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Arquivo de junho, 2009

30/06/2009 - 23:52

Dona Redonda

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Dá para acreditar que a poltrona Up5-6, de Gaetano Pesce, tá soprando nada menos do que 40 velinhas? Moderníssima na frente e no verso, a peça chega à “idade da loba” com tudo em cima. Para celebrar, a B&B Itália, que fabrica a quarentona (uma das peças mais rechonchudas do design), levou o look futurista às últimas consequências, editando o rotundo objeto de desejo em figurino platinado. Um luxo para Botero nenhum botar defeito! Nem preciso dizer que o shape carrega vantagens extras além da plástica invejável – e que o melhor da peça é conforto, né? Não bastasse a ergonomia da poltrona, que dá aquela big sensação de abraço, o pufe bola que a acompanha é tudo aquilo que os seus pés pediram um dia. Na dúvida, faça o test-drive: se você se sentar na fofa, nunca mais vai querer levantar… Happy B-day, Lady Up-To-Date!

Pegando carona nas curvas voluptuosas da Dona Redonda, a Up é tão estilosa, mas tão estilosa, que poderia servir de trono oficial para a neo-diva (e neo-ícone fashion) Beth Ditto, vocalista do Gossip. Você sabe que tenho um certo preconceito com cantoras brancas (salvo as que cantam como negras, tipo a Rosana), mas a Beth (que não chegou nem aos 30, mas já é mais pop do que qualquer cadeira) dá tudo de si nos agudos. Aliás, ontem fomos sacudir o esqueleto em festinha descolex no Volt (lugarzinho mais batuta!), discotecada pelo über-jornalista e DJ de ocasião André Rodrigues (espia lá no rgvogue.com.br), que abalou as pick-ups com os gritinhos do Gossip e um tributo ao absoluto e saudojackson Michael. Divertidíssimo, como tudo aquilo que o André se mete a fazer! Para fechar a roda, momento “sobe o som” com ela: Beth, a Fashion!

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29/06/2009 - 23:55

Duas metades

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Se você, assim como eu, é fã do uso responsável da madeira empregada nos acepipes de casa, clique no site do designer americano Paul Loebach (www.paulloebach.com) e se delicie. Enquanto isso, para antecipar uma ideia do trabalho bonitinho do cara, colei de lá um espelho esquisitão (mas originalíssimo), além da mesa com tampo de vidro, da luminária em look meio “A Bela e a Fera” e da cadeira simplista: recortes de um portfólio honesto e sem firulas. Mas o que mais gostei mesmo são os vasos. Feitos em madeira maciça, eles são esculpidos em duas metades e depois unidos com uma linha divisória em relevo, que acentua o trabalho artesanal. Adoro o efeito!

Mudando de assunto: lembra que eu comentei outro dia sobre a vitrine da Forma, com as peças do Wagner Archela e etc? Pois bem… Na verdade, a vitrine é da Cod (Creative Original Design), loja que passa a ocupar o tradicional endereço da Cidade Jardim (onde a Forma funcionou por 50 anos). Quem conta é Paulo Chaits Kus, que faz a comunicação da marca: “A nova loja está instalada no renomado prédio assinado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, um dos marcos da arquitetura brasileira. A COD representa as marcas Teperman, Rolf Benz e Herman Miller, além de licenciar produtos exclusivos com a sua marca como as peças Biela e Pazzeto, do Wagner Archella. Trata-se de uma multi-marcas, sem nenhuma relação com o antigo ocupante do imóvel. Aqui os ambientes podem ser vivenciados na prática, trazendo o projeto à realidade, atendendo o mercado corporativo e residencial plenamente”.


Entre os clássicos que você encontra por lá, está a divertida Red and Blue, criada pelo arquiteto holandês Gerrit Rietveld. Recado dado, fica o convite para uma visita. Comece pelo site: www.codbr.com

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26/06/2009 - 18:13

Epitáfio

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Acima, Michael Jackson em representação do artista Jeff Koons / foto: Divulgação

Nenhuma polêmica manchará o impacto histórico de sua música”, disse hoje o reverendo Al Sharpton, líder da comunidade negra dos EUA e maior ativista das causas raciais no mundo. Ainda assim, há um exército sensacionalista na imprensa proliferando mais a suposta-aversão do Rei do Pop à própria etnia (entre outras bizarrices, sejam elas legítimas ou não) do que o seu legado (este sim, absolutamente autêntico).

