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17/05/2010 - 12:20

Abacachic!

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Mais um fechamento tumultuado – e nós somos experts em descascar o abacaxi, quebrar o coco e não arrebentar a sapucaia. Tomo emprestado o título do rei do trocadilho desta redação, Monsieur Fabrizio Rollo, para batizar o post do dia com uma dose de genialidade cítrica.

Acaba de sair a nova revista-catálogo da Tania Bulhões Home (taniabulhoeshome.com.br), coordenada e editada por este que vos escreve, com fotos do lince César Cury, produção impecável da ainda mais impecável Paula Queiroz, direção de arte do meu ídolo Zé Renato Maia e supervisão da todo-poderosa (e toda-fofa) Tania e sua equipe – capitaneada por Lord Marcelo Tucci. E chega de adjetivos, porquê senão vão achar que eu tô levando jabá!

A revista marca oficialmente a temporada 2010 da loja com cara de chateau, recheada de novidades clássicas, contemporâneas ou casuais, marcadas por uma brasilidade que não esnoba a influência europeia dos nossos colonizadores. Por essas e outras, apesar do friozinho que sopra a Paulicéia, vale a dica do look tropicaliente.

Símbolo da realeza (com coroa e tudo), o abacaxi dourado da foto é uma mesa lateral de latão e vidro, totalmente feita à mão, com mais de 200 pecinhas minuciosamente encaixadas. Meio over para alguns e maravilhosa para outros tantos, a peça não passa despercebida, definitivamente. Eu, que adoro uma dose de surrealismo, Lalanes e afins, confesso: acho chic no úrrrrrrrrrrrrrtimo e teria um par delas – não fosse o preço tão azedo para o meu humilde borderô: quase R$ 12 mil cada (só de pensar, brotou uma afta no meu bolso).

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24/02/2010 - 11:26

Nova Era Glacial

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E a vida continua. Preciso de pouco, muito pouco, pra me divertir. E sou mais vira-lata do que cachorro sem dono quando o assunto é “vamos mudar a cara da casa já!”.

Fiquei em estado de choque quando vi essa e-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r linha de stools que o Fabrizio Rollo pinçou em suas últimas caçadas europeias. Dá vontade de penhorar todos os bens que eu nem tenho ainda para comprar um par deles.

verre-acrylique-bleu-nature

Imersos em massa densa de acrílico, tipo ice cube, os gravetos ganham look futurista, como se tivessem sobrevivido a uma nova Era glacial – é a simbiose perfeita entre alta tecnologia e pureza orgânica. Fabricados pela francesa Bleu Nature (a mesma empresa bambambã daquelas luminárias maravilhosas pelas quais eu me derreti em elogios exatamente um ano atrás, clique aqui para ver), eles custam os olhos da cara e ainda não têm previsão de aportar em terras brasilis.

Se você gostou, vai precisar de duas balas na agulha: uma para arrematar a peça, outra para bancar o frete. Procure na www.bleunature.com

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21/08/2009 - 18:48

O “F” que faltava

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A 6F Decorações (www.6f.com.br) incrementa a coleção 2009 com um “F” a mais. Monsieur Fabrizio Rollo (veja o que já publiquei sobre ele aqui) assina uma linha exclusiva para a marca. Claro que, em se tratando deste meu nobre colega, não é nada que a gente já tenha visto, pelo menos em cerâmicas (venhamos e convenhamos: arabescos, florais e outras pinturas clássicas, tudo bem, mas estamparia em op, é a primeira vez, né?).

Inspirado na psicodelia da optical art, Fabrizio converteu essa ilusão de ótica em estampas para potiches, vasos e garden seats, deixando essas peças de shape milenar com uma cara absolutamente moderninha. Projetadas no Brasil e desenvolvidas na China, quadradinho por quadradinho, cada acessório pode levar até seis meses para ficar pronto. Um luxo, né?

Queria aproveitar a arte milenar da porcelana pintada em azul e branco, sem interferir na técnica, mas sugerindo um grafismo diferente, tirando o máximo partido da sabedoria e precisão desses artesãos”, me contou Fabrizio. “De longe, a pintura é exata, simétrica. De perto, pequenas imperfeições acentuam o charme artesanal. Por isso fiz questão que elas fossem feitas a mão”, continua o designer, que insistiu na manufatura para garantir o efeito que não conseguiria com decalques, adesivos, apliques ou outros artifícios industriais. “É um trabalho muito minucioso. Até o tom da tinta de cada quadrado depende da força que o artista coloca na pincelada. Aí é que está a sofisticação”.

