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30/08/2010 - 20:14

Resto de toco

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Dica do balacobaco garimpada pela fofíssima Junia Baracat, assistente de produção executiva aqui de Wish Report. Pode ser uma mesinha de apoio, um banquinho, um suporte para um vaso ou uma escultura rústica para dar um toque natural na casa – eu o usaria assim mesmo, in natura, tal e qual veio ao mundo. Esculpido à mão em madeira teca, o móvel Bitan é um dos garimpos que a Espaço Til costuma fazer em paradas distantes, como Índia, Filipinas, Indonésia, Vietnã, Tailândia e China. Um dos endereços mais antenados em móveis e acessórios de perfume étnico, a loja de Edmundo Rodrigues acaba de receber um contâiner recheado de novas decobertas daquelas bandas. Se você curte um tempero rústico chic no ambiente, a hora é essa.

Espaço Til
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 689, São Paulo
tel. 11 3063-5593
+ espacotil.com.br

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24/02/2010 - 11:26

Nova Era Glacial

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E a vida continua. Preciso de pouco, muito pouco, pra me divertir. E sou mais vira-lata do que cachorro sem dono quando o assunto é “vamos mudar a cara da casa já!”.

Fiquei em estado de choque quando vi essa e-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r linha de stools que o Fabrizio Rollo pinçou em suas últimas caçadas europeias. Dá vontade de penhorar todos os bens que eu nem tenho ainda para comprar um par deles.

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Imersos em massa densa de acrílico, tipo ice cube, os gravetos ganham look futurista, como se tivessem sobrevivido a uma nova Era glacial – é a simbiose perfeita entre alta tecnologia e pureza orgânica. Fabricados pela francesa Bleu Nature (a mesma empresa bambambã daquelas luminárias maravilhosas pelas quais eu me derreti em elogios exatamente um ano atrás, clique aqui para ver), eles custam os olhos da cara e ainda não têm previsão de aportar em terras brasilis.

Se você gostou, vai precisar de duas balas na agulha: uma para arrematar a peça, outra para bancar o frete. Procure na www.bleunature.com

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09/02/2010 - 20:16

Ouriço

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Outro dia, folheando uma AD Espanhola de alguns meses atrás (adoro revistas novas, mas as velhas têm um gostinho especial, né?),  descobri o trabalho do designer inglês Oliver Tilbury (www.olivertilbury.com). Sangue novo no mercado, ele tem um pé na produção contemporânea e outro no surrealismo. Resultado: muitos pés descolados, como os 31 de madeira de manejo (do tipo Fraxinus Americana) que compõem a base dessa “Burst Chair” (em português, cadeira explosiva). Um ouriço cheio de panca para dar um toque divertido na decoração. Quem quer?

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28/10/2009 - 19:22

Brazilian day

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Mesa de Zanine, 1965; espelho de jacarandá anos 50, autor desconhecido; móvel de John Graz, anos 50

Por falar em Hugo França, o Brasil dá mais uma mordida na Big Apple. A R 20th Century (www.r20thcentury.com) de Nova York, anda engrossando o seu acervo de design tupiniquim com os clássicos de sempre (Zanine, Tenreiro, John Graz, Sergio Rodrigues) e novas apostas (Hugo França, Julia Krantz). Não é de hoje que os gringos a-d-o-r-a-m as nossas criações – e nem me refiro ao pau-brasil pilhado pelos portugas na gênese da pátria amada. O fato é que muito além de folclore, praia, futebol, carnaval e café, nós também exportamos design. Não é para menos: temos madeira da boa, contenção nas linhas, calor tropical e sofisticação modernista, desde os anos dourados. Acabo de bater um papão a esse respeito com o Fabrizio Rollo, nossa enciclopédia viva de estilo. Veja as suas impressões:

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Chaise de Julia Krantz, de 2005; mesa de Joaquim Tenreiro, 1965

“O forte do mobiliário moderno brasileiro está nas décadas de 50 e 60, porque é quando a nossa arquitetura passou a ter peso no país enquanto característica cultural – e o mobiliário acompanhou essa evolução. Nomes como Tenreiro, em sua carreira solo, começaram a ter mais liberdade de criação e assim traçaram os primeiros móveis ‘bacanamente’ modernos, reconhecidos por aqui, mas só muito recentemente valorizados lá fora. De poucos anos para cá (talvez uns 10) é que rolou um boom e o mundo começou a olhar para nós nesse sentido, garimpando coisas no Brasil. Daí pioneiros como Sergio Rodrigues, Ricardo Fasanello, Jorge Zalszupin, alcançaram o devido valor de seu trabalho. Foi um reconhecimento tardio.

