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05/06/2009 - 11:00

Punk design

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Se você curte adesivos, cola mais. Se é adepto de mobília customizada, então… senta que lá vem história! Olha só que bacana essa dica do über-gênio André Rodrigues, editor do SPFW e alguém que, como eu, adora a subversão em prosa, verso, cor e forma: os designers Jimmie & Martin (www.jimmiemartin.co.uk), autores dos i-sticks mais descolados que eu já vi; e dos móveis que nem Alice viu em sua trip ácida pelo País das Maravilhas.

Acima, wallpaper do duo Jimmie&Martin – o adesivo pode ser muito bem usado como cabeceira fake de uma cama box / foto: Divulgação

Estetas por natureza, o ex-modelo e o ex-vendedor de design se conheceram num clube em Estocolmo, na Suécia. Rolou uma química e, quando se deram conta, estavam morando juntos. E colecionando traças e troços. “Consumíamos peças de antiquários, feiras de antiguidades e leilões. Comprávamos os objetos e, durante o processo de restauração, percebíamos que lhes faltava ousadia e contemporaneidade. Então começamos a interferir com grafites, estampas, desenhos. Foi a maneira que encontramos de tornar imperfeito aquilo que era perfeito. A perfeição é um tédio. Um dia, quando estávamos de mudança, uma pessoa viu os móveis e adorou, pediu para colocarmos à venda em sua loja. E foi assim que tudo começou“, contaram os meninos ao André, direto do seu QG em Londres.

Vieram então algumas congratulações de estofo, como os prêmios “Novos Designers do Reino Unido”, “Melhor Design de Mobiliário” e “Design & Decoration”, além da parceria com mister Phillipe Starck nos interiores do hotel St Martins Lan. Tá?

Mas além dos adesivos (grandes simuladores da realidade, como os de criado-mudo que ficam perfeitos contracenando com uma cama de verdade), eles também brincam com a proporção dos móveis e objetos, subvertendo geral numa produção divertidíssima. Cores sintéticas e fluorescentes, caveiras, grafites, pink flamingos, animal prints e frases de efeito grafitadas dão o tom no acervo (vide a seleção e tire suas próprias conclusões).

Algumas sacadas são geniais, como o móvel preto antiquíssimo que granhou uma explosão de cores nas gavetas (foto acima). “Não acreditamos que estamos destruindo as peças, pelo contrário. Estamos recriando móveis antigos porque achamos que as pessoas não querem mais madeira crua. Os consumidores buscam cada vez mais customização do produto final. Então mantemos a forma original, que é praticamente insuperável, e recriamos a estética para atrair tanto os clientes mais conservadores, que apreciam as formas clássicas, quanto os mais ousados, que buscam elementos transgressores”.

O duo Jimmie (direita) e Martin: punk design na veia / foto: Divulgação

Autor: - Categoria(s): Artes, Décor, Design Tags: , , , , , , , ,
03/06/2009 - 19:34

O cio da terra

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Outro dia alguém me perguntou quais eram as lojas mais chiques da decoração em São Paulo. Fiz cara de paisagem e respondi com um enigma irritante, mas procedente: “depende daquilo que for chic pra você”. Volto a bater na tecla: chiqueria, muitas vezes, é tão relativa quanto gosto. Mas existem certos endereços que são mais finos do que a vã subjetividade pode supor – e alcançam o status de objetos de desejo justamente por conta disso. É o caso do Empório Beraldin (www.emporioberaldin.com.br), tocado pelos simpáticos Zeco e Valéria. Das coleções com pele de rã (versão brasuca do luxuoso – e nada ecológico – galouchat de arraia) aos bordados regionais, passando pelos mais lindos tecidos pintados à mão e pelos pastilhados de côco, osso e chifre, tudo ali salta aos olhos, convida ao toque, é belo e elegante.

A novidade da estação, batizada de Superfícies, traz móveis, revestimentos, tapetes e acessórios em cartela de cores de tons terrosos, marrons e beges, presentes no solo brasileiro, e diversas matizes de cinza inspiradas em minerais como basalto e ferro. O preto e o branco também entram na jogada, representando características da nossa arquitetura modernista. Por exemplo: interpretados pela artista plástica e designer Bia Martinez, veludos-jacquard fabricados na Bélgica, assim como tecidos de puro linho bordados à mão na Índia, reproduzem os desenhos das calçadas de pedras portuguesas projetadas por Burle Marx, no Rio.