Quem me conhece (um pouquinho de nada, que seja) sabe que, por predileção, as minhas naus sonoras navegam quase que exclusivamente pelo grande rio da música negra, em seus mais diversos afluentes: da sua gênese, no blues, no jazz, no gospel e no soul, à massificação sintetizada do pop e do r&b (sem nenhum acanhamento de confessar). Minha matriz cultural é a Motown e tudo o que saiu de lá, de alguma forma, contribuiu para a minha formação – como gente, como jornalista ou como o músico que sonhei ser um dia. Michael Jackson, o filho pródigo da lendária gravadora black, era um dos meus heróis – assim como o foi para boa parte dos adolescentes que cresceram nos anos 80-90 e acompanharam, através dele, o surto camaleônico da cultura pop, o nascimento da MTV, a evolução do videoclip, o play da era digital, o tsunami da globalização e o embrião da internet.

Quando nasci, Michael Jackson já era um astro cultuado pelo mundo – incluindo as minhas tias, então adolescentes. Lembro quando o clipe de “Thriller” foi exibido pelo Fantástico, e do impacto que aquilo causou nas pessoas. Eu sequer sabia ler, mas o grafismo das letras, escorrendo em sangue, ficou tatuado na minha memória.

Quase trinta anos depois, o mundo ainda repercute o mérito do álbum homônimo como o melhor – e mais vendido – da história. A bolacha, impecável do começo ao fim, soa moderna até hoje, na versão iPod – e, por mais que alguém torça o nariz, não há argumentos contra os números. Mas as gravações que Mister Moonwalker fez entre a infância e a adolescência, à frente dos Jacksons Five ou nas primeiras incursões solo, cantando clássicos como “I Want you Back”, “Ben” ou “Music and Me”, estão entre os registros mais catárticos do seu talento – a voz daquela criança, com uma afinação e candura sem fim, é uma das coisas mais belas que já ouvi.

Numa representação feita por artista anônimo, Michael Jackson empresta seus ícones visuais para celebridades que, acreditem, ficaram muito aquém dele no quesito fama / imagem: Reprodução

Em 93, a turnê Dangerous esteve no Brasil e a Lilian, minha tia predileta, me levou ao show. Uma experiência e tanto, mesmo considerando os momentos de playback e os longos intervalos entre um número e outro. Eram outros tempos para o divo, que depois do marco de “Thriller” (jamais superado por nenhum outro artista, incluindo o próprio), recebera uma fatura alta demais: viveu loopings pessoais, escancarou seus medos privados em lugares públicos, chocou a opinião e bateu records menos honrosos, como o de celebridade mais estampada nos tablóides e revistas B – mesmo quando absolvido das acusações de pedofilia e de ter comprovado a vitiligo como causa do seu “embranquecimento”.

Paralelamente aos escândalos (voluntários ou não), Michael colecionou arte e antiguidades, girafas, elefantes, rinocerontes e traquitanas de gente morta (incluindo a ossada do “homem-paquiderme”). O link com o blog poderia ser justificado por isso: Michael amava decoração e consumia-a compulsivamente. Quem assistiu ao documentário mambembe (e devastador) do jornalista inglês Martin Bashir, há uns quatro anos, deve lembrar do cantor deixando milhões de euros num antiquário em Londres (sem falar no leilão de seus móveis e objetos).

