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10/03/2010 - 13:55

A Finlândia é aqui!

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Tá em Sampa de bobeira? Já para o Instituto Tomie Ohtake! Começa hoje (10/03) a expo “Estrelas do Design Finlandês”, que traz mais de 200 peças desta e de outras épocas selecionadas por uma expert e tanto: Marianne Aav, diretora do Museu de Helsinki. O cardápio, didático até o tutano, tem desde os “deuses” que revolucionaram a indústria das formas e volumes, como Eliel Saarinen (1873-1950) e Alvar Aalto (1898 – 1976), a nomes da cena atual, como Ikka Suppanen (o autor daquela sauna que postei semana passada).

Uma vez escrevi aqui no blog sobre a importância do design finlandês para o mundo e a natureza dessa fama, que tinha tudo a ver com as baixas temperaturas do país e a consequente ênfase da criação voltada ao âmbito doméstico. Mas a exposição demonstra que o buraco é muito mais embaixo. Tudo porquê a Finlândia colocou o design como projeto prioritário, tornando-o fonte primordial da identidade e economia. “Além da qualidade inquestionável do design da Finlândia, foi esse exemplo de visão política, na qual se uniram criadores, forças produtivas, capitais de grande porte, governos e meios de comunicação, que nos entusiasmou a realizar a exposição no Instituto”, conta Ricardo Ohtake, diretor da instituição.

Ainda segundo os organizadores, essa linguagem nacional da forma surgiu na época em que a Finlândia buscava seu papel de nação independente e tentava se livrar da influência russa. A primeira chamada “idade do ouro” do design finlandês, na virada do século 19 para o 20, foi a conquista dos artistas e arquitetos – que também se tornaram interessados em desenhar objetos – em manter o conceito do Art Noveau em todos os trabalhos artísticos.

Mas o reconhecimento mundial começou pra valer nos anos 50, após a Segunda Guerra. Tanto as necessidades da indústria, quanto a dos consumidores, coincidiram para formar uma geração cheia de gás. Essa produção culminou com a criação de uma identidade tipicamente finlandesa. Nas últimas décadas, a tecnologia, que já era sofisticada, levou o país a novas linhas de fabricação, como os celulares, indústrias de celulose, gerenciamento da engenharia e etc. O resto, você confere ao vivo e em cores, até 02 de maio.

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900
www.institutotomieohtake.org.br

Autor: - Categoria(s): Design Tags: ,
25/05/2009 - 16:47

Mobília Popular Brasileira

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Adoro MPB, o gênero musical, desde que me entendo por gente. Principalmente a dita MPB vintage (morro de preguiça desta nova safra de cantores-clone produzidos em série – principalmente as cantoras –, e dos movimentos pasteurizados que revisitam a pseudo-bossa e a pseudo-fossa das antigas, com muito sampler e pouca personalidade).

Ao ponto: sexta-feira passada fui ver o documentário “Ninguém sabe o duro que dei”, que conta a saga de um dos maiores nomes do nosso cancioneiro popular: Wilson Simonal. Dirigido por Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, o filme tenta suturar a imagem do artista na memória do povão, já que, depois de viver dias de Frank Sinatra nos anos 60 (o cara fez um über-sucesso com as massas) ele foi sentenciado ao oblívio (entre as décadas de 70 e 90) por acusações de envolvimento com o DOPS. Simonal morreu em 2000, duro e praticamente esquecido, sem homenagens, sem glamour, sem perdão, com o filme carbonizado tanto pela esquerda, quanto pela direita. “Esquecemos de absolver o Simonal”, escreveu Mario Prata na época. Nunca ninguém provou nada contra o sujeito, muito ao contrário: ele passou os últimos dias da sua vida tentando se livrar da pecha de alcagoete, chacoalhando, em programetes de auditório, um documento oficial do Ministério da Justiça atestando isenção de qualquer vínculo, em qualquer época, com o DOPS. Mesmo banido do circuito, o cantor deixou mais do que uma obra do balacobaco (que, espero, engate um fôlego a partir do impulso do cinema): seu DNA continua saltitando no ótimo trabalho dos herdeiros Max de Castro e Simoninha, gente boa que pintou na gênese da gravadora Trama (conheço os caras desde a época do movimento paulista Artistas Reunidos, embrião de uma renovação na cena, antes do boom da pasteurização a que me refiro lá em cima).

