquê cotoveladas, esbarrões e aquele “calor-humano” da 25, fazem parte da trip – me refiro ao trajeto, não à megastore em si, que é mais tranqüila.


Na chegada, é só alegria: são dois andares imensos, mais de mil metros quadrados, abarrotados com quase 50 mil itens apresentados sem frescura, em corredores abarrotados – o que deixa tudo muito mais charmoso. Fernando Assad, o dono, mantêm o estoque na crista da onda: “Viajamos pelo mundo e sempre pesquisamos a qualidade dos produtos. Se estiver de acordo com o perfil da loja, importamos”. Assim é há 103 anos (sim, a loja está ali desde antes do nascimento de Oscar Niemeyer).


Das mais de 100 marcas nacionais e internacionais representadas, fico com os cases da Coza (adoro plástico! Pronto, falei!), da Tramontina, da Staub, da Typhoon (repare no escorredor vintage vermelho, minha última aquisição, e na coleção de colheres de pau da marca. É luxo só!

Autor: - Categoria(s): Design Tags: , , , , , , , , ,
21/08/2008 - 13:24

Taba

Compartilhe: Twitter

Por falar em MCB, o Museu da Casa Brasileira e a Secretaria de Estado da Cultura, lançam a mostra “A Casa Xinguana” no próximo dia 19 de agosto, às 19h. O evento terá a participação de Milton Guran, curador da mostra, Carlos Fausto, antropólogo (Museu Nacional-UFRJ) dedicado ao estudo dos Kuikuro, Mutua Mehinaku Kuikuro, professor e presidente da Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu, e Carlos Lemos, professor titular de pós-graduação no departamento de História da Arquitetura e Estética da FAU-USP.


As 46 fotos em preto e branco da exposição, feitas em 1978 por Milton Guran, revelam aspectos tradicionais da cultura xinguana começando a dialogar mais estreitamente com a cultura nacional. Há também uma representação virtual em animação eletrônica das etapas construtivas da casa xinguana, além de uma maquete para facilitar a compreensão dos aspectos técnicos desta solução arquitetônica. A mostra, terceira edição do projeto Casas do Brasil do MCB, é patrocinada pela Kostal Eletromecânica, subsidiária do grupo alemão LK – Leopold Kostal.

Autor: - Categoria(s): Artes Tags: , , , , , ,
21/08/2008 - 13:23

Corrida pelo ouro

Compartilhe: Twitter

Extra, extra: as inscrições para a 22ª edição do Prêmio Design Museu da Casa Brasileira já estão rolando no site da Instituição (www.mcb.sp.gov.br). A mais tradicional e independente premiação de design do país, patrocinada pela Secretaria de Estado da Cultura de SP, com apoio do Senac, recebe as fichas até 1º de setembro. “A premiação mantém seus objetivos de reconhecer a excelência no design brasileiro e, desta forma, incentivar seu fortalecimento e disseminação”, diz Miriam Lerner, diretora Geral do MCB.

São oito categorias para produtos e/ou objetos em produção: Mobiliário, Utensílios, Iluminação, Têxteis, Equipamentos Eletroeletrônicos, Equipamentos de Construção, Equipamentos de Transporte, Trabalhos Escritos. Cada uma delas, com exceção de Trabalhos Escritos, terá a modalidade Protótipo, reservada a projetos em estágio de mock-up ou desenvolvimento.

O participante pode inscrever seu produto na categoria que desejar, mas a comissão julgadora pode enquadrar a inscrição em outra categoria.

Os critérios são originalidade, concepção formal, inovação tecnológica, adequação ao mercado, viabilidade industrial, qualidade, segurança e proteção ambiental.

Ilustrando o post, o vencedor do Concurso de Cartaz para o 22º Prêmio Design, cria de Aline Coutinho de Araújo e Leandro Lopes de Oliveira.

Autor: - Categoria(s): Design Tags: , , , ,
20/08/2008 - 12:56

No pé dos Campana

Compartilhe: Twitter


Nem só de Zaha Hadid vivem os hypes da Melissa. Velhos parceiros da marca, os big brothers Fernando e Humberto Campana (www.campanas.com.br) bolaram outro modelón para provocar os fashionistas e os aficcionados por design. O ponto de partida do novo sapatinho é a poltrona Corallo, peça premiadíssima da duplinha. Nesta versão, os fios emaranhados da sapatilha abraçam os pés. Para fazer o look total “teia de intrigas”, eles inventaram uma bolsa com o mesmo borogodó.


