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19/11/2009 - 18:48

Tudo azul (da cor do céu)

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Depois da explosão amarela detonada neste blog, é hora de acalmar os ânimos e olhar para o horizonte – literalmente.

Paula Queiroz (entidade habilíssima, simbiose de jornalista e produtora, meu braço direito aqui no blog e lá na Casa Vogue) me ajudou a armar uma seleção azul do balacobaco em cima da nova tendência mundial, ditada pelos arautos das tintas.

Quem recomenda é uma grife das mais portentosas do assunto: a Coral, marca do grupo holandês AkzoNobel, acaba de lançar o “Colour Futures 2010”, estudo mundial sobre tendências e desenvolvimento de cores. Resultado da pesquisa sobre diversos elementos como arquitetura, design, artes, cultura, moda, realidades política e economia global, o estudo apresenta o tom “Céu Californiano” como a cor que guiará 2010.

Este tom claro simboliza horizontes infinitos, novos começos e energias renovadas. A cor, que pode ser associada a céu amplo, frescor da brisa e ar puro, é caracterizada pelos especialistas como otimista e com capacidade de oferecer sensação de pureza e bondade. “Tons de azul claros e etéreos como a cor de 2010 são reconhecidos por serem refrescantes, reconfortantes e liberadores, além de oferecerem grande auxílio no combate à tensão, cansaço físico e exaustão”, explica Paola Vieira, Gerente Global de Cores da AkzoNobel e integrante do time internacional de oito especialistas do Colour Futures.

As características da cor “Céu Californiano”, considerada a melhor representante do estado de espírito do próximo ano, estão associadas à mensagem-chave do Colour Futures 2010: Recuperação. A palavra remete às atuais expectativas da sociedade, que se direciona a um papel mais ativo do indivíduo. “Acreditamos que em um momento de incertezas quanto à economia, política e meio ambiente, a ideia é que as pessoas passem a valorizar mais os amigos, a família e as comunidades locais, além de cuidarem do planeta em prol de um futuro saudável”, diz Benito Berretta, Diretor de Marketing da AkzoNobel.

Segundo o estudo, “Recuperação” oferece a todos a oportunidade de rever, criar melhor, aperfeiçoar o que já existe, recuperando o sentimento de sabedoria coletiva para o futuro. E é justamente dentro desse contexto que a equipe de especialistas do Colour Futures identificou cinco temas predominantes em 2010 – e suas respectivas coleções de cores: Espaço Silencioso, Fantasia Fluida, Convicção Fundamental, Espírito Livre e Doce Lembrança.

Sacou? Para terminar o post azul com a malemolência que a cor pede, pesquei no youtube um videozinho retrô com uma música que toca fundo: “Azul da Cor do Mar”, de Tim Maia, que abocanhou a 44ª posição no hall das 100 melhores músicas brasileiras de todos os tempos. E dedico a canção ao Zé Renato Maia, sobrinho do Tim, responsável pelo design desta página choco-blue.

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Muranos e cômoda Tania Bulhões; móvel de Wagner Archela para a C.O.D; cadeiras Micasa

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Luminária de murano Emmanuel Babled; som Bang Olufsen; vasos Bendixt; banqueta Royal; cadeira Micasa;

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Poltrona com tecido azul-bebê; vasos Evelino Antiquário; luminárias Quimera; Vaso de silicone Scandinavia Design

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Potes Secrets de Famile; louça e porta-guardanapos Tania Bulhões Home

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Acessórios Scandinavia (potes, descanso de mesa, pratos, porta-guardanapos); caneca Futon & Home;

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Abajur de murano Tania Bulhões Home; vasos F. Quartilho; cadeau Scandinavia; vidro Benedixt; poltrona Montenapoleone

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Mesa do muralista brasileiro Paulo Werneck; poltrona de Michel Arnaud, by Atec; moringa Obra Prima Antiguidades; taças Cecilia Dale; banco laqueado Edith Diesemdruck; murano Tania Bulhões Home;

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Araras Tania Bulhões Home; abajur Vila Vitória; cadeira Micasa; potiche Autore; móvel chinês Paulo Marques Antiguidades

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Corais e aparador-totem Tania Bulhões Home; vaso coleção Blue & Me, Fabrizio Rollo; porcelanas Bali Express; poltrona Tania Bulhões Home