De volta ao assunto-combustível deste blog (o resto é só link culturete), outra MPB que faz a minha cabeça é a Mobília Popular Brasileira, tramada por uma gente cheia de ginga nas curvas – tal e qual Simonal swingava suas notas. Em cartaz na loja-galeria Passado Composto Século XX (www.passadocomposto.com.br), a partir de junho, a expo “Sempre Modernos” promete reunir um elenco de peso: Joaquim Tenreiro, Sergio Rodrigues, Jorge Zalszupin e Jean Gillon. São cerca de 40 peças originais (móveis, tapeçarias, estudos e objetos), pinçadas tanto no acervo da loja como em coleções particulares. “É uma oportunidade de conhecer preciosidades de um período especialmente rico da história do design brasileiro”, diz Adélia Borges, curadora da mostra e uma das maiores autoridades do design por essas bandas.

Todas as peças expostas são originais, a maioria produzida com o jacarandá-da-bahia, madeira de grande durabilidade e qualidade, quase totalmente extinta. “Por sua qualidade estética e técnica, os móveis desse período alcançaram o atributo de clássicos atemporais”, explica Borges.

Assim como a carreira de Simonal, esses móveis já tiveram seus dias de desprezo, e só muito recentemente começaram a ser devidamente valorizados. “Antiquários e casas de leilões da Europa e Estados Unidos, até então dedicados quase exclusivamente a obras européias, passaram a trabalhar com produtos made in Brazil, que têm alcançado enorme prestígio e reconhecimento. Um dos exemplos é a cadeira Três Pés, de Joaquim Tenreiro, que foi vendida em Nova York, em 2004, por US$ 54 mil e em 2006, alcançou a cotação de US$ 250 mil, segundo reportagem publicada na revista especializada Art+Auction” contou Sandra Sobral, que faz a comunicação do evento.

Seja qual for a sua MPB favorita, para sacudir geral, pesquei no Youtube uma cena espetacular que faz parte de “Ninguém sabe o duro que dei”: Simonal em dueto com ninguém menos que Sarah Vaughan, a diva que divide com Billie Holiday e Ella Fitzgerald a santíssima trindade matriarcal do jazz:

Autor: - Categoria(s): Design Tags: , , , , , , , , , ,
07/04/2009 - 17:38

Design sem fronteiras

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Na foto acima, a poltrona “Diz”, de Sérgio Rodrigues / foto: Divulgação

O MAM (www.mam.org.br) estreia hoje, a partir das 20h, a expo “Design brasileiro hoje: fronteiras”. Com curadoria da sabe-tudo Adélia Borges (juro que não conheço ninguém mais expert no assunto do que ela), a mostra explora a produção atual nas mais diversas áreas. O objetivo é apontar a relevância global e a multidisciplinaridade inerente ao design produzido atualmente no país, por meio de peças utilitárias com vocações antagônicas, de móveis a objetos, equipamentos, veículos, acessórios, livros, embalagens, luminárias, vinhetas e apresentações para tevê e cinema, etc. Dessa forma (ou através dessas formas, como preferir), será possível perceber como o design permeia o cotidiano das pessoas (e acredite: ele está em tudo aquilo que você vê).

Capa do livro sobre André Lima na coleção “Moda Brasileira”, da Cosac Naify / foto: Divulgação

Olho no descritivo: Com uma posição assegurada no cenário internacional, o design brasileiro vê neste início de século a ampliação de suas fronteiras internas, possibilitando a descoberta de olhares diferenciados em todos os cantos do Brasil. A criação nessa área deixa de ser algo restrito às grandes metrópoles ou trazido do exterior.

