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04/05/2010 - 17:00

E já que o assunto é espaldar…

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Designer mais bombada da temporada milano 2010, Patricia Urquiola (só dá ela) revisita a mobília inglesa clássica do século 18 nesta “Comeback Chair”, uma das vedetes da nova coleção da Kartell. E sabe com quantos paus se constrói essa versão contemporânea da boa e velha Windsor? Nenhum! Ela é de plástico! Pode? Não só pode como deve…

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30/04/2010 - 16:22

Dança dos encostos

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Olha só que simpático esse set de cadeiras “Family Lina Nordqvist”, projeto de graduação da Beckmans School of Design. O bacana das peças é que elas exploram, com ginga divertida, a tradição sueca das cadeiras de madeira, com seus pauzinhos no espaldar. E alerta também para o uso da madeira de manejo em tempos de contenção ambiental.

Definitivamente: nada mais chic do que a simplicidade.

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09/02/2010 - 20:16

Ouriço

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Outro dia, folheando uma AD Espanhola de alguns meses atrás (adoro revistas novas, mas as velhas têm um gostinho especial, né?),  descobri o trabalho do designer inglês Oliver Tilbury (www.olivertilbury.com). Sangue novo no mercado, ele tem um pé na produção contemporânea e outro no surrealismo. Resultado: muitos pés descolados, como os 31 de madeira de manejo (do tipo Fraxinus Americana) que compõem a base dessa “Burst Chair” (em português, cadeira explosiva). Um ouriço cheio de panca para dar um toque divertido na decoração. Quem quer?

oliver-tilbury-burst-chair

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06/08/2009 - 11:53

A rosa de Hiroshima

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Há exatos 64 invernos, em 6 de agosto de 1945, a humanidade escrevia um dos seus piores capítulos: a Segunda Guerra Mundial. Naquele ano, a ferida viva do Holocausto pulsava na civilização ocidental – levemente suturada pelo suicídio do ditador-anti-cristo Adolf Hitler, em abril –, quando o mundo testemunhou, estarrecido, outra atrocidade: a bomba atômica que os Estados Unidos lançaram sobre  Hiroshima. Ali, mais de 100 mil pessoas foram varridas do mapa sem tempo de entender como e porquê – a maioria delas, camponeses indefesos, já que a cidade foi escolhida justamente por ser alheia aos armamentos e absolutamente vulnerável, recolhida entre os vales. Três dias mais tarde, um novo bombardeio em outro alvo interiorano, Nagasaki, ceifou a vida de mais de 70 mil inocentes, confirmando a eficiência demoníaca da tecnologia bélica detonada pelo presidente americano em exercício, Harry S. Truman. Na ocasião, o físico J. Robert Oppenheimer, que comandou a equipe de cientistas e engenheiros responsáveis pelo artefato, declarou: “Eu me tornei a Morte, um destruidor de mundos”. Mesmo arrependido, sua conta foi entregue: morreu de câncer 3 anos depois dos atentados.

Os EUA venceram. E Hiroshima e Nagasaki ainda sentem na pele os traumas do ataque (literalmente, já que a radiotividade nuclear imprimiu rastros que atravessaram as décadas).

O Japão, hoje uma das nações mais pacifistas do mundo, também se tornou a segunda maior potência econômica do globo. O planeta inteiro olha para ele.

Muito além da cultura zen, tecnologia de ponta, artes marciais, inspiração purista, jardins simétricos e filosofias milenares, origamis e sushis, macarrões instantâneos e karaokês, a terra do sol nascente exportou para o mundo talentos fantásticos na arquitetura, no design e nas artes. No dia em que o país lembra um dos seus momentos mais dramáticos, fazemos aqui um registro, em forma, cor e volume, de alguns herois da estética nipônica para a casa no século 20.


Croqui do arquiteto Tadao Ando para o Centro de Arte Contemporânea de Venice


Gaveterio relovucionário que o designer Shiro Kuramata desenhou para a Cappellini, nos anos 90.


Sofá, mesa de centro e luminária do escultor, arquiteto e designer  Isamu Noguchi, produzidas entre as décadas de 60 e 70


Pintura coloridíssima de Takashi Murakami, um dos responsáveis pelo status de arte  dos toys, referências de rua e HQs / Cadeiras de madeira e papel reciclado de Shigeru Ban, do final da década de 90

Saideira com uma das canções mais cults da MPB, imortalizada pelo divo Ney Matogrosso, lá nos anais do Secos e Molhados:

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Artes, Décor, Design Tags: , , , , , , ,
29/06/2009 - 23:55

Duas metades

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Se você, assim como eu, é fã do uso responsável da madeira empregada nos acepipes de casa, clique no site do designer americano Paul Loebach (www.paulloebach.com) e se delicie. Enquanto isso, para antecipar uma ideia do trabalho bonitinho do cara, colei de lá um espelho esquisitão (mas originalíssimo), além da mesa com tampo de vidro, da luminária em look meio “A Bela e a Fera” e da cadeira simplista: recortes de um portfólio honesto e sem firulas. Mas o que mais gostei mesmo são os vasos. Feitos em madeira maciça, eles são esculpidos em duas metades e depois unidos com uma linha divisória em relevo, que acentua o trabalho artesanal. Adoro o efeito!

