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30/08/2010 - 20:14

Resto de toco

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Dica do balacobaco garimpada pela fofíssima Junia Baracat, assistente de produção executiva aqui de Wish Report. Pode ser uma mesinha de apoio, um banquinho, um suporte para um vaso ou uma escultura rústica para dar um toque natural na casa – eu o usaria assim mesmo, in natura, tal e qual veio ao mundo. Esculpido à mão em madeira teca, o móvel Bitan é um dos garimpos que a Espaço Til costuma fazer em paradas distantes, como Índia, Filipinas, Indonésia, Vietnã, Tailândia e China. Um dos endereços mais antenados em móveis e acessórios de perfume étnico, a loja de Edmundo Rodrigues acaba de receber um contâiner recheado de novas decobertas daquelas bandas. Se você curte um tempero rústico chic no ambiente, a hora é essa.

Espaço Til
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 689, São Paulo
tel. 11 3063-5593
+ espacotil.com.br

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24/08/2010 - 20:02

Sem folha não tem sonho

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Uma coisa pode até não ter muita relação com outra, mas quando vi essas luminárias, a música da Bethânia (escrita por Gerônimo e Ildásio Tavares), começou a ecoar sem parar na minha cabeça.

Um dos designers mais bombados do século 21, Ross Lovegrove não para de inventar moda. A última do designer inglês atende pelo nome de Cosmic Leaf. Com corpo de metal e difusor de acrílico, a luminária é fiel à produção do artista, que explora formas orgânicas com efeito futurista, acentuando as curvas ao máximo. “Produtos quadrados não se relacionam com você, com o seu corpo. O orgânico é abstrato, ele pode estar presente em qualquer lugar e em qualquer coisa que você faça. É a forma que você pensa e enxerga”, diz. Sacou a relação com o shape da folha? Como cantava a mana do Caetano na abertura do seu show Brasileirinho: “Sem folha não tem sonho / Sem não tem vida / Sem folha não tem nada”.

La Lampe
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1.258
tel. 11 3069-3949
+ lalampe.com.br

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17/08/2010 - 18:02

(In)dígena

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São muitos os desafios do designer do século 21. A crítica pede arte; a indústria pressiona por originalidade, viabilidade técnica e exclusividade; e o varejo, no topo da pirâmide, só quer saber mesmo é se o produto é bom, bonito e barato. Inventar algo novo em 2010, quando todos os conceitos, formas, volumes e texturas já foram experimentados, é desafio titânico. Exatamente por isso, há de se reconhecer o mérito de quem consegue seguir a trilha de migalhas e encontrar o caminho de casa.

Sergio J. Matos é uma das melhores ofertas na cena atual. Matogrossense de Paranatinga, formado pela Universidade Federal da Paraíba, o artista assina um portfólio consistente que, antes de absorver as referências globalizadas e novas tecnologias, bebe na fonte da própria memória sentimental e do seu “faroeste” geográfico. “Minhas influências vêm de onde nasci e dos lugares onde morei. No interior do Mato Grosso, vivi intensamente a coisa do campo, da natureza e dos costumes. Ali, perto das aldeias indígenas, aprendi muito sobre a valorização dos recursos da terra.

Quando me mudei para o Nordeste, foi um novo impacto por conta das cores, paisagens, materiais”, conta ele. Essa cultura popular brasileira é o DNA do seu trabalho. Na última temporada internacional de design em Milão, Mattos causou frisson com as peças que levou para o Salão Satélite: o banco Xique-Xique, inspirado em uma espécie de cacto sertanejo, e o divertido Carambola, com shape inspirado na fruta. Entre as principais matérias-primas que utiliza, estão fibras e extratos naturais inusitados, como a resina de mamoma (material desenvolvido por ele mesmo). Enfim, uma novidade – de fato, original.

Estamos de olho nele!