Acima, alguns objetos decorativos de Michael que foram leiloados no começo de 2009 / foto: Reprodução

Mas o link é outro. Longe da Terra do Nunca, Michael Jackson, a lenda, é fundamental para a cultura pop, incluindo no tocante ao universo plástico. Enquanto abriu a senda para todos os artistas (brancos ou negros) que vieram depois dele, sua imagem virou mote de apropriação para pintores e escultores como Jeff Koons, inspirou estilistas, designers, cenografias, produções cinematográficas. Há quem vá ainda mais longe, afirmando que, se os Estados Unidos da América hoje têm um presidente negro, isso se deve também, à vereda que Jackson ajudou a pavimentar. Exagero ou não, o mundo hoje está com um nó na garganta. André e eu, que sempre curtimos o cara – e chegamos a cogitar um périplo londrino para assistir de camarote a sua volta triunfal -, estamos sentindo um vácuo sem fim (se você está lendo isso, provavelmente, também se importa). O Rei do Pop foi caminhar na lua, como Peter Pan.

No ar, uma prece: que os anjos digam amém à profecia do reverendo Al Sharpton. Abaixo, o vídeo de “Music and Me“, numa das performances vocais mais emocionantes de todos os tempos:

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25/06/2009 - 17:16

À carbonara

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Adoro a cadeira Carbono – esta da foto, é vendida pela Dominox (www.dominox.com.br), com exclusividade, em Belo Horizonte. Em Sampa, procure na Micasa (www.micasa.com.br).


Criada por Bertjan Pot e Marcel Wanders, a Carbon Chair, produzida pela Moooi (assim mesmo, com três letras o) é uma produção inteiramente artesanal, a partir de fibra de carbono e resina epoxi – material de alta tecnologia que confere incrível leveza à cadeira, tanto no peso quanto no visual. Além disso, o design é super contemporâneo: fios de carbono em efeito espaguete, interligados desordenadamente para criar uma forte estética corporal. Macarronada da mama!

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24/06/2009 - 17:54

Londrina fog

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Tem sangue novo no pedaço. E sangue bom, como dizem os manos. De Londrina (a cidade paranaense mais inglesa de que se tem notícia) para o mundo, o arquiteto Guilherme Torres (www.guilhermetorres.com.br) tá crescendo e aparecendo. É verdade que, mesmo fora do hype óbvio do eixo Rio-Sampa (o Brasil é muito maior do que isso, tenha certeza) o cara já garantiu um lugar ao sol entre a nova geração de pranchetas (com dez anos de portfólio bem editado, Torres já abocanhou alguns prêmios e estampou o seu trabalho em revistas bacanudas, como a minha predileta, a Casa Vogue, rs). Mas agora ele começa a ser reconhecido também pelo traço moderninho dos seus móveis. Houssein Jarouche, que enxerga longe, tratou de firmar uma parceria com o cara para a sua Micasa (www.micasa.com.br).

À moda da arquitetura que assina, o estilo das peças, produzidas com um caprichado trabalho de marcenaria autoral, transita entre o pop e o contemporâneo, com foco na ergonomia e funcionalidade. É tudo muito simples, sem inventar muita moda, mas com apelo modernex e grande efeito visual. O processo construtivo leva chapas de MDF em tamanho especial, estruturas metálicas embutidas e cartela de cores selecionadas (prefiro as vibrantes). Cada peça recebe atenção especial de sua equipe, composta por artesãos marceneiros diretamente envolvidos no processo de criação. Esse cuidado é fator determinante na fabricação dos móveis, que demoram até 60 dias para sair do forno.

Entre os destaques, curto a mesa JET (seria piadinha com Jet Lag pela matéria-prima estrangeira ou uma menção aos Jetsons pelo perfume futurista? Juro que não sei!). Só sei que, com acabamento em lâminas de madeira importada ou laca, a peça está disponível em 12 cores.  Com linhas definidas na parte superior e traços geométricos na inferior, a mesa é um desafio à gravidade, com tampo sólido apoiado em estrutura delgada de formas arredondadas e sensuais. Eu gosto. E você?

