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Arquivo de novembro, 2008

28/11/2008 - 11:55

Coral é mara!

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Fiquei bege, passado, engomado e pendurado no cabide com a repercussão do post dos corais. Levei mais torta na cara do que a Anna Wintour durante aquele ataque do Peta. Calma, calma minha gente! Basta dar uma rolada aí embaixo para sacar que este blog apóia incondicionalmente o design sustentável, o Greenpeace, o Projeto Tamar, as baleias-azuis, as foquinhas-monge, os dentinhos dos elefantes, as casquinhas de siri e os pandas da minha espécie.

No meu Orkut, por exemplo, participo da comunidade “não como fígado de ganso (nem de pato!)”. Quando me dei conta do bombardeio, li e reli o texto 80 vezes em busca de algum trecho onde supostamente tenha feito apologia à depredação do planeta, instigado a pesca ilegal ou favorecido o comércio dos corais originais. Não encontrei nadica além do avesso disso tudo, no trecho mais óbvio que reproduzo aqui e agora: Aposte nas opções que não prejudicam a natureza e têm um grande efeito. Produzidos em cerâmica, metal, resina ou cimento, a onda dos corais volta com apelo. Agora a tendência maior é salvar este ser fascinante e investir em estampas, gravuras, pinturas e outras matérias fakes”. Aqui e agora, uma seleção das imitações que não fazem mal a ninguém – muito menos ao planeta.

Para quem não entendeu o começo jocoso do post de ontem e a menção honrosa à vendedora da Ilha de Capri, me fiz entender em todas as letras nas linhas seguintes do fatídico relato. Das duas, uma: quem me apedrejou não leu o post até o final; ou tem sérios problemas de interpretação de texto. De qualquer forma, serei generoso e explicarei do jeitinho mais didático possível. Presta atenção no titio: Corais originais, dessespescados no fundo do mar, não são legais. Fuja deles como o diabo da cruz!
Mas as imitações de coral em resina, cimento, concreto, metal, gesso, cerâmica, porcelana e massa encefálica ou coisa que o valha, estão com tudo. São as formas da natureza que o design copia para deixar o look da casa mais estiloso.

Agora, cá entre nós, gosto é igual cabeça: cada um tem a sua. Eu defendo o shape do coral como objeto de adorno no décor não por estar na moda, mas porquê eu acho lindo mesmo. Se você não gosta, ótimo. Eu adoro e vou continuar gostando. E lamento informar que corais (os fakes, que fique bem claro) são o que há de mais “IN” no décor – e eu não lanço nenhuma tendência, apenas reporto o que rola por aí.

Em tempo: todos os corais que eu colei nesse post e no anterior são de mentirinha – incluindo a base da mesa, feita do mais puro ferro. Obrigado a todos que saíram em minha defesa.

Tô com o Seu Ladir e não abro: “coral é mara!”

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , ,
27/11/2008 - 11:57

Cora Coralina

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Corais são a minha criptonita (quem acompanha o blog, sabe). Não que eu não possa chegar perto deles, ao contrário: me esparramo feito manteiga aviação quando vejo. Levei um pito homérico por causa de um, semanas atrás, durante o meu périplo mediterrâneo. Explico: desembarquei na Ilha de Capri, Nápoles, obstinado: traria um coral vistoso de lá. Na primeira lojinha, o instinto falou mais alto, e lá fui eu, cheio de atitude brasileirinha, botar a mão na peça para ver se era mesmo de verdade. “Porca miséria!”, gritou a Mama Bruscheta que comercializava os intocáveis. Não era para menos: ele custava parcos 12 mil euros. Saí de lá mais corado do que o meu objeto de desejo. E embora tenha garimpado cada esquina daquele balneário de fina estampa (que, diga-se de passagem, é a cara da Ilha Bela, um pouco mais metida a besta, é claro, com suas Pradas, Balenciagas e Comme des Garçons), não achei nenhunzinho da silva que coubesse no meu budget.


Voltei para o barquinho frustradíssimo, carregando algumas traquitanas mais simplesinhas e afogando as mágoas no gelato mais delicioso que já provei – zuppa inglesa x panna cota. Pelo menos, fiquei cobra coral no assunto. Saca a expertise:

1) Corais vermelhos autênticos só existem no Mediterrâneo (os chineses pintam os deles);

2) Quando originais (a pesca dos corais foi proibida desde os anos 50, por conta da ação predatória no ecossistema marinho), são considerados jóias raras, o que justifica o preço estratosférico;

3) A Ilha de Capri é para ricos e famosos, tipo o Leonardo DiCaprio;

4) Traquitanas simplesinhas, pagas em euros em tempos de crise, podem fazer mal à saúde – principalmente quando você abrir a fatura do cartão de crédito.