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Par de poltronas de Juliana Mafatti, 1958

Esse mobiliário nasceu da necessidade de uma arquitetura que impulsionou os designers, artesãos e criadores a trabalharem novas formas que deixassem o velho e o tradicional de lado para investir no moderno, em sintonia com a nova visão arquitetônica que se esboçava. O nosso momento áureo no século 20, tanto para aquitetura quanto para o design, é casado; porém a arquitetura deslanchou e o mobiliário ficou de escanteio. Não à toa, grandes arquitetos contemporâneos que buscam ou têm padrões estéticos inspirados (total ou levemente) nesta arquitetura moderna, têm a necessidade de usar mobília específica muitas vezes criada para casas modernistas ou concretistas desta fase, por falta de um mobiliário compatível… Depois de um longo hiato, vieram então novos criadores – e com eles, de certa forma, um olhar mais atento para o que havia sido feito até então…”, diz.

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Set de cadeiras de jacarandá de Joaquim Tenreiro, anos 60

Trocando em miúdos: Yes, we have design! Bom saber que enquanto os Campana puxam o cordão da vanguarda brasileira lá fora (alguém aí já viu a expo-retrô dos caras no Vitra Design Museum? Vou contar tudo aqui, dia desses…), seguidos por nomes quentíssimos como Rodrigo Almeida (já mandei ficar de olho nele, né?), nossos veteranos fazem e acontecem. Fabrizio dá o exemplo: “Dois anos atrás, numa das minhas visitas a Tefaf, feira de Maastrich, na Holanda, que reúne o que há de melhor em mobiliário no mundo, fiquei muito feliz em ver que uma galeria belga colocou uma poltrona do Jorge Zalszupin entre gigantes como Hans Wegner e Gio Ponti”. Que nossos criadores carimbem cada vez mais seus passaportes!

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Banco de Hugo França, 2007

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26/10/2009 - 16:09

Sala de espera

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Adoro posts polêmicos – será que tô me especializando neles? Se for, juro que é involuntário! Só para esclarecer: claro que a poltrona Beck postada aqui ontem não é feita com caixotes de frutas, mas sim inspirada neles. O parece-mas-não-é não passa de madeira açoita natural, em ripas. Desculpe o auê!

Continuando os trabalhos do dia, mais uma da série “reciclagem, para que te quero”: revisteiro “Anzol”, by Hugo França.

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Particularmente, não gosto muito de revisteiros à mostra – acho que a sala fica com cara de espera de consultório médico. Prefiro organizar as publicações que coleciono numa estante e assumir os números recentes no décor (pelo menos aqueles que estou lendo), empilhadinhos sobre um móvel, com algum objeto em cima, tipo um bowl, vaso ou cinzeiro de fácil manejo (como fazemos com os livros de arte, por exemplo).

Mas confesso que fiquei com uma quedinha por essa peça. O lançamento do bombadíssimo França –  que só trabalha com madeira desprezada pela natureza – é ecológico até não poder mais: neste caso, é esculpido com a sobra da sobra, já que utiliza resíduos dos próprios móveis confeccionados por ele – e que estão rodando o mundo.