Faqueiro “Riva”, de Arthur Casas e Rubens Simões / foto: Divulgação

O recorte da mostra são projetos recentes, do século 21, de maneira a mostrar um momento em que o design no Brasil floresce como nunca em sua história. Internamente, assiste-se à expansão das divisas geográficas, com a atividade se disseminando por praticamente todos os Estados do país. No cenário internacional, há um crescente reconhecimento e penetração do design brasileiro, celebrado por atributos como inventividade e criatividade. Nesta seleção, a idéia “não é fazer um ranking dos melhores, muito menos de traçar um panorama exaustivo de uma produção que é vasta e plural“, nas palavras da curadora. O que se busca é mostrar a amplitude e variedade de um campo que só vem se desenvolvendo e profissionalizando cada vez mais por todo o país.

Mesa “Seis”, do (meu favorito) Marcelo Rosembaum / foto: Divulgação

Assim, ao lado das famosas sandálias Melissa desenhadas pelos irmãos Campana,  figuram as bijuterias de borracha de autoria de Marzio Fiorini. A vassoura Noviça, produzida pela Bettanin e criada por Liane Schames Kreitchmann, se junta à lavadora de roupas desmontável Superpop, de Chelles e Hayashi Design. Frequentemente, profissionais de outros campos de atuação cruzam a fronteira do design: o artista Guto Lacaz emprestou sua inventividade para a Tok Stok na forma do porta-revistas Zig Zag; a identidade visual do Colégio Vera Cruz ficou a cargo de Alexandre Wollner, um dos expoentes do concretismo; o arquiteto Isay Weinfeld é representado na mostra pela fruteira de sua criação (veja lista completa dos participantes abaixo).

Anel “Puzzle Mix”, de Antonio Bernardo / foto: Divulgação

Sintetizando, é por meio dessas intersecções e múltiplas possibilidades que o design vem saindo das pranchetas especializadas para as prateleiras de lojas de todos os tipos e segmentos, provando que o design brasileiro alia praticidade, beleza e inovação ao cotidiano. Como define Adélia Borges, “se a contemporaneidade dilui as fronteiras, o design é por definição a atividade em que elas se interpenetram, em projetos em que a inventividade se põe a serviço de um cotidiano e de um mundo melhores para todos nós“, diz.

A clássica sandália Melissa interpretada pelos Irmãos Campana / foto: Divulgação

Em cartaz até 28 de junho.

Autor: - Categoria(s): Artes, Décor, Design Tags: , , , , , , ,
27/10/2008 - 16:22

King Koons

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Ainda de terras estrangeiras: só mesmo Jeff Koons (www.jeffkoons.com) para quebrar o protocolo e soltar os bichos no pomposo Chateau de Versailles.


Particularmente, não consigo pensar em lugar mais desapropriado para exibir as invenções do controverso artista norte-americano do que a ex-morada de Maria Antonieta, uma das paradas históricas mais opulentas da França. Mas a graça do lance reside justamente no fato de contrapor a modernidade gritante – e gigante – de Koons com toda a formalidade da decoração do castelo. Afinal, ele gosta mesmo é de provocar. Imaginem que Koons, um dos artistas mais bombados da cena contemporânea, foi casado com a diva pornô Cicciolina (viria daí a sua obsessão por simúlacros infláveis?), sua primeira mecenas.


Para os mais conservadores – vi muita gente chocada com o trabalho de Koons, praguejando horrores diante dos coelhos e lagostas do artista norte-americano – foi um horror. Para aqueles que, como eu, adoram ver o circo pegar foco, foi um must.

Autor: - Categoria(s): Artes, Design Tags: , , , , ,
15/09/2008 - 13:00

Para inglês ver

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E sábado começou oficialmente o London Design Week. Em sua 6ª edição, a semana do design na Inglaterra ajuda a fechar o verão europeu em dia com as tendências mundiais. Pegando carona no Fashion Week que fervilha por lá, mais de 400 programas de arquitetura, design, história, palestras, lançamentos, exposições, workshops e mega -instalações temporárias, como o pavilhão de Frank Gehry na Serpentine Gallery, convidam os estetas a se antenar.