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23/06/2009 - 17:34

Fashion decorete

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A maratona fashion terminou. E eu baixei na reta final do SPFW para conferir, in loco, o último grito da temporada – como já disse aqui, há muito mais entre a moda e a decoração do que a nossa vã filosofia pode supor. Primeiro, porquê é praticamente a mesma indústria têxtil que abastece os dois mercados. Depois, porquê muitos arquitetos absorvem o conceito da moda para projetar as vitrines dos fashionistas. Na via oposta, o décor se apropria da moda na difusão de movimentos estéticos, cores e estampas. E para arrematar, estilistas bacanões, como Alexandre Herchcovitch e André Lima (que, diga-se de passagem, arrasou na segunda-feira, com sua explosão de cores ao som de Bethânia), vira-e-mexe desenham coleções de acessórios para a casa (clique aqui e aqui para ver).

Um passeio pela Bienal durante a SPFW revela tudo isso e muito mais, bem além das passarelas – da cenografia do prédio, by Daniela Thomaz, ao espaço da Melissa, do Marcelo Rosenbaum (vide último post), passando pelas áreas de exposição, restôs e afins.

E tem os disputadíssimos lounges. Ah, os lounges! Ok, sou suspeito. Mas o que vi de mais catárstico, neste sentido, foi o puxadinho da “patroa” Vogue, assinado pelo caríssimo Fabrizio Rollo, que mergulhou fundo na vibe francesa, mote do evento. Espie os cliques do Romulo Fialdini e tire suas próprias conclusões. É ou não é a mais fina alta costura em versão casa!

A inspiração para o ambiente, batizado de Bistrot Vogue, foi o art déco dos anos 20 e 30 (época em que o movimento estava na moda) com passagem pelas décadas de 60 e 70 (quando voltaria com tudo e mais um pouco). Fabrizio fez ali um mélange do período original com essa reinterpretação que viria depois, com pimenta contemporânea e olhar 2010. Embora seja um cenário, tudo ali é autêntico: peças legítimas, como as cadeiras Tolix (design indusrial francês dos anos 30, produzido até hoje), as assinadas pelo arquiteto modernista Robert Mallet Stevens e outras superatuais de Patrik Jouin para a Kartell, se misturam com tecidos tecnológicos e tradicionais da Élitis – como veludos, tecidos de algodão com textura de esferas de bolinhas, que dão uma cara mais pop, bem sessentona, “mas não deixa de remeter à geometria déco”, conta o Fabrizio. O clima, além de culto (o conjunto é praticamente uma enciclopédia decorativa do período, com alguma licença poética) é acolhedor, quente, confortável, ergonômico.

Cores sóbrias como ébano, marfim, café, preto e cinza, criam a atmosfera sofisticada e típica do déco. O melhor da festa, para mim, são as paredes revestidas de laminado Fórmica, em zebra wood, que substituem a madeira com o mesmo efeito, mas sem derrapadas ecológicas.

Nas paredes, arte de Denis Maricato fazem alusão ao delicioso colorido psicodélico de Vasarely, com sua pegada caleidoscópica, pintada à mão com lápis de cor. E mais fotografias da Cidade Luz, da galeria de Renato de Cara, combinadas com painéis orientais de Armando Camarão.

O bar Cointreau, meio laranja-retrô, evoca o perfume exótico e orientalista do tema com lustre marroquino, gradis de ferro dos anos 30 e arranjos de laranja madura (sim, a fruta, in natura).

Entre cômodas francesas e mesas de bistrô, a cadeira de couro de Charlotte Perriand, partner de Le Corbusier, é a cereja do bolo. Para mim, este foi o melhor mise-en-scene da SPFW. E o melhor de Monsieur Rollo (que aqui contou com a produção da foférrima Bianca Schaffer). “Não posso dizer que é o meu preferido, porque me envolvo de tal forma em cada trabalho que o preferido é sempre aquele no qual estou trabalhando, ou seja: o próximo”, diz ele. Que venha, então.

Voltando às passarelas, além do fofo do André Lima (um dos meus prediletos), ontem me amarrei no desfile do Samuel Cirnansck e sua viagem “cuba libre anos 40”, com direito a Marina de La Riva posando de top em vestidão esvoaçante de acabamento im-pe-cá-vel, como soprou o Paulo Martinez no meu ouvido. Lux de luxo!