O jeito é recorrer ao fake to fake. Fabrizio Rollo, que de fake não tem nada, dá a dica: “Na decoração, os corais fazem um chic imediato para enfeitar mesas ou emoldurados em caixas acrílicas. Cabos de pincéis, talheres e até puxadores de gavetas podem ser encontrados no mercado. Existem opções que não prejudicam a natureza e têm um grande efeito. Produzidos em cerâmica, metal, resina ou cimento, a onda dos corais volta com apelo. Agora a tendência maior é salvar este ser fascinante e investir em estampas, gravuras, pinturas e outras matérias fakes”. Aqui e agora, uma seleção das imitações que não fazem mal a ninguém – muito menos ao planeta.


E para não fazer a linha no sense, a alcunha da nota é homenagem à goiana Cora Coralina, dona dos versos mais lúdicos que já li, alguns deles acerca da beleza do mar, tipo: “quero te servir a poesia numa concha azul do mar”. Lindo, né?

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , ,
26/11/2008 - 17:43

MoMA MIA!

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Você sabia que o MoMa (www.moma.org) de Nova York tem a maior coleção de design do mundo no que se refere à variedade de origens, materiais, funções, tipologias e tamanhos? O acervo conta com mais de 10 mil itens curados por Paola Antonelli, que por lá eleva o design à condição de artes plásticas.

De Rietveld e Cia a Philippe Starck e nossos big brothers Campana, tem espaço para todo mundo, numa linha do tempo cheinha de conteúdo. “Procuramos apresentar, periodicamente, peças de nossa coleção permanente, que são trazidas ao público de maneira histórica, didática e de fácil compreensão, já que a principal meta é contribuir para o estudo e o desenvolvimento das artes modernas.

Também salientamos o design de forma temática, através de pequenas mostras temporárias, para que a informação seja entendida de maneira concentrada, como tem ocorrido na exposição Graphic Design (em cartaz até março de 2009), na qual estão 31 capas da Revista Esquire, ícone dos anos 60, feitas pelo diretor de arte e designer George Lois.

Essas capas representam uma linha do tempo visual da cultura norte-americana entre 1962 e 1972, com imagens que provocaram e estimularam o debate público sobre assuntos controversos, como o racismo, o feminismo e a guerra do Vietnã.”, contou Paola a Taissa Buesco, para Casa Vogue. Quando for a Nova York, passe por lá!

Autor: - Categoria(s): Artes, Design Tags: , , , , ,
24/11/2008 - 23:22

Signo Sig

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Como aquele post sobre os tecidos de décor by André Lima rendeu pano pra manga, cá estou com novos recortes de fazenda. Dizer que Sig Bergamin é um dos decoradores mais bambambãs dessas terras, é chover no molhado, mas contar que ele acaba de sacar da fornalha metros e mais metros de panos quentes para a RenauxView, é novidade das boas.

Há algum tempo, quando ele escreveu aquele book esteto-biográfico (Adoro!), todo mundo ficou sabendo a historinha do cara “que comeu o pão que o diabo amassou, com mortadela”, na interiorana Mirasol, quando ele fazia altas produções em chita e outros cortes que pechinchava baratinho, baratinho, nas Pernambucanas. Muitas estampas depois, consagrado como top decorete, ele volta às origens com a nova coleção da Renaux, tecelagem brasuca com quase cem anos de riscado (www.renauxviewcasa.com.br).

São 120 opções de estampas do balacobaco, boladas a partir daquele misturê que Sig faz como poucos. As referências são guardanapos antigos, pedaços de sacos de linho, amostras de retalhos catados no Laos, Índia e Europa, e outras traquitanas que ele foi juntando durante anos em suas andanças. “Sempre fui um colecionador inveterado. Para se ter uma idéia, há um armário abarrotado destes recortes que não mexo há tempos. Está até perigoso de abrir (…)”, contou à Casa Vogue.

No catálogo recheado de combinações do fio-tinto de lã e algodão (tingido antes de ser trançado, por isso mais macio e sem o lado avesso), os padrões de azul são os reis do pedaço. “É a minha cor predileta e combinou bem com o cáqui. Mas há outras misturas lindíssimas, como o vermelho e marrom”.

Autor: - Categoria(s): Décor Tags: , ,
21/11/2008 - 14:51

Quando pimenta é refresco

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Acho que já contei aqui que sou fã incondicional de pimenta, né? Não curto muito a comida mexicana, mas aquela ardência incomparável é o que me faz tolerá-la. Há alguns anos, estive em Los Cabos e me apaixonei por um tipo de pimentão que os chicanos chamam de rocoto. É uma coisa forte pacas, que chega a entorpecer. Esse ano, no Peru, voltei a provar da fruta nas mais diferentes versões, incluindo uma recheada capaz de derreter qualquer boneco de neve, como eu – fiquei totalmente dizzy sem beber um ml sequer de tequila.