Haja paciência oriental para tanto detalhe.  “Vários ateliês chineses rejeitaram o pedido”, brinca Fabrizio. Consigo até visualizar a cara do chinês se descabelando com o pincel na mão e as vistas embaralhadas. Entenda o por quê na sequência:

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21/08/2009 - 18:48

O "F" que faltava

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A 6F Decorações (www.6f.com.br) incrementa a coleção 2009 com um “F” a mais. Monsieur Fabrizio Rollo (veja o que já publiquei sobre ele aqui) assina uma linha exclusiva para a marca. Claro que, em se tratando deste meu nobre colega, não é nada que a gente já tenha visto, pelo menos em cerâmicas (venhamos e convenhamos: arabescos, florais e outras pinturas clássicas, tudo bem, mas estamparia em op, é a primeira vez, né?).

Inspirado na psicodelia da optical art, Fabrizio converteu essa ilusão de ótica em estampas para potiches, vasos e garden seats, deixando essas peças de shape milenar com uma cara absolutamente moderninha. Projetadas no Brasil e desenvolvidas na China, quadradinho por quadradinho, cada acessório pode levar até seis meses para ficar pronto. Um luxo, né?

Queria aproveitar a arte milenar da porcelana pintada em azul e branco, sem interferir na técnica, mas sugerindo um grafismo diferente, tirando o máximo partido da sabedoria e precisão desses artesãos”, me contou Fabrizio. “De longe, a pintura é exata, simétrica. De perto, pequenas imperfeições acentuam o charme artesanal. Por isso fiz questão que elas fossem feitas a mão”, continua o designer, que insistiu na manufatura para garantir o efeito que não conseguiria com decalques, adesivos, apliques ou outros artifícios industriais. “É um trabalho muito minucioso. Até o tom da tinta de cada quadrado depende da força que o artista coloca na pincelada. Aí é que está a sofisticação”.

Haja paciência oriental para tanto detalhe.  “Vários ateliês chineses rejeitaram o pedido”, brinca Fabrizio. Consigo até visualizar a cara do chinês se descabelando com o pincel na mão e as vistas embaralhadas. Entenda o por quê na sequência:

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23/06/2009 - 17:34

Fashion decorete

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A maratona fashion terminou. E eu baixei na reta final do SPFW para conferir, in loco, o último grito da temporada – como já disse aqui, há muito mais entre a moda e a decoração do que a nossa vã filosofia pode supor. Primeiro, porquê é praticamente a mesma indústria têxtil que abastece os dois mercados. Depois, porquê muitos arquitetos absorvem o conceito da moda para projetar as vitrines dos fashionistas. Na via oposta, o décor se apropria da moda na difusão de movimentos estéticos, cores e estampas. E para arrematar, estilistas bacanões, como Alexandre Herchcovitch e André Lima (que, diga-se de passagem, arrasou na segunda-feira, com sua explosão de cores ao som de Bethânia), vira-e-mexe desenham coleções de acessórios para a casa (clique aqui e aqui para ver).

Um passeio pela Bienal durante a SPFW revela tudo isso e muito mais, bem além das passarelas – da cenografia do prédio, by Daniela Thomaz, ao espaço da Melissa, do Marcelo Rosenbaum (vide último post), passando pelas áreas de exposição, restôs e afins.

E tem os disputadíssimos lounges. Ah, os lounges! Ok, sou suspeito. Mas o que vi de mais catárstico, neste sentido, foi o puxadinho da “patroa” Vogue, assinado pelo caríssimo Fabrizio Rollo, que mergulhou fundo na vibe francesa, mote do evento. Espie os cliques do Romulo Fialdini e tire suas próprias conclusões. É ou não é a mais fina alta costura em versão casa!

A inspiração para o ambiente, batizado de Bistrot Vogue, foi o art déco dos anos 20 e 30 (época em que o movimento estava na moda) com passagem pelas décadas de 60 e 70 (quando voltaria com tudo e mais um pouco). Fabrizio fez ali um mélange do período original com essa reinterpretação que viria depois, com pimenta contemporânea e olhar 2010. Embora seja um cenário, tudo ali é autêntico: peças legítimas, como as cadeiras Tolix (design indusrial francês dos anos 30, produzido até hoje), as assinadas pelo arquiteto modernista Robert Mallet Stevens e outras superatuais de Patrik Jouin para a Kartell, se misturam com tecidos tecnológicos e tradicionais da Élitis – como veludos, tecidos de algodão com textura de esferas de bolinhas, que dão uma cara mais pop, bem sessentona, “mas não deixa de remeter à geometria déco”, conta o Fabrizio. O clima, além de culto (o conjunto é praticamente uma enciclopédia decorativa do período, com alguma licença poética) é acolhedor, quente, confortável, ergonômico.

