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15/07/2010 - 01:40

A vida como ela é

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Você provavelmente já ouviu falar em certo paparazzo moderninho que entra na casa dos outros (geralmente, gente mais moderninha ainda) a bordo de uma Leica indiscreta e registra takes inspirados, sem frescuras, sem produção e sem enrolação. Não? Então prepare-se para conhecer Todd Selby. “Gosto de gente de verdade. E de casas de verdade também”, diz o fotógrafo e ilustrador norte-americano que ganhou notoriedade ao clicar escritores, artistas, estilistas e outros personagens marcantes (marcantes mesmo, longe do esteriótipo das pseudo celebridades sem nada a dizer) em seus habitats, mostrando a identidade desses caras com os seus espaços de vivência e criação, o que ajuda a entender de onde vem a verve criativa do povo todo (com destaque para os fashionistas).

Pela sua lente já passaram os refúgios de Karl Lagerfeld, Christian Louboutin, Jonathan Adler e outras anfitriões coloridos de fazer inveja a André Ramos e Bruno Chateaubriand.

Publicadas originalmente em seu site, acompanhadas por desenhos dos donos do pedaço (Todd faz desenhos deliciosos!) e um questionário despretensioso sobre life style (preenchido a mão pelas “vítimas” de Selby), algumas dessas casas personalíssimas estão no livro The Selby is in your place, da Abrams Books. Enquanto você não encomenda o seu, acesse o fantástico mundo de Todd no theselby.com

Autor: - Categoria(s): Décor Tags: , , ,
18/06/2009 - 20:34

Cartas a um jovem designer

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Estou dando uma folheada no interessantíssimo “Cartas a um jovem designer”, livro que os big brothers Campana lançaram há alguns dias, lá na Firma Casa (já comentei aqui, an passant), pela editora Campus-Elsevier (a detentora da série “Cartas a um jovem…”, que já publicou desde Fernando Henrique Cardoso – “Cartas a um jovem politico”, a Marília Pêra – “Cartas a uma jovem atriz” e Alexandre Herchcovitch – “Cartas a um jovem estilista”, cujo texto original fora escrito pelo saudoso amigo Ailton Pimentel; entre outros correios bem endereçados a pupilos entusiasmados).

Não vou descarregar aqui, pela enésima vez, aquele container de elogios sobre os caras, mas olha só que bacana esse trecho: “É preciso olhar para além do produto ou componente, sem preconceitos, ou seja, sem conceitos pré-formados. Só assim é possível deslocar os ralos de esgoto doméstico, feitos de plástico branco, para compor um tampo de mesa de refeição”, contam eles, entre um e outro case que combina a teoria e a prática da profissão, tanto para quem quer seguir carreira, quanto para os leitores interessados em saber um pouco mais sobre o assunto.

Enquanto o livro bomba nas boas lojas do ramo, os Campana continuam segurando a onda na elite do design internacional. Em cartaz no Vitra Design Museum (www.design-museum.com) – aquele projetado por ninguém menos que Frank Gehry, na Alemanha -, a exposição Antibodies revê os 20 anos de carreira da dupla, com um apanhadão geral dessa produção que catapultou o subversivo ao superpop, o lixo ao luxo, a reciclagem ao design estrelado, o ordinário ao extraordinário.

Agora vou lá no SPFW, que acontece no prédio da Bienal em São Paulo até o próximo dia 22, ver o que tem de bom – entre a moda e o design, existem muito mais coisas do que a nossa vã filosofia pode supor – e depois conto pra vocês. Abraços!

