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19/07/2010 - 23:24

Na velocidade do som

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Mesmo em tempos de globalização instantânea, há um certo delay entre os lançamentos gringos e as novidades que pintam por aqui. Não que o mercado do décor tenha que ouvir (e assimilar) imediatamente o último grito do design – como acontece com a moda. Sem falar nas burocracias de importação, que derrubam qualquer boa vontade. Mas algumas lojas duras na queda conseguem abreviar essa distância para atender aos consumidores mais ávidos. A Micasa é uma delas. Uma das melhores vitrines do décor modernex na Pauliceia, a casa de Houssein Jarouche traz para essas bandas a representação exclusiva da Established & Sons. Criada em 2005 por Alasdahir Wills, marido da estilista Stella Mcartney (sim, a filha do Beatle Paul), a grife inglesa opera só com a cereja do bolo do design internacional: irmãos Bouroullec, Richard Woods e Sebastian Wrong, Terence Woodgate e John Barnard, Jaime Rayon, Konstantin Grcic, Zaha Hadid e outros nomes casca-grossa do circuito.

Nas imagens do dia, dois neohits: a luminária pendente desenhada pelo belga Sylvain Willenz (que pode ser comprada individualmente ou em penca de 10 ou 20); e a Aquatable de vidro preto, by Zaha Hadid. Antene-se.

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23/03/2010 - 17:21

Atenção: Homens Trabalhando!

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Que atire a primeira marreta quem nunca adentrou os recônditos de uma obra e calcou sua pegada no cimento fresco…

É muito comum, no âmbito da construção civil, mestres de obras, pedreiros e serventes, inventivos que são, criarem mesas, cadeiras, bancos, camas e outros móveis efêmeros (para uso pessoal e intransferível) a partir de descartes de madeira e o que mais estiver ao alcance das mãos. Por trás desse design tosco, quase marginal, está o suor de uma das labutas mais ingratas (e fundamentais para a sociedade), além do senso de ergonomia e pureza de uma gente que quebra o coco, mas não arrebenta a sapucaia. É a máxima da funcionalidade, que rechaça toda e qualquer vaidade em nome do uso. Há, nisso tudo, uma poesia que quase ninguém enxerga. Marcio Kogan e companhia (Beatriz Meyer, Carolina Castroviejo, Diana Radomysler, Eduardo Chalabi, Eduardo Glycerio, Gabriel Kogan, Lair Reis, Maria Cristina Motta, Mariana Simas, Oswaldo Pessano, Renata Furlanetto, Samanta Cafardo, Suzana Glogowski e Álvaro Wolmer), não só notaram a graça da coisa, como vislumbraram ali um universo estético imaculadamente criativo e potencialmente antenado (com questões atualíssimas como as tendências que apontam para a frugalidade no desenho e para o reaproveitamento de materiais em nome do meio ambiente).

Acabo de bater um papo com o arquiteto sobre a nova (e genial) coleção de móveis que leva assinatura do seu StudioMK27, para a Micasa.

Batizada de “Próteses e Enxertos”, com ares – absolutamente despretensiosos – de instalação de arte, os móveis são de uma simplicidade absurda, mas é claro que têm um quê de engenhosidade e vanguarda típicos da trupe de Kogan.

Resgatados dos canteiros de obras dos projetos do escritório, os móveis construídos por trabalhadores anônimos ganharam pequenas – e notáveis – intervenções (as tais próteses e enxertos). Nesse contexto, uma mesa de tábuas pregadas foi condecorada com uma luminária de cobre importada; outra tem embutido um modernoso porta-joias automatizado; há também uma no melhor estilo “do lixo ao luxo”, que mistura madeira ordinária com ouro, entre outras tantas. A minha peça predileta, o banquinho Bo (em homenagem a legendária arquiteta Lina Bo Bardi), evoca o “apoio girafa” com toque lúdico levado às últimas consequências, em versão mirim.