Cores sóbrias como ébano, marfim, café, preto e cinza, criam a atmosfera sofisticada e típica do déco. O melhor da festa, para mim, são as paredes revestidas de laminado Fórmica, em zebra wood, que substituem a madeira com o mesmo efeito, mas sem derrapadas ecológicas.

Nas paredes, arte de Denis Maricato fazem alusão ao delicioso colorido psicodélico de Vasarely, com sua pegada caleidoscópica, pintada à mão com lápis de cor. E mais fotografias da Cidade Luz, da galeria de Renato de Cara, combinadas com painéis orientais de Armando Camarão.

O bar Cointreau, meio laranja-retrô, evoca o perfume exótico e orientalista do tema com lustre marroquino, gradis de ferro dos anos 30 e arranjos de laranja madura (sim, a fruta, in natura).

Entre cômodas francesas e mesas de bistrô, a cadeira de couro de Charlotte Perriand, partner de Le Corbusier, é a cereja do bolo. Para mim, este foi o melhor mise-en-scene da SPFW. E o melhor de Monsieur Rollo (que aqui contou com a produção da foférrima Bianca Schaffer). “Não posso dizer que é o meu preferido, porque me envolvo de tal forma em cada trabalho que o preferido é sempre aquele no qual estou trabalhando, ou seja: o próximo”, diz ele. Que venha, então.

Voltando às passarelas, além do fofo do André Lima (um dos meus prediletos), ontem me amarrei no desfile do Samuel Cirnansck e sua viagem “cuba libre anos 40”, com direito a Marina de La Riva posando de top em vestidão esvoaçante de acabamento im-pe-cá-vel, como soprou o Paulo Martinez no meu ouvido. Lux de luxo!

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20/05/2009 - 21:11

No rabo do jacaré

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No caldeirão de Zaha Hadid (olha ela aqui de novo!), moda, arquitetura e design são farinhas do mesmo saco. Lembra do sapatinho que ela desenhou para a Melissa? Pois agora a arquiteta iraquiana rabisca mais um pisante, desta vez para a Lacoste (meu jacaré predileto, diga-se de passagem).

A novidade não acrescenta absolutamente nada de novo ou subversivo ao portfólio da designer, mas dá um sopro de vanguarda na marca do tenista francês René Lacoste, cujo desenho original da sua peça mais notória, a camisa polo, é praticamente o mesmo, desde 1927 (graças a Deus! Adoro a inovação… mas existem certas coisas que, definitivamente, não podem ser “mexidas”). Tradição de um lado, modernidade absoluta (e polêmica) do outro: Zaha é o que há de mais badalado no panorama internacional da arquitetura contemporânea. Mas, as formas que saltam da sua telinha de plasma 40”, dividem opiniões. Como sempre rasgo elogios inflamados à mulher, desta vez achei mais conveniente, para efeitos jornalísticos, ser menos opinativo e virar a moeda. Fabrizio Rollo, editor de estilo de Vogue e Casa Vogue, solta o verbo: “No começo, a estética dela causou um impacto no mundo. Parecia que nós precisávamos daquele ‘beliscão’ de modernidade e futurismo. Mas com o beliscão, vem o grito. Está na hora de coisas mais macias e doces, de menos dor. A impressão que dá é que ela se senta ao computador para criar, aperta um botão, e… o computador faz tudo para ela… Tenho um amigo, o arquiteto belga Vincent Van Doysen, que com suas linhas puristas conquistou clientes como a atriz Julianne Moore, que compartilha a mesmo opinião que eu”, diz.

Sou contra essa arquitetura escultural, em larga escala – em exceções, tudo bem. Mas imagine uma cidade abarrotada de prédios esculturais. Seria um caos, uma agressão urbana. Por mais verticalizadas que sejam, no conjunto, as linhas puras compõem um skyline mais harmônico”, conclui.