Os calçadões de Ipanema formam desenhos coordenados com tecidos duplos de mesclas de linho e algodão, enquanto os calçadões do Leblon e Copacabana ganham proporções tri-dimensionais nas cortinas vazadas feitas de cordões macramés. Niemeyer é homenageado com desenhos gráficos e geométricos, como riscas de giz e linhas descontínuas, produzidas em algodão e linho. Lindo, lindo.

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , ,
20/04/2009 - 22:27

Carnet de voyage

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E eu tô de molho por ordens médicas. Nada grave, ainda mais depois de assistir ao estupendo Le Scaphandre et le Papillon, dramalhão francês de Julian Schnabel, que concorreu a 4 estatuetas do Oscar com esta autobiografia de Jean-Dominique Bauby, editor da revista Elle (após um derrame cerebral, os movimentos do cara ficam resumidos ao abrir e fechar de um único olho – que ele usa para se comunicar e escrever um livro, por mais absurdo que isso possa parecer). Veja no trailer via You Tube:

No clima deste feriadão nostálgico, hoje e amanhã, como prometido, segue um fragmento dos diários de bordo das minhas últimas andanças pelo mundo, reproduzidos aqui a partir das matérias que acabamos de publicar em Casa Vogue. Voilá!

Autor: - Categoria(s): Casa Vogue Tags: , , , , ,
10/04/2009 - 19:43

No frigir dos ovos…

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Vita, la dolce vita! A Páscoa nem chegou e eu já tô me fartando de Ladurées (presenteados por uma coelhinha querida) e Chocolats du Jour (pendurados no cartão de crédito, porquê eu mereço). Escrevo este post largadão no sofá, com o lap no colo, enquanto a hora de sair para tascar o bacalhau da mama não chega.

E a bola (ou o ovo) da vez é o… Fabergé! Sabe o que é? Você já deve ter ouvido falar na tradição da troca de ovos ornamentais, né? Diferentes daqueles pintados à mão, com a molecada à borda da mesa, os ovos assinados pela requintada joalheria russa e presenteados para as czarinas Maria e Alexandra Feodorovna (lá no final de 1800), eram a tradução perfeita da extravagância, com a maior concentração possível de ouro e diamantes por centímetro cúbico (ou centímetro ovalado, se é que a matemárica me permite tal unidade de medida).

A inspiração para o assunto neste blog é triplamente qualificada. Primeiro, porquê li um artigo ótimo sobre Carl Fabergé (o ourives russo de ascendência francesa que botou as 50 gemas mais incríveis do Kremlim) na última Piauí – e fiquei escandalizado com a história de sangue e glamour dos lendários artefatos russos; depois, porquê o André Rodrigues (meu jornalista preferido – e minha persona preferida também) fez uma matéria impecável no seu www.spfw.com.br; finalmente, mas não menos importante, pelo presente que uma amiga muito, muito especial, a Denise Delalamo, trouxe da Rússia, há dois ou três anos – na época, Denise concluía seu curso de dramaturgia no Célia Helena, ensaiava uma montagem de “Crime e Castigo”, do Dostoiévski, e se mandou para San Petesburgo para afinar a inspiração a muitos graus abaixo de zero.

Apesar do amor pelas artes cênicas, o palco para ela é um segundo ato. Denise não é apenas uma senhora profissional do mercado do décor (conheço-a há quase dez anos!), como também é humana até o tutano – sempre trocamos altos papos sobre design, comida veggie e gente. Enfim, ela em si, é uma peça rara – fala mais que a tia do Yakult, é verdade, mas com charme e conteúdo.

Exatamente por isso, o ovo que você vê na foto acima, ocupa um lugarzinho especial na minha estante – e no meu coração (a frase é cliché e brega, reconheço, mas não resisti). Ele não é um dos 50 Fabergés Imperiais legítimos daqueles que, de vez em quando, dão as caras na Sotheby’s, a lances mínimos de 5 milhões de dólares cada um, mas tem um valor superior a isso tudo. Sem falar no look fino, bem mais discreto do que os da granja extravagante que fazia a cabeça das peruas-czarinas.

Esses ovos, conhecidos no meio como Fauxbergé (trocadilho infame com o fato de serem imitações), geralmente cafonérrimos, ficam mais bonitos em versões comedidas, que não misturam muitos materiais e nem muitas cores. Aqui em casa, por exemplo, ele fica ótimo com os vidros de Jacqueline Terpins. O melhor de tudo: não tem colesterol e não engordam, como os chocolatinhos que agora lambuzam o meu teclado. Feliz Páscoa!

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , , , ,
06/04/2009 - 21:02

Fraternité, eleganté et revisté!