Autor: - Categoria(s): Design Tags: ,
28/07/2010 - 11:16

Origens

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O Empório Beraldin, quem diria, sopra 15 velinhas. Quando ingressei no mercado do design, pouco mais de dez anos atrás, a marca dos elegantíssimos Zeco e Valéria já era  unanimidade entre os estetas. E foi uma das minhas primeiras referências em acabamentos de alto padrão – assim o é até hoje. Na minha modesta opinião, nenhum outro endereço tem tantas opções naquilo que eu chamo de arte final orgânica para a casa. Lembro de ter visitado uma cobertura nababesca, lá no Conjunto Nacional, em plena Avenida Paulista, cujas paredes da sala de jantar eram totalmente tomadas por pastilhas de côco, então uma exclusividade do Empório. Sem falar nos móveis revestidos com os mais variados couros, de boi a rã – a versão brasileirinha dos inventivos donos do pedaço para o nada ecológico galuchat, aquele acabamento feito com a pele da arraia. Entre sedas e linhos, palhas, bambus, bordados típicos e outras bossas que só os Beraldin têm, fico com as pastilhas de chifre e osso, que transformam qualquer acessório em objeto de desejo. A mesa África, que enche o post do dia de graça, é das minhas. A peça encabeça a coleção Origens, que reforça a vibe do Empório Beraldin de apostar nas matérias-primas naturais, repeitando o meio-ambiente e valorizando o trabalho manual. Os produtos da nova safra incluem tapetes, móveis, tecidos, revestimentos e objetos que evocam a cultura afro-indígena brasileira, com influências das aquarelas de Debret, Eckhout, pinturas tribais, batikis africanos e trançados de cestaria. Dá vontade levar tudo e mais um pouco para casa.

Empório Beraldin
Rua Matheus Grou, 604
11 3030-3960
www.emporioberaldin.com.br

Autor: - Categoria(s): Décor Tags:
22/07/2010 - 12:33

Alabastro

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A loja da Juliana Benfatti é uma caixinha de surpresas. E das boas. Depois de muito tempo sem aparecer, voltei lá outro dia com o Zé Renato Maia. Tanto ele quanto eu, fãs confessos dos garimpos da mulher estilosíssima que empresta seu nome – e sua expertise – para a simpática casinha em estilo europeu da Rua Sampaio Vidal, ficamos embasbacados com uma aquisição recente do acervo: vasos de alabastro. Eram dezenas deles: gorduchos, bojudos, esguios, longilíneos, pequenos, grandes, de todos os tamanhos e variações, todos espetaculares, nenhum igual ao outro, como as joias devem ser. Não que se trate de uma pedra preciosa, mas é quase isso.

Também conhecido como espato acetinado, o alabastro é um calcite oriental antigamente usado para fabricação de urnas funerárias e frascos de perfume. No décor, ganhou forma e conteúdo na Itália, já que os caríssimos comedores de macarrão fazem desde lustres até molduras de janela com o mineral. Luxo pouco é bobagem!

Dizem que a matéria-prima foi descoberta no Egito dos faraós – cheguei a ver até sarcófagos esculpidos em alabastro quando estive bancando o Indiana Jones no Cairo e em Alexandria. A mágica da coisa é que a pedra é quase transparente. Quando a luz incide sobre ela, ilumina seus veios e imperfeições (perfeitas, diga-se de passagem).

Num dos seus últimos périplos pelo Marrocos, Juliana deu de cara com um nômade egípcio que trazia uma charrete carregada de vasos como os que você vê na foto. Veterana que é, não pensou duas vezes e arrematou cada peça do lote, vasinho por vasinho. Um deles é meu. O outro, do Zé Renato. Se você correr, acho que consegue um também.

Juliana Benfatti
Rua Sampaio Vidal, 786, Jardim Paulistano – São Paulo (SP)
Tel: (11) 3083-7858

Autor: - Categoria(s): Décor Tags: , ,
21/07/2010 - 18:35

Folheando a fibra

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Tem gente que torce o nariz para fibra sintética. Ok, eu também tenho certa implicância com tudo o que é fake – ou quase tudo. Mas como não se render ao design i-m-p-e-c-á-v-e-l da Dedon? No caso, a matéria-prima da grife alemã, composta por tramas de polímero de altíssima performance que não se contraem com o calor e nem retraem com o frio (não que alguém vá cozinhar sua espreguiçadeira, mas o fio dos caras resiste até 70º), é só um detalhe diante do shape. Ex-jogador de futebol pelo Chelsea e pelo Bayern de Munique, Bobby Dekeyser marcou um gol de placa quando entrou para a indústria moveleira. “Sempre adorei a natureza e, quando ingressei no setor, queria fazer algo com estilo para área externa”, diz. Criada por ele há 20 anos, a Dedon tornou-se a principal referência em mobiliário outdoor de luxo no mundo.

O segredo do sucesso dessas peças que fazem a cabeça dos astros de Hollywood são as formas agregadas ao trabalho artesanal – grupos de artesãos filipinos chegam a levar mais de 20 dias na confecção de uma única peça. E o design tem pedigree: Richard Frinier, Jean-Marie Massaud, Frank Lighthart e Philippe Starck costumam cravar sua assinatura em peças bacanérrimas, como a chaise folha da foto (uma das que mais curto no portfólio da grife). A notícia da vez: a Dedon acaba de ganhar espaço só dela no Brasil, pelas mãos da Collectania (www.collectania.com.br), ali na Gabriel. Veraneio na varanda, já!

