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20/07/2009 - 23:26

Besame mucho

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Lembra que outro dia comentei aqui que a Jacqueline Terpins estava experimentando matérias-primas alternativas, além dos cristais que a consagraram? Pois a produção extra-vítrea segue de vento em popa, como mostra este petardo que acabei de pinçar no seu estúdio: reeditada em novo material, a mesa lateral Besame Mucho é produzida agora em corian, matéria-prima que combina com perfeição minerais naturais e resina acrílica de alta qualidade. A peça tem uma superfície sólida, maciça e resistente. Como resultado estético, este material passa a sensação de porcelana fosca, permitindo criar ambientes sensoriais e criativos. Embora seja admirador das linhas retas, confesso que também tenho uma quedinha por formas mais inusitadas e orgânicas – incluindo esta, quase alienígena.


Nova obra de Jacqueline Terpins, a mesa “Besame Mucho” agora é feita de corian, um material superfuturista (leia mais no texto) / foto: Divulgação

E o corian tem seus plus: é durável, não descasca e é resistente à maioria dos impactos e arranhões que ocorrem em áreas de uso intenso. “A qualidade da matéria-prima é de extrema importância para a excelência do produto final”, diz Jacque.  + www.terpins.com

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , ,
07/07/2009 - 18:42

Jacque, a criadora

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Para quem é do metiê, o nome Jacqueline Terpins é quase uma senha quando se pensa em vidro. Designer e artista plástica com vinte anos de riscado, ela construiu um legado vítreo que vai do meramente decorativo ao mais engenhoso utilitário, dos objetos em cristal soprado ao mobiliário em vidro plano (particularmente, acho chic – muito chic – tudo o que sai do seu forno). Jacque, formada em Belas Artes, também estudou sopro na Penland School of Art and Craft e na Pilchulk Glass School (EUA), além de cursar design na Byam Shaw School of Painting and Drawing (Inglaterra). Esse estofo todo, somado ao feeling estético e ao impulsivo criativo, levou-a a experimentar outros materiais, sem abrir mão da sua matriz translúcida – alguém aí lembra dos objetos que ela fez a partir de resíduos de inox e prata para a Riva?

Agora ela ataca novamente, mirando a prancheta para a madeira e os estofados: “Gosto de usar minha liberdade de criação para pesquisar várias matérias-primas e suas diferentes formas de expressão. Quero voltar meu olhar para outros materiais sem nenhuma restrição. Mas jamais vou abandonar o vidro, pois a construção de minha carreira foi baseada na pesquisa e observação da sua incandescência, fluidez e transparência”.  Talvez por isso, suas peças em madeira tenham um certo balanço, um swingue, um lance que parece fazê-los flutuar, mesmo quando a espessura e os volumes são mais densos. “A madeira está muito perto do humano, com seu calor e sua textura”, diz sobre as peças, que por trás da aparente simplicidade formal, escondem a expertise de uma esteta que sabe das coisas. “Em todos os meus trabalhos, procuro encontrar formas que ocupem pouca área de apoio. Tento criar as peças com o menor número de apoios possíveis, buscando a leveza, mesmo trabalhando com uma matéria-prima como a madeira, que é visível por sua opacidade, ao contrário do vidro com sua presença/ausência.”

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , ,
10/04/2009 - 19:43

No frigir dos ovos…

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Vita, la dolce vita! A Páscoa nem chegou e eu já tô me fartando de Ladurées (presenteados por uma coelhinha querida) e Chocolats du Jour (pendurados no cartão de crédito, porquê eu mereço). Escrevo este post largadão no sofá, com o lap no colo, enquanto a hora de sair para tascar o bacalhau da mama não chega.

E a bola (ou o ovo) da vez é o… Fabergé! Sabe o que é? Você já deve ter ouvido falar na tradição da troca de ovos ornamentais, né? Diferentes daqueles pintados à mão, com a molecada à borda da mesa, os ovos assinados pela requintada joalheria russa e presenteados para as czarinas Maria e Alexandra Feodorovna (lá no final de 1800), eram a tradução perfeita da extravagância, com a maior concentração possível de ouro e diamantes por centímetro cúbico (ou centímetro ovalado, se é que a matemárica me permite tal unidade de medida).