Aliás, no catálogo da mostra (por sinal, poderosíssimo, com projeto gráfico e textos bacanérrimos de Gabriel Kogan, o herdeiro do homem), há uma frase de Lina que sintetiza bem o conceito: “o povo faz por necessidade coisas que tem relação com a vida”. Simples assim.

Autor: - Categoria(s): Artes, Design Tags: , , ,
22/02/2010 - 15:00

Por uma vida menos ordinária

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Não importa o quão abrasivo seja o sol. Pra quem vive em Sampa, os dias nessa época do ano sempre acabam cinzentos e, por conta do lixo e de quem se lixa, em águas turvas que congestionam toda e qualquer via pública – principalmente aquela debaixo do nosso nariz. Poderia ser uma metáfora, mas não é: entre uma onomatopeia sem fim de buzinas que podem ser ouvidas aqui da minha janela, já deu pra farejar a enchente e sacar que a coisa vai longe. Pra variar, estico o expediente (ando trabalhando demais ultimamente), mas a concentração me deixou no vácuo…

balanco-tropicalia-patricia-urquiola-micasaPor uma vida menos ordinária: a poltrona “Balanço Tropicália”, da designer Patricia Urquiola, disponível no Brasil através da Micasa © Divulgação

Há momentos em que dá vontade jogar a toalha e ficar “de boa”, como dizem os manos, à toa na vida, vendo a banda passar. Tô numa dessas. Daí, como bom DDA que sou (tenho uma capacidade fora do comum para me refugiar em cantinhos secretos da mente, onde ninguém me encontra), me transportei para outra dimensão, visualizando-me largado à bordo de uma limonada suíça nessa poltrona-casulo suspensa, retro-futurista (modelo Balanço Tropicália, desenhada pela espivetada Patricia Urquiola, à venda na Micasa), no melhor estilo “Mon Oncle” – alguém aí viu o filme do Jacques Tati?

E eis que bate um desejo incontrolável de fuga, de recreio-veraneio na varanda, por uma vida mais colorida – e menos ordinária. Amanhã tem mais cor (e menos down, espero).

+ micasa.com.br

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
28/01/2010 - 11:00

Combustível

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Mais drops da fusão fashion+décor que a gente ama: lembra que no ano passado a Diesel lançou uma linha de móveis e acessórios durante o Salão de Milão? Na época, as luminárias super high-tech praticamente ofuscaram o resto da coleção, que não ganhou muito eco lá fora.

Agora que os contêineres aportaram de vez no Brasil – após divulgação tímida em novembro, no showroom paulista da marca –, dá pra gente analisar de perto, com muito mais propriedade. Quer saber? Eu adorei!

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Claro que, entidade soberana que é quando o assunto é jeanswear, a grife italiana não ia dar ponto sem nó ao adentrar outra seara. Assim, as peças da linha Successful Living foram desenvolvidas pela insuspeita Moroso – todo poderosa da indústria moveleira made in Italy.

O shape dos sofás, cadeiras, mesas, de centro, bancos e afins é informal, fazendo a linha despojadinho-chic em diferentes estilos.

Particularmente, adorei as poltronas com linho lavado (repare no look industrial dos pés, tendência super up-to-date) e nas cadeiras pintadas a mão com técnica que dá a impressão de desgaste natural, meio vintage.

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Tudo com exclusividade para a Micasa: “Esta coleção representa um passo importante na evolução do cenário de design internacional e nós não poderíamos ficar indiferentes a isso”, comenta Houssein Jarouche, o dono da casa.

+ micasa.com.br

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , ,
15/10/2009 - 19:33

Caruaru

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No universo criativo de Marcelo Rosenbaum (www.rosenbaum.com.br), o Brasil é grande. É verdade que a cultura pop, os japonismos e o olho na vanguarda sempre estiveram ali, mas quando o designer colocou o pé na estrada para desbravar nossas veredas e redesenhar o sonho de gente humilde país adentro, a imersão na nossa cultura foi imediata (quem já viu o “Lar, Doce Lar” do Caldeirão, sabe do que eu tô falando).