Mudando de assunto: lembra que eu comentei outro dia sobre a vitrine da Forma, com as peças do Wagner Archela e etc? Pois bem… Na verdade, a vitrine é da Cod (Creative Original Design), loja que passa a ocupar o tradicional endereço da Cidade Jardim (onde a Forma funcionou por 50 anos). Quem conta é Paulo Chaits Kus, que faz a comunicação da marca: “A nova loja está instalada no renomado prédio assinado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, um dos marcos da arquitetura brasileira. A COD representa as marcas Teperman, Rolf Benz e Herman Miller, além de licenciar produtos exclusivos com a sua marca como as peças Biela e Pazzeto, do Wagner Archella. Trata-se de uma multi-marcas, sem nenhuma relação com o antigo ocupante do imóvel. Aqui os ambientes podem ser vivenciados na prática, trazendo o projeto à realidade, atendendo o mercado corporativo e residencial plenamente”.


Entre os clássicos que você encontra por lá, está a divertida Red and Blue, criada pelo arquiteto holandês Gerrit Rietveld. Recado dado, fica o convite para uma visita. Comece pelo site: www.codbr.com

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25/06/2009 - 17:16

À carbonara

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Adoro a cadeira Carbono – esta da foto, é vendida pela Dominox (www.dominox.com.br), com exclusividade, em Belo Horizonte. Em Sampa, procure na Micasa (www.micasa.com.br).


Criada por Bertjan Pot e Marcel Wanders, a Carbon Chair, produzida pela Moooi (assim mesmo, com três letras o) é uma produção inteiramente artesanal, a partir de fibra de carbono e resina epoxi – material de alta tecnologia que confere incrível leveza à cadeira, tanto no peso quanto no visual. Além disso, o design é super contemporâneo: fios de carbono em efeito espaguete, interligados desordenadamente para criar uma forte estética corporal. Macarronada da mama!

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22/04/2009 - 22:44

Constantine

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A verve criativa de Konstantin Grcic (www.konstantin-grcic.com) é quase tão impronunciável quanto o seu sobrenome. Você, que se liga no assunto, muito provavelmente já ouviu falar neste alemão über-vanguardista que arrebatou inúmeros prêmios por seus móveis (especialmente as cadeiras) de formas meio secas, meio neo-aerodinâmicas, exploradas em materiais recicláveis. É aí que está o segredo. Antes de se preocupar com o look, o cara mergulha de cabeça na matéria-prima, levando esta premissa básica do desenho industrial às últimas consequências. Assim, o shape fica automaticamente condicionado ao conceito de modernidade e ecologia que ele tanto prega. O traço não é pavônico, nada extravagante: é correto, limpo, bonito. Mas não disputa atenção com o material, como mostra esta cadeira Monza (imagem acima), seu último lançamento. Tarado por polímeros (e pelo apelo eco-legal que há por trás deles), ele condensou madeira de manejo em acabamento semi-rústico e plástico, numa combinação que arrasaria tanto numa biblioteca pública quanto num apê contemporâneo.

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31/03/2009 - 23:59

O Aviador

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Acima, a poltrona F1

Lembra do Sergio Faher, autor daquela cadeira construída com palhetas de guitarra? Pois ele ataca novamente, desta vez com o alumínio de aviação como matéria-prima motriz para as peças, inspiradas no universo aeronáutico.


Mesa de centro JAPAN

A dificuldade de encontrar tecnologias no Brasil que viabilizem os projetos é um estímulo para o desenvolvimento de novos sistemas construtivos”, explica Fahrer.  “A Coleção 2009 é uma das mais completas e, com certeza, a mais arrojada e tecnológica que já desenvolvi”.