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30/09/2009 - 17:21

Azeitado

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arnaldodanemberg

A primeira vez que vi uma oliveira foi em Cascais, Portugal, muitas primaveras atrás (ok, os açorianos trouxeram mudinhas para o Brasil logo no começo da colonização, há mais de 500 anos, mas eu nunca tinha visto um pé de azeitona por essas bandas, tá?). No ápice da minha ignorância, não resisti: olhei para um lado, olhei para o outro, fiz a cara de criminoso mais cafa do planeta e arranquei uma azeitona do pé como quem rouba um rolex no farol. Dei uma mordida no furto e fiquei com um gosto intragável (alguém aí já comeu mamona?) amarrando a boca por um bom tempo – vivendo e aprendendo: a azeitona que consumimos passa por um processo de “cura” e “adoçagem” de 40 dias. Mas não pense que fiquei traumatizado com tão infeliz degustação. Adoro uma tapenade e uso azeite como água (um hábito saudável, segundo o meu cardio, para quem eu minto um pouquinho a respeito das quantidades aplicadas). Mas vamos ao que interessa.

Ainda não descobri se o mobiliário feito com madeira de oliveira é anti-ecológico ou não – se você souber, me conta, por favor. Óbvio que não me refiro àquelas oliveiras monumentais, que é claro que ninguém derruba (pode ser papo-furado de guia turístico, mas na Grécia e na Itália, eles costumam dizer que existem árvores com mais de 2.000 anos!). Mesmo assim, lá fora, a gente vê muito artesanato esculpido em oliveira – dá vontade de trazer tudo, mas cada almofariz custa uma fábula e pesa meia tonelada (confira no clique de Alain Brugier, lá da cidadezinha medieval de Eze-Village, pertinho de Nice, onde estivemos há alguns dias. A lojinha em questão, a L’Herminette, só tinha manufaturas de oliveira).

alain-brugier

Por aqui, a produção com esse tipo de madeira é tão ou mais rara do que os pés da Dona Olívia. Para você sentir o drama, descolamos a fruteira do Arnaldo Danemberg (www.arnaldodanemberg.com.br), que traz, na borda, até bolinhas alegóricas da frutinha (sim, azeitona pertence a família das frutas – com caroço e tudo!). O fato é que a a Ana Lúcia acabar de compartilhar comigo uma info ótima, dita por um amigo seu, expert em direito ambientalista: “A oliveira é uma árvore que vale muito mais em pé do que deitada, já que demora muito tempo para crescer e não existe uma tradição moveleria que a use como matéria-prima”.  Tá registrado!

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16/09/2009 - 20:17

Zé colmeia

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Do balacobaco esses vasos Colméia de madeira cor-de-mel importados da Tailândia pela LS Selection (www.lsselection.com.br) (você já foi lá? Tem vasos para todos os gostos, dos mais exagerados – que eu adoro –  aos pequenos potiches). Na foto, eles ficam ótimos em trio. Mas em casa, procure evitar essa combinação: o efeito fica muito mais fino quando a gente usa um de cada vez, sem esse desejo desesperado de sair “ornando” tudo com tudo.  O catatau, mais gorduchinho, fica ótimo como centro de mesa – principalmente se for uma Saarinen branca…
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…ou algo ainda mais modernoso, como a mesa criada pelo estúdio Lazerian (www.lazerian.co.uk). A peça faz uma “rede de intrigas” com sua estrutura de madeira laminada. A-d-o-r-o.

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11/09/2009 - 19:16

Marcenaria sitiada

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Se você costuma passear por este blog de vez em quando, já deve conhecer o trabalho do Estevão Toledo, um dos caras em quem aposto forte como um dos designers mais bacanas da sua geração. Com site novo no ar, Estê aterrissa na web com uma página descoladérrima que você precisa conferir: www.estevaotoledo.com

Escrevi sobre o trabalho dele na Casa Vogue deste mês. Você viu? Colo aqui uma nesga do conteúdo…