Por essas terras calientes, coisa ardida é o que não falta, do acarajé da Dadá ao molhinho da Dona Maria, mãe de minha quase-irmãzinha Adriana Oliveira. Outra queridíssima amiga, a Rosa Nepomuceno, decana do jornalismo brasuca, expert em temperinhos nas horas vagas, conta no seu livro Na rota das especiarias, que elas, as pimentas, só fazem bem. Duvida? Dá um google e descubra. A pungência das pimentas deve-se a presença da capsaicina. Essa substância química que garante a picância, é justamente o que faz bem à saúde (se você não sofrer de hemorróidas, é claro). A capsaicina têm propriedades que atuam como cicatrizante de feridas, antioxidante, dissolução de coágulos sanguíneos, previne a arteriosclerose, controla o colesterol, evita hemorragias, aumenta a resistência física e dá um “baratinho” nos menos céticos. Além disso, influencia a liberação de endorfinas, causando uma sensação de bem-estar muito agradável, na elevação do humor.


Todo esse blablablá para apresentar esses saleiros e pimenteiros que pesquei no Dezeen. Fabricados pela Norway Says para a loja Muuto, eles são feitos de madeira laqueada com mecanismos de cerâmica, em três cores: preto para pimenta, branco para o sal e multicolorido para ambos. O sistema de moagem tem 25 anos de garantia – coisa de gringo, que compra pimenteiro uma vez na vida.

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20/11/2008 - 14:42

Eu tenho um sonho

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E por falar em voz de divas e em True Colors, hoje é o dia da Consciência Negra. O título do post bem que poderia ser “Black is beautiful”, mas achei previsível demais para um blog de design. E eu até tentei evitar esse lance de cotas, mas não resisto: Pense rápido em quantos arquitetos, decoradores ou designers negros você conhece. Seja lá qual for o seu partido, um fato é óbvio: nossa esfera profissional ainda é extremamente caucasiana e segregadora. A nossa e todas as outras. Espero que o novo “dono do mundo” provoque uma reação em cadeia nessa cultura contemporânea pouco pigmentada, impulsionando uma obanização em massa, em todas as searas. Trata-se de direitos e oportunidades iguais, o que, cá entre nós, ainda é um sonho distante. Essa obra acima, o Idea Store, em Nova York, é do genial David Adjaye, nascido na Tanzânia, radicado em Londres e cidadão do mundo… Já publicamos o trabalho dele na Vogue muitas vezes, e somos fãs incondicionais do seu traço e da sua trajetória.

E domingão tem show da Chaka kan no Parque da Independência. Tô roendo as unhas desde já, me preparando para os agudos da mulher que inspirou Whitney Houston, Prince, Mary J. Blidge e meio milhão de outras estrelas da black music. Deixo vocês com a minha predileta da Chaka, Ain´t Nobody…

Autor: - Categoria(s): Arquitetura Tags: , ,
19/11/2008 - 23:46

True Colors

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Quarta-feira supercolorida, num look meio anos 80, já que estou completamente contaminado pelas “true colors” de uma das grandes divas daquela década: Cyndi Lauper. Semana passada assisti ao show da mulher no Via Funchal e me arrepiei do começo ao fim. Vozeirão de negra, atitude de estrela e uma vibe prafrentex de quem não parou no tempo – apesar da nostalgia musical que rola na órbita do seu nome. A tia dos Goonies inspirou o post de hoje, com essas cadeiras da STAACH, em diversas opções de cores. Feitas artesanalmente na oficina da empresa em Nova York, levam madeira certificada na composição. Gostou?

Agora aperta o play e se lembre de quando era jovem e enxergava um mundo mais colorido…

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , ,
18/11/2008 - 17:55

Doces Bárbaros

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É hoje a inauguração oficial da Scandinavia Designs, em Sampa. A loja, ali na Barão de Capanema, ao lado do DOM, é um charme. Aurélio Martinez Flores, um dos arquitetos mais incríveis desses brasis (ok, ele nasceu no México, mas é brasileiro de coração, tá?) assina a arquitetura, que em absolutamente em nada lembra a academia horrorosa que ocupava o endereço – diga-se de passagem, espaço este do qual eu era freqüentador quase assíduo em tempos de tentativas frustradas de malhação – não funcionou, eu sei.


