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17/08/2010 - 18:02

(In)dígena

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São muitos os desafios do designer do século 21. A crítica pede arte; a indústria pressiona por originalidade, viabilidade técnica e exclusividade; e o varejo, no topo da pirâmide, só quer saber mesmo é se o produto é bom, bonito e barato. Inventar algo novo em 2010, quando todos os conceitos, formas, volumes e texturas já foram experimentados, é desafio titânico. Exatamente por isso, há de se reconhecer o mérito de quem consegue seguir a trilha de migalhas e encontrar o caminho de casa.

Sergio J. Matos é uma das melhores ofertas na cena atual. Matogrossense de Paranatinga, formado pela Universidade Federal da Paraíba, o artista assina um portfólio consistente que, antes de absorver as referências globalizadas e novas tecnologias, bebe na fonte da própria memória sentimental e do seu “faroeste” geográfico. “Minhas influências vêm de onde nasci e dos lugares onde morei. No interior do Mato Grosso, vivi intensamente a coisa do campo, da natureza e dos costumes. Ali, perto das aldeias indígenas, aprendi muito sobre a valorização dos recursos da terra.

Quando me mudei para o Nordeste, foi um novo impacto por conta das cores, paisagens, materiais”, conta ele. Essa cultura popular brasileira é o DNA do seu trabalho. Na última temporada internacional de design em Milão, Mattos causou frisson com as peças que levou para o Salão Satélite: o banco Xique-Xique, inspirado em uma espécie de cacto sertanejo, e o divertido Carambola, com shape inspirado na fruta. Entre as principais matérias-primas que utiliza, estão fibras e extratos naturais inusitados, como a resina de mamoma (material desenvolvido por ele mesmo). Enfim, uma novidade – de fato, original.

Estamos de olho nele!

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19/07/2010 - 23:24

Na velocidade do som

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Mesmo em tempos de globalização instantânea, há um certo delay entre os lançamentos gringos e as novidades que pintam por aqui. Não que o mercado do décor tenha que ouvir (e assimilar) imediatamente o último grito do design – como acontece com a moda. Sem falar nas burocracias de importação, que derrubam qualquer boa vontade. Mas algumas lojas duras na queda conseguem abreviar essa distância para atender aos consumidores mais ávidos. A Micasa é uma delas. Uma das melhores vitrines do décor modernex na Pauliceia, a casa de Houssein Jarouche traz para essas bandas a representação exclusiva da Established & Sons. Criada em 2005 por Alasdahir Wills, marido da estilista Stella Mcartney (sim, a filha do Beatle Paul), a grife inglesa opera só com a cereja do bolo do design internacional: irmãos Bouroullec, Richard Woods e Sebastian Wrong, Terence Woodgate e John Barnard, Jaime Rayon, Konstantin Grcic, Zaha Hadid e outros nomes casca-grossa do circuito.

Nas imagens do dia, dois neohits: a luminária pendente desenhada pelo belga Sylvain Willenz (que pode ser comprada individualmente ou em penca de 10 ou 20); e a Aquatable de vidro preto, by Zaha Hadid. Antene-se.

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14/07/2010 - 01:34

Sushi

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Com a precisão de um sushiman, o designer Shin Azumi fatiou uma lâmina de madeira compensada para fazer o modernex banco AP, que fez e aconteceu na última edição do Salão Internacional do Móvel, em Milão. Com efeito escultórico que lembra um origami, a peça foi praticamente dobrada nas extremidades, sem emendas, bem à moda do minimalismo oriental. No Brasil, você encontra na Montenapoleone.

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13/07/2010 - 16:35

Esquadros

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Visitar a capital do design sem passar pela Sawaya & Moroni é quase como ir a Roma e não ver o Papa. Pontífices do circuito moderno italiano, William e Paolo (o Sawaya e o Moroni, nesta ordem), são olheiros veteranos que estampam nas vitrines de sua loja homônima o crème de la crème da produção contemporânea.  Há alguns dias, troquei uma ideia com Mister Will para escrever sobre o apê do casal, apresentado na Wish Report deste mês (a da minha estreia, com Shirley Mallmann na capa). Por lá, o loft de 1922 conservou as bases originais (com paredes de boiserie e piso de parquê de madeira) para usar e abusar da vanguarda no décor – você já deve ter desconfiado, mas só pra confirmar, o sofá e a luminária que você vê na foto levam assinatura de Zaha Hadid, uma das designers representadas por eles na S&M. O efeito é matador – confira na revista as fotos espetaculares do Ruy Teixeira.