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E por falar em revistas bacanas, outra magazine bonitona que recomendo é a Tania Bulhões #3, coordenada e editada por este blogueiro que vos escreve. Muita gente pensa que se trata de um catálogo da loja. Não é messssmo!

Como eu conto lá em cima, é uma revista de verdade, obviamente customizada dentro do universo da loja (que é muito mais que uma loja, é claro), mas tratada como r-e-v-i-s-t-a do prólogo ao epílogo, sem a menor pinta de catálogo (você vai sentir isso ao folhear o conteúdo e sacar o padrão editorial Vogue, com direito a excelência no tratamento de imagens, textos assinados por gente do naipe de Ignácio de Loyola Brandão, cliques de Tuca Reinés, Rômulo Fialdini e Alain Brugier, produções de Tissy Brauen, Ana Montenegro e Paula Queiroz, matérias de leitura e ideias chiquérrimas para inspirar você, seja lá qual for o seu estilo).

Ali, as coleções de Tania Bulhões e o lifestyle superabrangente da marca são apresentados em clima de manual prático para casas, mise-en-scenes e afins. Desta vez, inspirada pelo Ano do Brasil na França, a empresária apostou na fina estampa de quatro celebridades francesas para ambientar o conceito da temporada outono-inverno 2009: Brigitte Bardot, Jane Birkin, Grace Kelly e Gérard Depardieu. Um master class de glamour com pinceladas de bleu, blanc e rouge. “Acho chic!”, como diria Ailton Pimentel, saudoso amigo (e jornalistão dos bons) que há exatamente um ano subiu para o andar de cima…

Autor: - Categoria(s): Casa Vogue, Décor, Design Tags: , , , , ,
18/12/2008 - 17:16

As curvas que você desenhou para mim

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“A arquitetura não me interessa, o que me interessa é a vida”. Sábias palavras as dele, Oscar Niemeyer, que completou mais um ano de vida no último dia 15/12 para somar aos seus cem, muito bem construídos. Você já viu a coleção que a H. Stern lançou a partir dos croquis arquitetônicos do Oscarito? Pela primeira vez, o arquiteto aprova pessoalmente e imprime sua assinatura numa linha de balagandãs em sua homenagem, a partir dos próprios croquis. Entre as belezuras, há uma jóia desenhada por ele numa serigrafia dos anos 80 e várias outras inspiradas em traços femininos. “As jóias são muito bonitas e bem leves. É incrível como conseguiram fazê-las iguais aos meus desenhos”, diz.


A coleção nasceu por iniciativa de Roberto Stern, presidente e diretor de criação da H.Stern, que sempre privilegiou as formas orgânicas e curvilíneas nas jóias. “Não encontramos linhas retas na natureza, por isso gosto da assimetria e dos traços irregulares, mais humanos e naturais”, diz Stern.

A inspiração dos designers não foi a forma final das obras de Niemeyer, mas o elemento primário delas: os traços e contornos aparentemente despretensiosos que, depois de trabalhados, transformam-se em conjuntos arquitetônicos como aqueles de Brasília e da Pampulha, do Copan e do Parque Ibirapuera, o Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, e por aí vai.

Se Niemeyer parece torcer as retas em seus monumentos de concreto e transforma as curvas na solução natural para as suas criações, a H.Stern faz o mesmo com ouro e diamantes nesta coleção. Além dos contornos curvilíneos e dos espaços vazios – cultuados no legado arquitetônico da nossa lenda viva – também foram retratados nas jóias. Anéis, pulseiras e brincos valorizam as linhas simples intercaladas por espaços vazados.

A Coleção H.Stern por Oscar Niemeyer tem jóias de ouro e diamantes, divididas em oito linhas e batizadas com nomes de desenhos, obras e de alguns projetos famosos. Carregam a simplicidade dos traços, que se resumem a poucas e essenciais linhas: soltas, livres e contínuas.

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Design Tags: , , , , , ,
04/11/2008 - 09:01

B-day

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E hoje tem festança da Casa Vogue no OLeopoldo. A data não é exatamente redonda, mas merece respeito: 33 anos. Além do b-day, o regabofe (com cenário de Jorge Elias e show de miss Diana Krall) marca a nossa nova fase (leia-se nova roupa), agora com projetinho gráfico superfresh, seis números após o extreme makeover.


E por falar em news, a edição de novembro, que celebra o luxo em todos os estilos, acaba de aterrissar nas bancas. Quem viu, gostou. E você?

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Artes, Casa Vogue, Décor, Design Tags: , , , , , ,
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