A inspiração para o assunto neste blog é triplamente qualificada. Primeiro, porquê li um artigo ótimo sobre Carl Fabergé (o ourives russo de ascendência francesa que botou as 50 gemas mais incríveis do Kremlim) na última Piauí – e fiquei escandalizado com a história de sangue e glamour dos lendários artefatos russos; depois, porquê o André Rodrigues (meu jornalista preferido – e minha persona preferida também) fez uma matéria impecável no seu www.spfw.com.br; finalmente, mas não menos importante, pelo presente que uma amiga muito, muito especial, a Denise Delalamo, trouxe da Rússia, há dois ou três anos – na época, Denise concluía seu curso de dramaturgia no Célia Helena, ensaiava uma montagem de “Crime e Castigo”, do Dostoiévski, e se mandou para San Petesburgo para afinar a inspiração a muitos graus abaixo de zero.

Apesar do amor pelas artes cênicas, o palco para ela é um segundo ato. Denise não é apenas uma senhora profissional do mercado do décor (conheço-a há quase dez anos!), como também é humana até o tutano – sempre trocamos altos papos sobre design, comida veggie e gente. Enfim, ela em si, é uma peça rara – fala mais que a tia do Yakult, é verdade, mas com charme e conteúdo.

Exatamente por isso, o ovo que você vê na foto acima, ocupa um lugarzinho especial na minha estante – e no meu coração (a frase é cliché e brega, reconheço, mas não resisti). Ele não é um dos 50 Fabergés Imperiais legítimos daqueles que, de vez em quando, dão as caras na Sotheby’s, a lances mínimos de 5 milhões de dólares cada um, mas tem um valor superior a isso tudo. Sem falar no look fino, bem mais discreto do que os da granja extravagante que fazia a cabeça das peruas-czarinas.

Esses ovos, conhecidos no meio como Fauxbergé (trocadilho infame com o fato de serem imitações), geralmente cafonérrimos, ficam mais bonitos em versões comedidas, que não misturam muitos materiais e nem muitas cores. Aqui em casa, por exemplo, ele fica ótimo com os vidros de Jacqueline Terpins. O melhor de tudo: não tem colesterol e não engordam, como os chocolatinhos que agora lambuzam o meu teclado. Feliz Páscoa!

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , , , ,
14/01/2009 - 12:25

Barato total

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Vaso Rodopio: de R$ 956, por R$ 287

Outra que aderiu ao movimento bota-fora é Jacqueline Terpins. Você que frequenta (agora sem trema) o blog, sabe que amo as coisas dela – e se vc curte design em vidro, muito provavelmente, também é fã da mulher. Dá uma olhada na seleção com precinho camarada, 70% off, que eu garimpei por lá:


Bandeja Leva: de R$ 400, por R$ 120 (foto acima)

Bandeja Trás: de R$ 482, por R$ 145 (foto acima)

Castiçal Disco I: de R$ 104, por R$ 52 (foto acima)

Taça Obelisco (para água e vinho): de R$ 416 por R$ 125

+ www.terpins.com

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , ,
13/08/2008 - 19:35

Teto de vidro I

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O que pode ser mais fresh no décor do que um vaso de vidro? Dois vasos de vidro!


Acabo de me deparar com a nova coleção da Jacqueline Terpins (www.terpins.comr), uma das minhas designers prediletas e praticamente pioneira nessa arte de vidro soprado com formas mais etéreas e modernosas (calma, sei que muitos vieram antes dela, mas foi a Jacque quem cavou esta senda vítrea no mercado do design de luxe no Brasil, né?).


Uma vez ela me disse que dificilmente pensa no contorno antes de moldar o objeto: “Tudo começa com um conceito. Mas respeito o vidro, acatando as formas que ele sugere no momento em que está livre pelo calor”. Pura modéstia, já que sou testemunha ocular do quanto ela doma a matéria, seja numa grande mesa ou num pequeno peso de papel.


“O vidro, por definição, é um líquido congelado, mais viscoso e menos fluido que a água. Fundido entre 1400ºC e 1600ºC, colhido na ponta de uma cana de aço, o material é soprado em estado de ‘mel’, entre 700ºC e 1200ºC. Manipulando essa massa incandescente, entro em contato direto com sua natureza e força. Um objeto que tem o movimento e a leveza do líquido funciona como uma memória da alta temperatura, uma representação do calor.”

Sugestivamente batizados de Telecoteco, Rodopio, Folha e Quartzo, os novos vasos by Terpins estão sendo lançados hoje na Abup (ver roteirão no último post). Passe por lá e confira in loco!

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , ,
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