Enquanto isso, deixo vocês com um dos lançamentos mais quentes da nova coleção de Sawaya & Moroni, apresentado na última edição do Salão Internacional do Móvel de Milão: o banco Tunnels, desenhado pelo duo Jakob + Macfarlane. Composto por uma sequência de esquadros de madeira que se fundem e criam um caminho sinuoso e levemente tétrico (como se um túnel estivesse dentro do outro), o banco mostra o interesse contínuo dos artistas pelo estudo da geometria e do efeito ótico. Modernino até a última fileira.

+ sawayamoroni.com

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21/05/2010 - 11:37

Um montão

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Principal criativo da marca A Lot Of (www.alotof.com.br), o designer brasuca Pedro Franco fez e aconteceu durante a temporada milanesa no Salão Satélite (aquele reservado aos novos talentos, sob a batuta da “olheira” Marva Griffin).

Por lá, suas inventivas peças levaram um pouquinho do neo-twist nacional (aquele que a gente já sacou no genial Rodrigo Almeida & cia) para a gringaiada testar e aprovar.

Modernas até o tutano, todas as peças seguem as tendências direcionadas pelo Salão, mas têm como conceito básico a chamada Brazilian Soul, dosada com interesses comerciais, relevância cultural e temática da exposição. Curtiu?

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29/03/2010 - 17:49

Verde que te quero ver

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E diz que o verde é a cor que procuramos instintivamente quando bate um down. Será? Nunca fiz tal associação, embora paisagens naturais sejam, obviamente, revigorantes, reconfortantes, energizantes.

Na decoração, em tons mais baixos, essa cor traz relax e calmaria, sem deixar de marcar presença. Combina praticamente com qualquer outra paleta e fica linda quando contracena com cartelas mais explosivas – como a clássica dobradinha verde+turquesa, do legendário decorador inglês David Hicks, gênio dos anos 60 e 70; ou com o amarelão da nossa bandeira, ou com o pink dos flamingos…

Holisticamente, o verde é usado na cromoterapia como neutralizador das energias negativas. Na terapia dos cristais, a esmeralda funciona como chakra do coração. Ou seja: não pense duas vezes antes de escolher um móvel ou objeto nesta cor para pontuar o seu décor.

Folclores a parte, cuidado com os excessos: por ser muito marcante, o verdão enjoar fácil. Logo, use com moderação. Nas paredes, por exemplo, evite as aberrações e escolha as tonalidades mais levinhas, quase como uma marca d’ água.

O pantone é tão grande que quase não dá para mencionar aqui. Entre as cores “da moda”, estão água-marinha, celadon (um dos meus prediletos), verde-mar, lima, chartreuse, abacate, esmeralda, verde-bandeira, musgo, oliva, escuro, floresta, grama, Kentucky, primavera, turquesa, desbotado, fantasma, menta, exército, marciano, lunar e por aí vai…

Até eu, que nunca fui muito fã (a única coisa verde que tem lá em casa é o pequeno canteiro de plantas do meu micro-jardim), começo a me render… Fica a dica para começar a semana com um look enfurecido, numa vibe meio Hulk.

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags:
18/03/2010 - 15:09

Cobras e Lagartos

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Sei que, além de rotundo, já tô ficando redundante… Mas juro que no mundinho só se fala na mostra (maravilhosa) de design finlandês que tá rolando no Tomie Ohtake – se você não foi até agora, tenta dar um jeito (adorei tudo o que vi por lá)!

Aproveitando a deixa, já contei para vocês que a Scandinavia Designs é quase uma pedra no meu sapato, né?

A loja fica exatamente no meio do meu trajeto diário e é inevitável: nunca consigo passar batido por aquela vitrine convidativíssima. Sempre paro um pouquinho (nem que seja por uma fração de segundos) para escanear o que tem de novidade ali (acredite: sempre há algo fresh, que não estava lá na semana anterior).