De volta ao X da questão: baseado na simplicidade atemporal, o design escandinavo tem um papel determinante no desenvolvimento do cenário estético contemporâneo. Entre os 50s e os 60s, grandes papas como Arne Jacobsen, Erik Magnussen, Verner Panton e Piet Hein, criaram clássicos fascinantes, expostos nos melhores museus do mundo como obras de arte. Hoje em dia, os veteranos continuam no topo e os novos artistas surgem seguindo a cartilha à risca.

Essas peças estão longe de ser folclóricas ou regionais, ao contrário: mixam look sofisticado e praticidade, mas tem uma característica facilmente reconhecida pelo olhar, o que tem tudo a ver com a geografia. A Escandinávia é formada pela Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia e Islândia, regiões muito frias onde o clima hostil é predominante na maior parte do ano. Por essas e outras, a casa escandinava sempre representou o núcleo de existência deste povo, daí a cultura de se criar um ambiente acolhedor, composto de objetos que, além de belos e ergonômicos, tivessem alguma função prática. É cultural.


A Scandinavia Designs é o primeiro showroom no Brasil a vender produtos de designers escandinavos para todos os segmentos. Bárbaro, não? Espie o site e me conta: www.scandinavia-designs.com.br

Autor: - Categoria(s): Design Tags: , , , , ,
17/11/2008 - 23:14

Deu na Reuters

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A Reuters acaba de divulgar uma lista sinistra com os 10 prédios e monumentos mais feios do mundo. Entre um assombro e outro, foram eleitos o Boston City Hall, nos EUA; a Montparnasse Tower, em Paris; a Metropolitan Cathedral, na Inglaterra e as Torres de Colon, na Espanha. Momento enquete: e por aqui, qual prédio/monumento vai para o trono dos medonhos? Meu voto é a estátua do Borba Gato, localizada na Avenida Santo Amaro, em São Paulo. E o seu?

A estátua do Borba Gato, na Avenida Sto Amaro, São Paulo, Brasil


O Boston City Hall, em Boston, Massachusetts, EUA


A Metropolitan Cathedral, em Liverpool, Inglaterra


A Torre Montparnasse, em Paris, França


O Liechtenstein Museum of Fine Arts, em Vaduz, Liechtenstein


O Prédio do Parlamento Escocês, em Edimburgo, Escócia


O Terminal de Ônibus de Port Authority, em Nova York, EUA


A estátua de Peter The Great, em Moscou, Rússia

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Artes, Design Tags: ,
13/11/2008 - 16:30

Meu nome é Bond

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E o novo James Bond acaba de estrear. Não vi e não gostei. Mentira, pretendo assistir, ainda que sem muita empolgação, porquê além de ter certa preguiça dos mocinhos de Hollywood (ok, a minha compulsão cinéfila sempre acaba me empurrando mesmo assim), fiquei inconformado com a Amy Winehouse fora da trilha sonora (mais por causa dela, óbvio, do que por qualquer outro motivo). Mas parece que Alicia Keys – outra neodiva que adoro (e que já tive o privilégio de entrevistar para a revista Raça Brasil, há alguns anos), deu conta do recado. Por aqui, a galerinha que viu o filme adorou. A mais entusiasmada é a Ana Lú: “Só não é melhor que o primeiro da série, onde o Bond aparece pelado”, diz a moça que não perde o “valeapenaverdenovo” do Pantanal. Então tá, né?


Mas o papo aqui é design. Na versão 2008 do franquia, batizada de “Quantum of Solace” – nome extraído da série de contos “For Your Eyes Only” – Daniel Craig é quem encarna o espião britânico. O cenário da locação, mesmo com os muitos graus acima do ideal londrino, tem paisagens impecáveis no set indoor. Entre explosões e paixões ardentes, Bond circula por lugares como o Grande Hotel Bolívar. E por ali, os ambientes estão recheados de mobiliário da Maxalto e da B&B Italia, como o living e a suíte usada do herói, que ganhou contornos racionais e luxuosos conferidos pela cenografia assinada por Anna Pinnock.
Sonho de tantas candidatas ao posto de Bond Girl, a cama Tálamo, da coleção AC, dá algumas pistas sobre o life style do dono da maleta secreta. Feita de madeira maciça, o design contemporâneo evidencia o gosto pelo novo, sem deixar de lado o toque artesanal, mesma dinâmica adotada na concepção da escrivaninha Max, da linha Simplice.


Na estréia da película, os show-rooms B&B e Maxalto sediados em Nova Iorque, Chicago, Los Angeles, Milão, Londres, Paris, Munique e Barcelona foram transformados em parte do set de filmagem para garantir a mesma atmosfera de aventura-chic do enredo. Por aqui, o script foi seguido à risca pela Atrium, representante exclusiva das marcas. Quando der, passe por lá.

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , , , , , , , , , ,
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