“Uma excelente mostra é a exibição Design Cities, no London Design Museum, sobre cinco cidades no pico de sua criatividade: Londres (1851), Viena (1908), Dessau (1928), Paris (1936), Los Angeles (1949), Milão (1957), Tokyo (1987) e Londres (2008). Outro destaque é o Sommerse House, à margem do rio Tamisa, cujo o terraço ganhou uma instalação criada pela dupla Fredrikson Stallard, com diferentes looks de dia e de noite. A mostra do arquiteto africano David Adjaye, Size + Matter, foi uma descoberta de como materiais podem mudar a nossa percepção e comportamento. Localizada ao sul de Londres, ela faz uma reflexão sobre os ambientes e seus efeitos no ser humano”, adianta Julius Wiedemann, colaborador de Casa Vogue radicado em London, London. Espia mais lá no www.londondesignfestival.com

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Artes, Casa Vogue, Décor, Design Tags: , , , , , , , ,
11/08/2008 - 15:09

Pé na tábua

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Segunda-feira-brava, dia de abrir a agenda e programar o roteirão do que a gente tem que espiar por aí na nossa tribo – eu vou dar um pulinho em todos e, se me deparar com algo interessante (espero que sim), prometo reportar acá. Enquanto isso, tome nota e se joga:

Arte Contemporânea em debate
O Centro Universitário Belas Artes promove série de encontros especiais entre os dias 11 e 15/08. O ciclo de palestras e debates gratuitos sob o tema “Limite e transgressão: painéis sobre arte contemporânea”, conta com artistas plásticos, galeristas, colecionadores, jornalistas e críticos. À frente do evento está o curso de Artes Visuais da instituição (mais antigo da Belas Artes, desde 1925), que tem seu foco voltado para a arte contemporânea em suas múltiplas manifestações, incluindo suportes mais recentes, como performances e manifestações audiovisuais. Quinta-feira, quando o papo será “Mercado e Arte Urbana”, José Marton (designer, artista plástico e colecionador de arte contemporânea), estará por lá. Belas Artes de São Paulo, Auditório Raphael Galvez Dazzani, Rua Dr. Álvaro Alvim, 90, Vila Mariana, SP

XIX Mostra Marco 500
O convite, impresso numa lasca de borracha produzida por seringueiros da amazônia, é o máximo. De 11 a 17/08, pranchetas como Carlos Alcantarino, André Cruz, Taciana Amorim e outros tantos se encontram para apresentar suas crias na Brigadeiro Galvão, 996.
+ infos: 11 3662.5530

Paralela Gift
A 14ª edição da feira de negócios (exclusiva para lojistas, fabricantes, designers, jornalistas e profissionais da área), reúne a galerinha do design trend, do artesanato, da joalheria e design têxtil, de Pedro Petry (de quem sou fã de carteirinha) a Flávia Pagotti. De 13 a 17/08, no São Paulo Arena Convention Center.
+ infos: www.paralelagift.com.br

Craft Design
Em sua 13ª edição, a feira traz utilitários, iluminação, decoração, móveis, objetos, brindes corporativos e artesanato contemporâneo. Estevão Toledo e Aluízio Figueiredo estarão por lá. Destaque para a entrega do 1º Prêmio Kraft Design. De 13 a 17/08, no Centro de Eventos São Luis.
+ infos: www.craft design.com.br

Abup Show
Pelo 17º ano conesecutivo, a Abup também rola de 13 a 17, lá no Frei Caneca. Grandes marcas como Vista Alegre, Tramontina, Elizabeth e Eduardo Prada, participam.
+ infos: www.abup.com.br

House & Gift Fair
A 37ª HOUSE & GIFT FAIR, a maior feira de artigos para casa da América Latina, reúne mais de 900 expositores que apresentarão as principais novidades em eletrodomésticos, acessórios de decoração, iluminação, utensílios para a cozinha, móveis, linha têxtil, mesa posta e por aí vai. De 16 a 19 de agosto, no Expo Center Norte.

Autor: - Categoria(s): Artes, Décor, Design Tags: , , ,
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