A poltrona-arraia “Sting Ray”, do designer dinamarquês Thomas Pedersen, continua encabeçando a minha lista de objetos de desejo (já falei dela aqui há mais de um ano, lembra?). Mas entre os pequenos objetos, acabo de me render aos vasos e centros de mesa pintados pela sueca Ulrica Hydman-Valluen, para a poderosíssima Kosta Boda. Um jeito cool de soltar os bichos na casa! O preço (a partir de R$1.600 cada) é salgadíssimo, como quase tudo por lá (pronto, falei!), mas quem ousa dizer que os mimos não valem cada centavo? Eu nem me atrevo…

+ www.scandinavia-designs.com.br

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07/12/2009 - 16:48

Nas raias da loucura

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nao-fuja-da-raia

Nos anos 30, não havia nada mais glamuroso na decoração do que o galuchat,  aquela pele de arraia usada como revestimento em móveis e objetos. Na década de 70, o boom do acabamento  culminou com a pesca predatória aos peixinhos de abas longas que, por pouco não viraram, eles próprios, artigos de luxo no oceano. E como chique mesmo é ser ecologicamente correto, nada melhor do que pinçar referências na natureza sem carnificina. Foi o que as artistas plásticas Adriana e Carlota, experts em pintura artística, bolaram com exclusividade para a Vermeil: “Desenvolvemos o Trompe L’oeil de galuchat para atender a volta desta tendência, já que a pele verdadeira é muito cara e ecologicamente incorreta. Conseguimos reproduzir tanto o tato quanto a aparência da arraia em quatro diferentes tons:  caramelo, seladon, natural cru e natural acinzentado”, dizem. Delicadamente pintado a mão em telas de rolo que são aplicadas já prontas sobre os móveis, como se fosse um couro, o efeito é praticamente o mesmo, tanto visualmente como no toque. Quem entra na Vermeil e olha as poltronas, mesas e banquetas encapadas com o faux galuchat fica de queixo caído com a elegância e custa a acreditar que nenhum bicho foi escalpelado. “Os recortes ajudam a realçar esse realismo. Mas a ideia não é enganar ninguém. Trata-se de um belíssimo trabalho artístico em sintonia com as questões ambientais, associado a madeiras de excelente qualidade – e com preço bastante acessível”, diz Elza Estelles, da Vermeil. As arraias, aliviadas, podem voltar a bater suas nadadeiras pelos sete mares.

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: ,
02/12/2009 - 14:15

Banheirão

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Caríssimos, que calor senegalês é esse? Definivamente, não fui projetado para os Trópicos, mas a gente se vira como pode – na piscina, no ofurô, na banheira, na cuia  ou na ducha mesmo, que é o que tem para hoje.
Em dias assim, o banheiro passa cada vez mais a assumir o papel de spa privê, tanto pela ideia dos cuidados extras que o corpo pede, como pela questão da refrescância em si (etimologicamente, aliás, a palavra spa, oriunda do latim, significa “cura pela água”). Sagitariano fogo-na-roupa que sou, no verão não passo sem pelo menos três banhos ao dia – uma neurose, reconheço.
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Mas todo esse blablablá para introduzir novidades de toillete em si. Semana passada estive na Vallvé (www.vallve.com.br), umas das grifes de louças e metais mais bacanas da praça, participando do juri do Banho Assinado (concurso já tradicional que Pedro Sedó & Cia fazem todos os anos, para dar um impulso no mercado e incentivar grandes pranchetas – sejam as consagradas ou as promissoras – a caprichar no visual do WC). Independente disso ou daquilo, é muito legal ver o destaque que o cantinho mais íntimo da casa vem ganhando nos projetos arquitetônicos. E, cá entre nós, os livings que me perdoem, mas cozinha e banheiro… são fundamentais!

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De volta ao Banho Assinado, os vencedores da temporada foram Luciana Pastore (modelo pop, com banheira) e Paula Magnani (o look zen, com madeira). E no abre do post, só para lavar a alma no melhor estilo “um banho de alegria num mundo de água quente”, coleção das divertidas duchas manuais Rainbow, da noventona Grohe (líder mundial do segmento), a venda com exclusividade na Vallvé. Cromoterapia já!

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28/11/2009 - 18:48

Olho na mistura

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Peças personalizadas são colírio para os olhos, principalmente na era do décor pasteurizado. E não se trata de modinha ou tendência: customização tá em alta desde que Neanderthal e sua tchurma mandava o recado nas paredes de suas caverninhas.
Roxie-Duchini-e-Mariana-Foltran
Olha só o capricho desse recamier com patchwork de sedas e veludos bordados e pintados. Hand made bem costurado, o trabalho é das designers Roxie Duchini e Mariana Foltran, duo que mistura inspirações, estilos e diferentes experiências na MÉLANGÉE, oficina descolada de personalização de móveis e objetos com técnicas mistas que enchem a casa de alegria.  Informe-se nos  (11) 9975 3555 e  (11) 9486 6882

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