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19/07/2010 - 23:24

Na velocidade do som

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Mesmo em tempos de globalização instantânea, há um certo delay entre os lançamentos gringos e as novidades que pintam por aqui. Não que o mercado do décor tenha que ouvir (e assimilar) imediatamente o último grito do design – como acontece com a moda. Sem falar nas burocracias de importação, que derrubam qualquer boa vontade. Mas algumas lojas duras na queda conseguem abreviar essa distância para atender aos consumidores mais ávidos. A Micasa é uma delas. Uma das melhores vitrines do décor modernex na Pauliceia, a casa de Houssein Jarouche traz para essas bandas a representação exclusiva da Established & Sons. Criada em 2005 por Alasdahir Wills, marido da estilista Stella Mcartney (sim, a filha do Beatle Paul), a grife inglesa opera só com a cereja do bolo do design internacional: irmãos Bouroullec, Richard Woods e Sebastian Wrong, Terence Woodgate e John Barnard, Jaime Rayon, Konstantin Grcic, Zaha Hadid e outros nomes casca-grossa do circuito.

Nas imagens do dia, dois neohits: a luminária pendente desenhada pelo belga Sylvain Willenz (que pode ser comprada individualmente ou em penca de 10 ou 20); e a Aquatable de vidro preto, by Zaha Hadid. Antene-se.

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15/07/2010 - 01:40

A vida como ela é

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Você provavelmente já ouviu falar em certo paparazzo moderninho que entra na casa dos outros (geralmente, gente mais moderninha ainda) a bordo de uma Leica indiscreta e registra takes inspirados, sem frescuras, sem produção e sem enrolação. Não? Então prepare-se para conhecer Todd Selby. “Gosto de gente de verdade. E de casas de verdade também”, diz o fotógrafo e ilustrador norte-americano que ganhou notoriedade ao clicar escritores, artistas, estilistas e outros personagens marcantes (marcantes mesmo, longe do esteriótipo das pseudo celebridades sem nada a dizer) em seus habitats, mostrando a identidade desses caras com os seus espaços de vivência e criação, o que ajuda a entender de onde vem a verve criativa do povo todo (com destaque para os fashionistas).

Pela sua lente já passaram os refúgios de Karl Lagerfeld, Christian Louboutin, Jonathan Adler e outras anfitriões coloridos de fazer inveja a André Ramos e Bruno Chateaubriand.

Publicadas originalmente em seu site, acompanhadas por desenhos dos donos do pedaço (Todd faz desenhos deliciosos!) e um questionário despretensioso sobre life style (preenchido a mão pelas “vítimas” de Selby), algumas dessas casas personalíssimas estão no livro The Selby is in your place, da Abrams Books. Enquanto você não encomenda o seu, acesse o fantástico mundo de Todd no theselby.com

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14/07/2010 - 01:34

Sushi

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Com a precisão de um sushiman, o designer Shin Azumi fatiou uma lâmina de madeira compensada para fazer o modernex banco AP, que fez e aconteceu na última edição do Salão Internacional do Móvel, em Milão. Com efeito escultórico que lembra um origami, a peça foi praticamente dobrada nas extremidades, sem emendas, bem à moda do minimalismo oriental. No Brasil, você encontra na Montenapoleone.

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13/07/2010 - 16:35

Esquadros

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Visitar a capital do design sem passar pela Sawaya & Moroni é quase como ir a Roma e não ver o Papa. Pontífices do circuito moderno italiano, William e Paolo (o Sawaya e o Moroni, nesta ordem), são olheiros veteranos que estampam nas vitrines de sua loja homônima o crème de la crème da produção contemporânea.  Há alguns dias, troquei uma ideia com Mister Will para escrever sobre o apê do casal, apresentado na Wish Report deste mês (a da minha estreia, com Shirley Mallmann na capa). Por lá, o loft de 1922 conservou as bases originais (com paredes de boiserie e piso de parquê de madeira) para usar e abusar da vanguarda no décor – você já deve ter desconfiado, mas só pra confirmar, o sofá e a luminária que você vê na foto levam assinatura de Zaha Hadid, uma das designers representadas por eles na S&M. O efeito é matador – confira na revista as fotos espetaculares do Ruy Teixeira.

Enquanto isso, deixo vocês com um dos lançamentos mais quentes da nova coleção de Sawaya & Moroni, apresentado na última edição do Salão Internacional do Móvel de Milão: o banco Tunnels, desenhado pelo duo Jakob + Macfarlane. Composto por uma sequência de esquadros de madeira que se fundem e criam um caminho sinuoso e levemente tétrico (como se um túnel estivesse dentro do outro), o banco mostra o interesse contínuo dos artistas pelo estudo da geometria e do efeito ótico. Modernino até a última fileira.

+ sawayamoroni.com

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