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Copo Espaço Santa Helena; cadeira Mãos Art Contemporary; vasos Bittosi e Cartago; banqueta Montenapoleone; cabideiro Micasa

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Poltrona Irmãos Campana; poltrona vazada e chaise Montenapoleone; pinha de bico de jaca Anno Dominni; vaso Quimera Antiguidades

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Aparador e vaso Tania Bulhões Home; abajur Bertolucci; sofá de resina plástica Montenapoleone; enxoval Blue Gardenia; tapete By Kamy

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Da esquerda para a direita: ambiente Wallcovering; banheiro Interbagno; parede pintada em “azul-céu californiano”, by Tintas Coral

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Tecidos Tec Dec e Casa Fortaleza

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Tecidos Tec Dec e Casa Fortaleza

Autor: - Categoria(s): Décor Tags: , , , , ,
20/03/2009 - 12:34

Blogueiros-decorex em coro

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Quem viu a matéria sobre os blogueiros de décor no Estadão de domingo? Se você perdeu, clique aqui e confira.

Marcelo Lima, arquiteto e jornalista plugadíssimo em tudo o que rola no circuito, captou a força da casa como tema na web e reportou os principais canais do gênero – como a Casa da Cris e o Lá em Casa, da fofíssima Simone Quintas. Esse puxadinho nosso de cada dia, é claro, não ficou de fora do mapeamento do cara (o que me deixou muito honrado, diga-se de passagem).

E não é que o assunto rendeu pano para a manga? Fechamos a semana com acessos dobrados por aqui.

Claro que o episódio fatídico dos corais – aquele que quase culminou com uma torta do PETA na minha cara – foi o foco do trecho sobre o AllexinCasa.

Só para lembrar, mais uma vez: minha paixão por corais é mais do que legítima. Mas só por corais FAKES, ok?

Nada mais cafona e anti-ecológico do que apoiar a pesca clandestina desses elementos marinhos em nome da vaidade. Corais naturais são incríveis, desde que estejam vivos, no fundo do mar, fazendo tocaia para moréias e não adornando mocréias (a indústria predatória dos corais inclui tanto o mercado joalheiro quanto o de decoração). Retirá-los de seu habitat extrapola a crueldade e a falta de bom senso: é crime dos graves!

Mas é muito legal apostar nas formas tétricas do bicho como inspiração para acessórios de gesso, resina, cimento, polímero, acrílico, massinha, gelatina, biscoito… O espelho da foto, por exemplo, tem look fantástico (para quem gosta da estética, é claro) e é totalmente sintético, criado em terra firme, by Artefacto Beach & Country.

No mais, ponto para o Marcelo, que além de ser ponta firme na seara onde atua, é gente do bem. Até segunda!

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Artes, Décor, Design Tags: , , , , , , ,
28/11/2008 - 11:55

Coral é mara!

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Fiquei bege, passado, engomado e pendurado no cabide com a repercussão do post dos corais. Levei mais torta na cara do que a Anna Wintour durante aquele ataque do Peta. Calma, calma minha gente! Basta dar uma rolada aí embaixo para sacar que este blog apóia incondicionalmente o design sustentável, o Greenpeace, o Projeto Tamar, as baleias-azuis, as foquinhas-monge, os dentinhos dos elefantes, as casquinhas de siri e os pandas da minha espécie.

No meu Orkut, por exemplo, participo da comunidade “não como fígado de ganso (nem de pato!)”. Quando me dei conta do bombardeio, li e reli o texto 80 vezes em busca de algum trecho onde supostamente tenha feito apologia à depredação do planeta, instigado a pesca ilegal ou favorecido o comércio dos corais originais. Não encontrei nadica além do avesso disso tudo, no trecho mais óbvio que reproduzo aqui e agora: Aposte nas opções que não prejudicam a natureza e têm um grande efeito. Produzidos em cerâmica, metal, resina ou cimento, a onda dos corais volta com apelo. Agora a tendência maior é salvar este ser fascinante e investir em estampas, gravuras, pinturas e outras matérias fakes”. Aqui e agora, uma seleção das imitações que não fazem mal a ninguém – muito menos ao planeta.

