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11/10/2010 - 20:50

Dolcefarniente

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Brasileiro jura que sabe falar italiano. Eu confesso, com uma pontinha de constrangimento (mas nenhuma vergonha na cara), que me incluo nessa (o Colontonio no meu sobrenome seria um bom pretexto para começar já umas aulinhas e parar de pagar mico feito os carcamanos da novela das oito). Zanzando pela Via Montenapoleone, a meca milanesa do design, arranquei algumas risadas dos meus colegas de trupe ao bater um papo-cabeça com os vendedores de cada loja que me atraía pela vitrine. O fato é que, equívocos à parte, a engatada no sotaque da minha avó, os diários de bordo de outras vezes que estive na Itália, a memória dos filmes do Fellini – e uma pitadinha do bom e velho espanhol, já que ninguém é de ferro – resultaram num dialeto absolutamente compreensível por todos. Tá? Diálogos macarrônicos à parte, não fosse o gorducho aqui meter as caras, não teria trazido coisas legais para postar aqui.

Com silhueta que remete à flor homônima, espécie de tulipa, a poltrona Calla é pura poesia visual. Cria do designer Antoine Fritsch, a peça de estrutura absolutamente artesanal pode ser feita de ferro (para encarar as intempéries no jardim) ou de junco (para fazer bonito na varanda). Entre uma cartela generosa de tecidos estampados, almofadas e fibras naturais nos detalhes, cada um incrementa a sua da forma que preferir. Uma ode à alegria doméstica produzida pela grife italiana Dolcefarniente.

+ www.dolcefarniente.com

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