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19/06/2009 - 17:01

Chiclete

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Plugada em tudo o que acontece no universo plástico, a Melissa (www.melissa.com.br) sempre capricha na produção do seu já tradicional lounge na SPFW. A marca da sandalhinha com cheiro de chiclete aterrissou na 27ª edição do evento sob a chancela de Marcelo Rosenbaum (www.rosenbaum.com.br), que bolou uma espécie de túnel do tempo com os ícones da marca em diversas formas, celebrando seus 30 anos de riscado. No teto, monitores formam um painel nos quais vídeos antigos são projetados constantemente. Nas paredes laterais, o logo Melissa 30 anos, em moving light, passeia pra lá e pra cá, enquanto os comercias mais expressivos da grife também são exibidos full time, lembrando seu pioneirismo no design de plástico.

Isso foi o que deu pra ver – o ambiente tava tão tumultuado, mas tão tumultuado, que eu achei que estivessem distribuindo sapatinhos de brinde (e, de fato, estavam). E as melisseiras de plantão já testaram e aprovaram a nova roupagem da Galeria Melissa lá na Oscar Freire (depois mostro aqui). É Rosenbaum na cabeça!

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18/06/2009 - 20:34

Cartas a um jovem designer

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Estou dando uma folheada no interessantíssimo “Cartas a um jovem designer”, livro que os big brothers Campana lançaram há alguns dias, lá na Firma Casa (já comentei aqui, an passant), pela editora Campus-Elsevier (a detentora da série “Cartas a um jovem…”, que já publicou desde Fernando Henrique Cardoso – “Cartas a um jovem politico”, a Marília Pêra – “Cartas a uma jovem atriz” e Alexandre Herchcovitch – “Cartas a um jovem estilista”, cujo texto original fora escrito pelo saudoso amigo Ailton Pimentel; entre outros correios bem endereçados a pupilos entusiasmados).

Não vou descarregar aqui, pela enésima vez, aquele container de elogios sobre os caras, mas olha só que bacana esse trecho: “É preciso olhar para além do produto ou componente, sem preconceitos, ou seja, sem conceitos pré-formados. Só assim é possível deslocar os ralos de esgoto doméstico, feitos de plástico branco, para compor um tampo de mesa de refeição”, contam eles, entre um e outro case que combina a teoria e a prática da profissão, tanto para quem quer seguir carreira, quanto para os leitores interessados em saber um pouco mais sobre o assunto.

Enquanto o livro bomba nas boas lojas do ramo, os Campana continuam segurando a onda na elite do design internacional. Em cartaz no Vitra Design Museum (www.design-museum.com) – aquele projetado por ninguém menos que Frank Gehry, na Alemanha -, a exposição Antibodies revê os 20 anos de carreira da dupla, com um apanhadão geral dessa produção que catapultou o subversivo ao superpop, o lixo ao luxo, a reciclagem ao design estrelado, o ordinário ao extraordinário.

Agora vou lá no SPFW, que acontece no prédio da Bienal em São Paulo até o próximo dia 22, ver o que tem de bom – entre a moda e o design, existem muito mais coisas do que a nossa vã filosofia pode supor – e depois conto pra vocês. Abraços!

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17/06/2009 - 18:00

In casa com os Stones

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Li na Ilustrada de ontem uma entrevista que o jornalista Ivan Finotti fez com o fotógrafo dinamarquês Bent Rej, que acompanhou a primeira turnê dos Stones, em 1965, após o boom do hit “Satisfaction”, porta de acesso da banda à estratosfera do rock. Rej registrou essas imagens antológicas no livro “Rolling Stones – O Começo”, lançamento da Larousse (www.larousse.com.br) que traz, entre muitas pérolas de bastidores, pequenos drops do life style dos garotos ingleses tão logo eles compraram suas primeiras casas. “Mostrá-los como pessoas normais foi inédito na época”, contou Rej à Finotti. “Roqueiros eram como deuses e sua vida privada era secreta. Eu até hoje não sei como eles me deixaram fazê-lo”. Clique aqui para ler a reportagem completa.