“Há uma assinatura no trabalho de Estevão Toledo, uma característica que faz com que a sua produção seja imediatamente associada ao seu nome: a simplicidade. Sem firulas, o designer paulistano assina um trabalho autoral, direto, que deixa elegantemente à mostra suas emendas e sistemas de encaixe, tirando partido deles como charme-extra. Essa alta-marcenaria conta com muito capricho nos acabamentos, mas sem makes que escondam o que há por trás do traço e da ergonomia de cada peça. “A madeira por si só já é linda. A gente não precisa fazer muita coisa”, conta o artista avesso aos looks pavônicos, que trocou a trilha do pai engenheiro para se dedicar ao dedenho industrial. Formado pela FAAP, Estevão foi aluno de craques da madeira como Carlos Motta, estagiou com Baba Vacaro, além de fazer cursos com Pedro Petry e oficinas com os Irmãos Campana. Todo esse background colaborou para a criação da própria identidade moveleira – e da própria marca, tocada por ele com empenho artesanal, metade no seu ateliê de ciração, metade no galpão-oficina, de onde saem mesas, cadeiras, poltronas, estantes, cabideiros e outros etceteras descolados, em tiragens limitadas e personalizadas que estão ganhando cada vez mais espaço na cena”.

Pra ver o conteúdo na íntegra, corra para a banca mais próxima e garanta seu exemplar da Casa Vogue: está incrível!

Autor: - Categoria(s): Casa Vogue, Design Tags: , , , ,
29/06/2009 - 23:55

Duas metades

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Se você, assim como eu, é fã do uso responsável da madeira empregada nos acepipes de casa, clique no site do designer americano Paul Loebach (www.paulloebach.com) e se delicie. Enquanto isso, para antecipar uma ideia do trabalho bonitinho do cara, colei de lá um espelho esquisitão (mas originalíssimo), além da mesa com tampo de vidro, da luminária em look meio “A Bela e a Fera” e da cadeira simplista: recortes de um portfólio honesto e sem firulas. Mas o que mais gostei mesmo são os vasos. Feitos em madeira maciça, eles são esculpidos em duas metades e depois unidos com uma linha divisória em relevo, que acentua o trabalho artesanal. Adoro o efeito!

Mudando de assunto: lembra que eu comentei outro dia sobre a vitrine da Forma, com as peças do Wagner Archela e etc? Pois bem… Na verdade, a vitrine é da Cod (Creative Original Design), loja que passa a ocupar o tradicional endereço da Cidade Jardim (onde a Forma funcionou por 50 anos). Quem conta é Paulo Chaits Kus, que faz a comunicação da marca: “A nova loja está instalada no renomado prédio assinado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, um dos marcos da arquitetura brasileira. A COD representa as marcas Teperman, Rolf Benz e Herman Miller, além de licenciar produtos exclusivos com a sua marca como as peças Biela e Pazzeto, do Wagner Archella. Trata-se de uma multi-marcas, sem nenhuma relação com o antigo ocupante do imóvel. Aqui os ambientes podem ser vivenciados na prática, trazendo o projeto à realidade, atendendo o mercado corporativo e residencial plenamente”.


Entre os clássicos que você encontra por lá, está a divertida Red and Blue, criada pelo arquiteto holandês Gerrit Rietveld. Recado dado, fica o convite para uma visita. Comece pelo site: www.codbr.com

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , , , , , , ,
08/06/2009 - 21:48

Quem dá mais?

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Looks naturebas estão entre as poucas sumidades do décor (ou quase unanimidades, para fazer jus ao bordão de Nelson Rodrigues). E é quase impossível não gostar da mobília de Hugo França, já que pouca gente respeita tanto as formas naturais quanto ele (que só trabalha com resíduos já descartados pela mãe natureza ou pelo homem – como canoas velhas, toras queimadas, vestígios de árvores e que tais – e não desmata nada, que fique bem claro).

Com traço totalmente eco-friendly, a interferência no shape é mínima, o que explica muito o sucesso internacional do artista, adepto do estilo art brut. Quer um exemplo do tal prestígio do homem? A Sotheby’s promove no próximo dia 12 um leilão dedicado às peças mais importantes do design do século XX. A seleção dos lotes vai desde as clássicas luminárias Tiffany do início do século passado, até criações de Frank Gehry.

Nesse mexidão bem transado, sobrou espaço para a chaise Taja, by Hugo, que abre o evento como uma das apostas mais bacanas do primeiro lote. França é o único designer brasileiro entre nomes como Jean Prouvè, Isamu Noguchi, Wendell Castle, Gio Ponti e Alexandre Noll.

Autor: - Categoria(s): Artes, Décor, Design Tags: , , , ,
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