Para quem não entendeu o começo jocoso do post de ontem e a menção honrosa à vendedora da Ilha de Capri, me fiz entender em todas as letras nas linhas seguintes do fatídico relato. Das duas, uma: quem me apedrejou não leu o post até o final; ou tem sérios problemas de interpretação de texto. De qualquer forma, serei generoso e explicarei do jeitinho mais didático possível. Presta atenção no titio: Corais originais, dessespescados no fundo do mar, não são legais. Fuja deles como o diabo da cruz!
Mas as imitações de coral em resina, cimento, concreto, metal, gesso, cerâmica, porcelana e massa encefálica ou coisa que o valha, estão com tudo. São as formas da natureza que o design copia para deixar o look da casa mais estiloso.

Agora, cá entre nós, gosto é igual cabeça: cada um tem a sua. Eu defendo o shape do coral como objeto de adorno no décor não por estar na moda, mas porquê eu acho lindo mesmo. Se você não gosta, ótimo. Eu adoro e vou continuar gostando. E lamento informar que corais (os fakes, que fique bem claro) são o que há de mais “IN” no décor – e eu não lanço nenhuma tendência, apenas reporto o que rola por aí.

Em tempo: todos os corais que eu colei nesse post e no anterior são de mentirinha – incluindo a base da mesa, feita do mais puro ferro. Obrigado a todos que saíram em minha defesa.

Tô com o Seu Ladir e não abro: “coral é mara!”

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , ,
27/11/2008 - 11:57

Cora Coralina

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Corais são a minha criptonita (quem acompanha o blog, sabe). Não que eu não possa chegar perto deles, ao contrário: me esparramo feito manteiga aviação quando vejo. Levei um pito homérico por causa de um, semanas atrás, durante o meu périplo mediterrâneo. Explico: desembarquei na Ilha de Capri, Nápoles, obstinado: traria um coral vistoso de lá. Na primeira lojinha, o instinto falou mais alto, e lá fui eu, cheio de atitude brasileirinha, botar a mão na peça para ver se era mesmo de verdade. “Porca miséria!”, gritou a Mama Bruscheta que comercializava os intocáveis. Não era para menos: ele custava parcos 12 mil euros. Saí de lá mais corado do que o meu objeto de desejo. E embora tenha garimpado cada esquina daquele balneário de fina estampa (que, diga-se de passagem, é a cara da Ilha Bela, um pouco mais metida a besta, é claro, com suas Pradas, Balenciagas e Comme des Garçons), não achei nenhunzinho da silva que coubesse no meu budget.


Voltei para o barquinho frustradíssimo, carregando algumas traquitanas mais simplesinhas e afogando as mágoas no gelato mais delicioso que já provei – zuppa inglesa x panna cota. Pelo menos, fiquei cobra coral no assunto. Saca a expertise:

1) Corais vermelhos autênticos só existem no Mediterrâneo (os chineses pintam os deles);

2) Quando originais (a pesca dos corais foi proibida desde os anos 50, por conta da ação predatória no ecossistema marinho), são considerados jóias raras, o que justifica o preço estratosférico;

3) A Ilha de Capri é para ricos e famosos, tipo o Leonardo DiCaprio;

4) Traquitanas simplesinhas, pagas em euros em tempos de crise, podem fazer mal à saúde – principalmente quando você abrir a fatura do cartão de crédito.


O jeito é recorrer ao fake to fake. Fabrizio Rollo, que de fake não tem nada, dá a dica: “Na decoração, os corais fazem um chic imediato para enfeitar mesas ou emoldurados em caixas acrílicas. Cabos de pincéis, talheres e até puxadores de gavetas podem ser encontrados no mercado. Existem opções que não prejudicam a natureza e têm um grande efeito. Produzidos em cerâmica, metal, resina ou cimento, a onda dos corais volta com apelo. Agora a tendência maior é salvar este ser fascinante e investir em estampas, gravuras, pinturas e outras matérias fakes”. Aqui e agora, uma seleção das imitações que não fazem mal a ninguém – muito menos ao planeta.


E para não fazer a linha no sense, a alcunha da nota é homenagem à goiana Cora Coralina, dona dos versos mais lúdicos que já li, alguns deles acerca da beleza do mar, tipo: “quero te servir a poesia numa concha azul do mar”. Lindo, né?

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , ,
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