Óbvio que, quando se pensa nos Stones, a primeira coisa que vem à cabeça é a tríade sexo + drogas + rock’n roll, com direito a quebra-quebra de suítes presidenciais e móveis atirados do 20º andar de hotéis luxuosos – como a tchurma do heavy metal imitaria nas décadas seguintes.

Mas, mesmo desconfiando da pose angelical dos rapazes nessas ambientações bem-comportadas, o documento tem seus méritos. Além de valer pela curiosidade de espiar pela fechadura no melhor estilo “como viviam os ricos e famosos nos anos dourados”, o book mostra no pano de fundo um estilo neo-inglês de morar nos anos 60s, longe da sisudez classuda e das flores da Rainha, com móveis mais limpos (boa parte deles dinamarqueses), de desenho esguio, linhas retas, pés palito, tons sóbrios com cores pontuais aqui e ali. Um visual moderno, de fato, no compasso do iê-iê-iê e da cabeleira de Mick Jagger & cia.

Entre os episódios mais pitorescos, Rej contou um exemplo do quanto a vida imita a arte, por mais fake que a tal “arte” tenha sido na ocasião: “Keith Richards não tinha uma casa, ele morava com os pais. Então, reservamos uma suíte no Hilton Hyde Park e fingimos que ele vivia ali. Mas Richards gostou tanto que resolveu ficar de verdade. E morou lá durante alguns meses, o que fez a nossa história virar autêntica”.

Descortinando o fog londrino para a saideira, direto do meu baú oitentista, separei um momento “sobe o som” com a über-diva Aretha Franklin (neste clipe, aparentemente recém-saída de uma tela de Andy Warhol – aliás, foi o próprio papa da pop art quem assinou a capa de um dos álbuns mais blockbusters de Aretha, em 1986), aqui duelando com o Keith Richards (o stone sem-teto que se instalou no hotel-locação) e sua guitarra nervosa. Para arrematar, Whoopi Goldberg brincando de “Os Trapalhões” na Sessão da Tarde – aliás, a cena foi extraída de um filme pastelão dela. Mas a música é um clássico dos Stones: “Jumping Jack Flash”! Yeah, Yeah, Yeah…

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Décor Tags: , , , ,
16/06/2009 - 18:51

Vai para o trono ou não vai?

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Quem não se comunica, se estrumbica”, dizia Chacrinha entre uma buzinada e outra do seu lendário Cassino, que morreu junto com ele no final da década de 80, deixando um vácuo na tv brasileira e um séquito de imitadores de pouca ou nenhuma personalidade pleiteando o seu posto. Se você se lembra daquele outro jargão do Velho Guerreiro, o “vai para o trono ou não vai?”, que apavorava os calouros entre um requebra da Rita Cadilac, um hit da Blitz e um voto misericordioso da Elke Maravilha ou da Terezinha Sodré, vai entender o título do post.

Criada pelo designer belga Edmond van Wijngaarden, a poltrona De Troon (“o trono”, em português), é novidade quente na praça. O design é 100% holandês, com execução e matérias-primas brasileiríssimas: madeira ecológica na estrutura (de demolição, rústica e lavada) + encosto e assento de vidro temperado, 12 milímetros).

À primeira vista, pode parecer um tanto quanto assustador se sentar numa poltrona de vidro, mas é muito mais seguro do que qualquer fatia de mdf estofado, por exemplo, até para pessoas de silhuetas mais rechonchudas, como este jornalista de dieta que vos escreve.

Se eu tivesse que descrever o look para os iniciados em design, diria que o shape tem um quê de Carlinhos Motta com Jacqueline Terpins. Mas aqui o jurado é você: vai para o trono ou não vai?

Editada pela Velho Brasil (www.velhobrasil.com), a peça faz parte de uma coleção que mistura madeira de demolição com materiais antagônicos, como vidro temperado, laca, aço inox, corian e couro sintético, com desenho up-to-date. E esse é o grande barato da marca, veterana no mercado externo, que já surge como caloura nota dez na paulicéia – a previsão de abertura da loja, que vai ocupar o número 137 da badalada Gabriel Monteiro da Silva, é para agosto. Estamos de olho!

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