Banco DC-3

Olho no conceito da coleção, by Fabiana Freire (Sobral), que diz tudo: para a sustentação das peças, Fahrer criou um sistema construtivo pioneiro, que batizou de “nervura estrutural”. O conceito foi inspirado nas asas dos aviões, que utilizam desenho e estruturação semelhantes para se manterem firmes durante o vôo. O resultado são peças leves, extremamente resistentes, que parecem flutuar. Esse efeito só foi possível graças ao estudo inédito de engenharia feito sob medida para a coleção, que faz com que as bases das peças se mantenham firmes mesmo tendo apenas 4 mm de espessura. Proporcionalmente falando, a estrutura é o equivalente ao traço de uma lapiseira 0.5 no desenho de um móvel feito em uma folha de papel A4. Por conta do ineditismo do processo, Fahrer está obtendo a patente dessa tecnologia. Outro detalhe importante é que o desenho exclusivo da “nervura estrutural” confere uma identidade particular às peças e associam o desenho ao trabalho do designer.


Mesa de centro LOLA

O alumínio reciclado de aviões fora de uso ainda ganha desenhos nas bases de algumas peças recortados por um jato de água em alta pressão – como o corte a laser poderia deformar as peças graças ao calor emitido, a solução foi encontrar outro sistema para garantir os desenhos originais de cada peça.


Cadeira NENA (acima, à esquerda, detalhe da vista lateral)

Entre os revestimentos, as madeiras naturais certificadas pelo FSC e o couro calçadista – mais conhecido como “recouro” – estão entre os destaques. O couro é mais uma inovação da Meccane, que mantém a preocupação ecológica na ordem do dia. Usado tradicionalmente em calçados, Fahrer inova ao aplicar o material para revestir mesas, poltronas e bancos. Como resultado, surgem várias opções de padrões e texturas – 18 delas ao todo –, nunca vistas antes em mobiliário. A vantagem do material é a altíssima resistência. Difícil de riscar, manchar ou danificar, o “recouro” é obtido através de um processo industrial especial, em que sobras reaproveitadas se transformam em rolos de couro natural reprocessado.

O lançamento é da Meccane (www.meccane.com.br)

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26/03/2009 - 17:58

Torta holandesa

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Sábado estive na florisbela Holambra, aqui pertinho de Sampa (adoro aquele clima!) e, mais uma vez, voltei com o carro abarrotado de plantas & traquitanas (culpa da minha mãe, maníaca por flores e afins). Como ninguém é de ferro, também trouxe um mimo para a sacadinha do apê: uma cadeira tripé de madeira, über-rústica, feita de madeira de demolição, que mostro pra vocês quando criar coragem (ou quando a primavera chegar).

Como quase todo mundo sabe, a cidade campineira foi colonizada pelos holandeses, e carrega na arquitetura e na cultura de consumo aquele apelo colonial europeu quase folclórico, mas que sempre causa comoção. Tudo a ver com a Holanda do começo do século 20; pouco a ver com a Holanda do terceiro milênio, uma das mecas mais produtivas do design escandinavo-contemporâneo.

Outro dia, zapeando a web em busca de news, dei de cara com o site do Aldo Bakker (www.aldobakker.com). Sangue novo no design nórdico, Bakker desafia a ergonomia (desafia, não despreza) com formas aerodinâmicas bastante acentuadas, seja na madeira, no vidro, nos polímeros ou nas cerâmicas temperadas que assina. Entre pufes redondinhos e poltronas de traço longo e ligeiro, a linha tableware, minimal ao extremo, é de cair o queixo.  Veja nas fotos acima.

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04/12/2008 - 18:01

O Aviador

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Ainda da série Vencedores do Prêmio Design da Casa Brasileira, cá está o primeiríssimo lugar na categoria Mobiliário: a cadeira Aviador, cria da dupla carioca Fernando Mendes de Almeida e Roberto Hirth.

“Às vezes precisamos escapar um pouco do binômio forma-função e adicionar um pouco de fantasia às nossas vidas. A inspiração da Aviador vem de longe: braços que lembram as asas dos aviões que aqui chegavam nos anos 50 e uma estrutura em estrela que nos traz à mente uma hélice. Pode-se viajar além. As hastes metálicas de um biplano, e até a nobreza do couro do estofamento que remete às antigas jaquetas dos aviadores. Nela, porém, a inspiração se faz presente na medida certa, pois não se trata de um móvel temático, e sim de um projeto totalmente inovador. A Aviador é pequena como uma cadeira, mas oferece o conforto de uma poltrona”.

“A fabricação da cadeira emprega tradicionais técnicas de marcenaria. Os pés dianteiros e a travessa traseira são torneados, o assento e o encosto são de laminação de compensado moldado e revestidos de espuma e couro. Os braços, travessa dianteira e as duas estruturas laterais, são usinados em madeira maciça e encaixados com espigas e cunhas, o que dá grande solidez à peça. Duas hastes metálicas fazem o travamento longitudinal da peça. Produzida em peroba e cedro de reaproveitamento e/ou madeira certificada, cada peça é numerada.” Curtiu? Comente!

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