Como tudo aquilo em que os meninos botam as mãos têm a ver com sustentabilidade e desenvolvimento, é claro que a linha Campana Corallo para Melissa leva 30% de PVC reciclado na fabricação. Mais: parte da venda dos produtos será revertida para a ONG Visão Mundial de Recife, instituição que Fe + Hum não só conhecem de perto como colaboram há tempos. Sem enrolação.

Autor: - Categoria(s): Design Tags: , , , , , ,
19/08/2008 - 15:33

Inteligência artificial

Compartilhe: Twitter


Embora eu seja da tchurma dos empolgados com arte orgânica, visceral, manufaturada com sangue e suor, não posso fazer bico para o admirável mundo novo que se projeta cada vez mais definido à nossa frente. Tudo a ver com as cyber-profecias de Isaac Asimov.

Na revista Bravo! deste mês, tem um artigo supimpa sobre a polêmica do valor artístico gerado pelas máquinas. Afinal, sua excelência o computador, esse sujeitinho maledito cuja a ausência seria inimaginável em nossos dias, pode ser considerado também um artista? Humpf! Se o Duchamp ainda estivesse entre nós, a gente pegava ele na curva com tal incógnita.

Hipóteses à parte, a pergunta que não quer calar é: por trás de toda grande máquina, não há sempre um grande homem?

Veja o projeto criado por Sheldon Brown, em parceria com o Experimental Game Lab, exibido no FILE 2008 Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, que rola no Centro Cultural Fiesp, até 31 de agosto.


Parece prolixo, mas não é lá muito hercúleo entender a instalação Scalable City, que cria um ambiente urbano/suburbano/rural através de um circuito de visualização de dados. Cada etapa é construída em cima da anterior, desse modo amplificando os exageros, artefatos e padronagens do processo algorítmo. Os resultados desses experimentos virtuais com o ambiente de uma cidade são estampas, instalações de vídeos e jogos interativos para diversos usuários, além de espaços virtuais quase tangíveis – tão próximos da realidade que quase dá para tocá-los!


Através dessas obras de arte, uma variedade de poluições computadorizadas ganham cor, forma e volume. A idéia é criar a visão de formas que fazem parte da cultura moderna e que são criadas repetidamente à exaustão. O projeto não apoia nem critica esse fato, mas oferece uma extrapolação de tendências algorítmas, aumentando a percepção do ser humano em relação às estéticas geradas por lógicas matemáticas, que hoje são cruciais para a existência de toda e qualquer manifestação do design. Sacou? Não, né? Então passe por lá, pois tenho certeza que você vai entender tudinho.

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Artes, Design Tags: , , , , ,
18/08/2008 - 10:50

Cowboy fora da lei

Compartilhe: Twitter

Já contei aqui que o Fernando Akasaka (www.fakasaka.com) é um dos designers mais expressivos do momento, né? Pois vou ainda mais longe e digo, com todas as letras, que teria uma casa inteira armada só com as peças dele. Aliás, deixaria também o projeto de arquitetura sob os seus cuidados, já que ele manja tanto de volumes e proporções – e olha que nem arquiteto ele é…

Além de personalidade, seus móveis têm uma über-versatilidade, seja lá qual for a inspiração, dos ideogramas orientais às referências pop. Você pode até torcer o nariz para uma ou outra produção, mas admita: não dá para ficar indiferente às criações do cara.

Repare no shape desta banqueta Cowboy Junkie, com estrutura de aço inox (uma das marcas registradas de Akasaka) e assento em couro, tipo sela de cavalo. É divertida ou não é?

O nome do mimo tem pedigree. Fã dos Cowboy Junkies, banda canadense de rock alternativo, Fernando foi direto na fonte. “O Blair Woods, manager do grupo, e o Mike Timmins, lead guitar, gostaram da peça e permitiram que eu a batizasse com o seu nome”, conta.

Para compartilhar essa onda, aperta o play aí em Sweet Jane, um clássico do grupo em homenagem ao carinha que dobra aço, madeira e outros que tais (aguardem as news by Akazaka, que vai atacar em fibra de vidro e fibra de carbono, muito em breve).

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , ,
Voltar ao topo