Sua nova coleção, produzida pela indústria Artefama (www.artefama.com.br) e comercializada com exclusividade pela Micasa (www.micasa.com.br), é composta por móveis inspirados no improviso da Feira de Caruaru, no agreste de Pernambuco, um dos maiores mercados livres do mundo, patrimônio cultural do Brasil, há mais de 200 anos.

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Composta por 18 peças (mesa, poltrona, banco, cadeira, raque, estante, bufê, armário, cabide e lanterna de chão, entre outras), a coleção resgata os fundamentos construtivos e shapes dos mobiliários de exposição da feira. Trabalhadas em madeira pinus cultivada, as peças ganham os tons de amarelo sol do agreste, de azul céu, de cinza guará, de verde mandacaru, preto carcará ou laranja caju – em algumas peças, inclusive, foram usadas cordas em fios de pet reciclados.

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O sotaque fica ainda mais acentuado com um toque customizado: boa parte dos móveis foram estampados com xilogravuras exclusivas de J. Borges, um dos maiores artistas populares do Brasil, mestre na ilustração da literatura de cordel, também criador do logotipo CARUARU.

“A Linha CARUARU é uma homenagem ao pensamento simples, autêntico, que permite reinventar-se todo dia. Traz essa riqueza tão abundante Brasil à fora, para dentro de nossas casas, como exaltação da essência do popular brasileiro”, diz Rosebambambã.

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Autor: - Categoria(s): Design Tags: , , ,
28/09/2009 - 17:06

De baixo para cima

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Na entressafra dos fashion weeks da vida, moda e decoração continuam no maior tricô, principalmente no living do todo-poderoso Alexandre Herchcovitch.

Alê, que não é marinheiro de primeira viagem na senda doméstica (de enxovais para a Zêlo a sofás para a TokStok, ele manda super bem no coté decorex), acaba de assinar coleção descolada para a Micasa (www.micasa.com.br). Neste caso, o que vem de baixo o atinge em cheio, já que a inspiração para a linha de tapetes (de lã, tramados com técnica asiática), bancos, mesas de centro e de jantar (em ferro ou laca, com pintura automotiva), foi o próprio chão da sua casa. É isso aí: os tacos de madeira do piso de seu pied-a-terre serviram de norte para as peças, traçadas com formas e estampas geométricas,  grafismos e afins, com efeito de marchetaria.

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“Realizei um sonho pessoal desenhando tapetes, mesas e bancos inspirados em desenhos clássicos de parquets. Dei nomes de mulheres importantes da minha família aos produtos, pois das casas delas tenho memórias destes desenhos de tacos. Os tapetes mesas e bancos chamam-se Regina, Golda, Maria e Sara”, explica o estilista.

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Bom para nós: a Micasa, que também não é caloura na simbiose casa-passarela (Clô Orozco e Adriana Barra já pintaram e bordaram por lá), promete um diálogo cada vez mais fluente entre moda, decoração, arte e cultura em geral.

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25/06/2009 - 17:16

À carbonara

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Adoro a cadeira Carbono – esta da foto, é vendida pela Dominox (www.dominox.com.br), com exclusividade, em Belo Horizonte. Em Sampa, procure na Micasa (www.micasa.com.br).


Criada por Bertjan Pot e Marcel Wanders, a Carbon Chair, produzida pela Moooi (assim mesmo, com três letras o) é uma produção inteiramente artesanal, a partir de fibra de carbono e resina epoxi – material de alta tecnologia que confere incrível leveza à cadeira, tanto no peso quanto no visual. Além disso, o design é super contemporâneo: fios de carbono em efeito espaguete, interligados desordenadamente para criar uma forte estética corporal. Macarronada da mama!