Na seleção de imagens abaixo, sem crocodilagem, uma retrospectiva do traço de Zaha, aplicado em prédios, móveis, casas e coisas:

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Design Tags: , , , , , ,
30/04/2009 - 19:19

Pandemia

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Apesar da monocromia milanesa que contagiou o mercado internacional sob o pretexto da crise (vide comentários do Fabrizio Rollo no post anterior), alguns designers se permitiram extrapolar na hora de colorir seus móveis. O suíço Philippe Bestenheider que o diga. Sua poltrona Binta (foto acima), fabricada pela todo-poderosa Moroso, é um exercício de cromoterapia. Inspirada nas curvas da baobá (árvore africana que dá uma madeira especialíssima) e nos trajes de festa senegaleses, a peça faz um patchwork de matizes e estampas em grande efeito.

A base de poliuretano (sempre ele!) ganhou revestimento almofadado em resina, para não pecar no quesito conforto. Maiores informações no Dezeen.com, a fonte deste post. Viva a febre da cor, abaixo a gripe do bacon!

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29/04/2009 - 16:04

Star Trek

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Milão não é tendência”, sentencia o editor de estilo (e meu vizinho de mesa) Fabrizio Rollo sobre o Salone del Mobile, que rolou na semana passada. “Claro que exitem coisas legais, uma novidade aqui e outra ali, mas, no geral, a feira não estava, como nas outras edições, tão ávida por invencionices. Não que isso seja negativo, ao contrário: o mercado não precisa dessa efemeridade pasteurizada, quantitativa”.

Fabrizio credita a contenção à crise ecômica mundial, que nitidamente reduziu a marcha dos fabricantes. “Esta edição não estava tão colorida, por exemplo. Grandes marcas como a Vitra, que sempre investiram pesado na apresentação dos estandes, optaram por ambientações discretas ao invés dos mise-en-scenes espetaculares. A produção dos móveis, em si, também foi afetada. As empresas apostaram na cor branca mais por estratégia do que por estilo”. Entre os lançamentos que o Fabrizio mais curtiu, está o lustre Hope, da Luceplan, criado pelos designers Francisco Gomez Paz e Paolo Rizzatto.


O lustre Hope, da Luceplan, criado pelos designers Francisco Gomez Paz e Paolo Rizzatto: um dos highlights apontados pelo sabe-tudo Fabrizio Rollo / foto: Reprodução

A inspiração meio retrô lembra a indefectível alcachofra de Poul Henningsen, hit dos anos 60/70. Feito com placas holográficas transparentes e levíssimas, ele é tão modernex e original que poderia estar tanto na Enterprise, nave-mãe da série Star Trek, quanto na casa de qualquer um de nós. “O legal desta peça é que os criadores pegaram um shape que já existia e conseguiram fazer algo novo, super fresh“. Fabrizio aprovou – e eu também. Para saber mais, clique no Mocoloco.com, blog gringo bacanérrimo de onde pincei a imagem.

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13/03/2009 - 12:32

Crafteria

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E no comecinho do mês rolou a 14º edição da Craft Design, feira anual que reúne uma amostra rechonchuda – desta vez foram 120 expositores – da produção made in Brazil. Separado o joio do trigo, tem muita coisa coisa interessante, seja pela forma & função, seja pela esquema sustentável de produção.

Mas a principal novidade do ano foi o espaço Edição Limitada, que apresentou designers e artistas plásticos com uma pegada mais autoral, em peças únicas ou realizadas em pequenas tiragens. Bianca Schaffer, top produtora e pupila de Monsieur Fabrizio Rollo, aponta aqui e agora aqui os high-lights da mostra:


Acima: cumbicas coloridas de Louise Deroualle

Acima: namoradeira Camaleonte, banqueta e cadeiras Morito Ebine, cadeira jangada Camaleonte, vaso e bowl Tawaya, cadeira peixe Camaleonte e banquinho parafuso de Morito Ebine

Acima: cadeiras, poltrona e pufe Villa Design

Acima: pufes Gemini, Zoo Porquinho e Zoo Elefante da Punto Nero

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18/01/2009 - 12:42

Ultra-lounge

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Em semana de maratona SPFW, o blog abre alas para mostrar os lounges mais hypes que orbitam à margem das passarelas – muitos deles, mais badalados do que as coleções em si. Fazendo a linha nepotista – sem culpa nenhuma, tá? – começo pelo meu favorito: o lounge da Vogue, assinado por Fabrizio Rollo, em momento “em busca de Debret”.

Chiqueria na veia. Daqui até o fim da semana, segue uma compilação dia-a-dia para você sacar que esses espaços também atraem o contigente fashion pelo visual – e não só pelos brindes disputados à tabefes pelas visitinhas modernex. Aliás, tô com a Costanza e não abro: nada mais cafona do que ficar secando amostra grátis pelas rampas da Bienal. Veja mais imagens do ambiente:

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