Autor: - Categoria(s): Artes, Décor, Design Tags: , , , , , ,
26/05/2009 - 19:36

Alguma coisa acontece

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Sampa não tem praia, não tem montanha, é cinzenta e entulhada, sufocada pelo concreto, mas a gente não larga ela de jeito nenhum. Pródiga em aglutinar gente bacana, antenada e guerreira, a megalópole mixa sotaques estéticos e culturais que não estão no mapa. No recheio dos edifícios que tentam arranhar os céus da urbe, ou em oásis debruçados sobre o perímetro horizontal, um mosaico de tocas cheias de personalidade dão conta do jeito plural de ser e viver do paulistano – ou dos imigrantes que adotaram essas bandas como sua terrinha.

De olho nesse raio-x que não poupa os paredões de cimento, a editora Metalivros (www.metalivros.com.br) lança “Casas de São Paulo“, book bacanérrimo que registra 46 residências de estilos antagônicos. Com cliques impecáveis do Tuca Reinés e textos saborosos de Maria Ignez Barbosa, a obra estampa, em 240 páginas, fragmentos de décor e arquitetura que revelam, além da personalidade dos seus donos, um tanto da sofisticação do principal estado do País. O projeto vem sendo pensado há quase 20 anos pelo editor Ronaldo Graça Couto, e as casas foram editadas sequencialmente em três categorias: urbanas, campestres e praianas, conduzindo o leitor a uma viagem pela intimidade residencial de personalidades proeminentes na comunidade paulista.


No sentido horário, partindo da primeira imagem no canto superior esquerdo, as casas de: Gloria Kalil, Neco Stickel, Arthur Casas e Joyce Pascowitch

Minha amada e idolatrada big boss Clarissa Schneider (diretora da Casa Vogue e maior autoridade em chiqueria que eu conheço), assina o prefácio e abre as portas do seu apê para o livro – uma lição despretensiosa de estilo, como ela o é. Quase todas as residências reveladas em Casas de São Paulo são de pessoas conhecidas na mídia, porém, algumas vezes, pouco conhecidas na intimidade. Gloria Kalil, Charlô Whately, William Maluf, Attilio Baschera e Gregório Kramer, Waldick Jatobá, Joyce Pascowitch, Hector Babenco, Sig Bergamin e Houssein Jarouche integram o time. Confira!


No sentido horário, partindo da primeira imagem do canto superior esquerdo, as casas de: João Armentano, William Maluf, Maria Ignez Barbosa, Sig Bergamin, Luisa Strina e Tuca Reinés

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Décor, Design Tags: , , , , ,
28/08/2008 - 17:09

Segall sagaz

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Ontem reclamei dos spams, mas olha só a coincidência que acabo de constatar folheando este lançamento da Cosac & Naify (www.cosacnaify.com): Spam (Sociedade Pró-Arte Moderna) também era o nome da entidade cultural criada por Lasar Segall no comecinho dos anos 30. Uma instituição que armava exposições, concertos, saraus e outros eventos ligados ao Modernismo. E note que curioso: os grandes bailes de carnaval das antigas, maior vitrine da tal Spam, tinham cenografia do próprio Segall, em carne, osso e pincel.

O fato é um dos muitos causos registrados no book Lasar Segall – Arte em Sociedade, de Fernando Antonio Pinheiro Filho. Um dos pilares do expressionismo no Brasil, o pintor lituano radicado no Brasil, para surpresa de muita gente (inclua-me na lista), realizou grandes trabalhos em decoração.

Colei uma reportagem na Folha, publicada no comecinho da semana, onde Pinheiro Filho conta ao jornalista Mario Gioia que “Os projetos de decoração (e de pintura decorativa) foram estratégicos para que Segall se aproximasse das frações da elite paulistana que cultivava as artes e que já tinha se aproximado dos modernistas.” Ou seja, segundo o autor, foi justamente a partir dessa “penetração” via décor, que o pintor conseguiu sua consagração no País. Segall era sagaz!

Entre as pérolas que recheiam o livro de 272 páginas, está a decoração do pavilhão de Arte Moderna de Olívia Guedes Penteado (1924 e 1925). Espia lá.

Autor: - Categoria(s): Artes Tags: , , , ,
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