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24/06/2009 - 17:54

Londrina fog

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Tem sangue novo no pedaço. E sangue bom, como dizem os manos. De Londrina (a cidade paranaense mais inglesa de que se tem notícia) para o mundo, o arquiteto Guilherme Torres (www.guilhermetorres.com.br) tá crescendo e aparecendo. É verdade que, mesmo fora do hype óbvio do eixo Rio-Sampa (o Brasil é muito maior do que isso, tenha certeza) o cara já garantiu um lugar ao sol entre a nova geração de pranchetas (com dez anos de portfólio bem editado, Torres já abocanhou alguns prêmios e estampou o seu trabalho em revistas bacanudas, como a minha predileta, a Casa Vogue, rs). Mas agora ele começa a ser reconhecido também pelo traço moderninho dos seus móveis. Houssein Jarouche, que enxerga longe, tratou de firmar uma parceria com o cara para a sua Micasa (www.micasa.com.br).

À moda da arquitetura que assina, o estilo das peças, produzidas com um caprichado trabalho de marcenaria autoral, transita entre o pop e o contemporâneo, com foco na ergonomia e funcionalidade. É tudo muito simples, sem inventar muita moda, mas com apelo modernex e grande efeito visual. O processo construtivo leva chapas de MDF em tamanho especial, estruturas metálicas embutidas e cartela de cores selecionadas (prefiro as vibrantes). Cada peça recebe atenção especial de sua equipe, composta por artesãos marceneiros diretamente envolvidos no processo de criação. Esse cuidado é fator determinante na fabricação dos móveis, que demoram até 60 dias para sair do forno.

Entre os destaques, curto a mesa JET (seria piadinha com Jet Lag pela matéria-prima estrangeira ou uma menção aos Jetsons pelo perfume futurista? Juro que não sei!). Só sei que, com acabamento em lâminas de madeira importada ou laca, a peça está disponível em 12 cores.  Com linhas definidas na parte superior e traços geométricos na inferior, a mesa é um desafio à gravidade, com tampo sólido apoiado em estrutura delgada de formas arredondadas e sensuais. Eu gosto. E você?

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , , ,
14/04/2009 - 15:15

Antimonotonia

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Hoje tem lançamento – e festança – na descolex Micasa (www.micasa.com.br). O sofá Boutique, assinado pelo designer holandês Marcel Wanders, acaba de aterrissar por lá.

A ideia é a seguinte: a peça pode ser customizada entre 4 opções de pés e 20 de capas. Ou seja, além de montar o bicho ao gosto do freguês, dá para revezar seu look de vez em quando. Olho nas sugestões do chef Houssein Jarouche, o anfitrião.

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , ,
19/02/2009 - 17:02

Jogo de cintura

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Tem novidade da Vitra na Micasa (www.micasa.com.br). Criada por ninguém menos que Le Corbusier, a fita Modulor é objeto de desejo entre arquitetos, decoretes e até fashionistas.

E senta que lá vem história: Pesquisada entre 1942 e 1948, a escala original da fita era uma medida lógica que tinha como base as proporções do corpo humano. Le Corbusier juntou essa fórmula à medida que considerava padrão: os princípios da razão áurea (também chamada de “proporção divina”, técnica que Leonardo da Vinci usava para pintar seus quadros) e mais a sequência de Fibonacci (função matemática encontrada em vários elementos da natureza, como no formato das conchas, no tamanho dos rios – dividindo o comprimento sinuoso pelo comprimento em linha reta). É dessa mistureba danada que surge a escala Modulor, que Le Corbusier usava em seus projetinhos.

Complexo? Nem esquenta, pois a quem interessar possa, a fita acompanha um manual prático com tudo explicadinho. E se liga no texto do box, assinado por Monsieur Corbusier em si: “No meu bolso eu tinha uma trena, que guardava numa caixinha de alumínio originalmente usada para filmes Kodak: essa caixa não saiu do meu bolso desde então. É bem comum as pessoas me verem em lugares improváveis tirando a trena para fazer uma verificação”.

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