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19/10/2009 - 18:13

Tel Aviv

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ron-arad-no-moma-2009

Post raso, por conta do dia cheio (é o que tem para hoje – e só para hoje): Daqui a pouco termina a temporada do gênio israelense Ron Arad, no MoMA… Ah, se eu estivesse em Nova York…

O saldo é positivíssimo: em um mês de exibição, mais de 100 mil pessoas passaram por lá, o que deixa claro o quanto o design atinge cada vez mais o seu status de arte. Se você perdeu (assim como eu), vale um passeio virtual pelas galerias do site:  www.moma.org

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13/04/2009 - 20:58

Azulejo para sentar

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Dica para deixar esta segunda-feira cinzenta um pouco mais azul. A chaise deslumbrante da foto, assinada por Flávia Pagotti, combina pés cromados com assento e encosto em peça única, sem emendas, tramadas no corian com estampa über-sofisticada. O processo é tão tecnológico que o cálculo do corte é programado por computador, facilitando o efeito “revestimento”. A inspiração, é claro, veio da herança portuguesa da azulejaria, que veste muitas fachadas em São Luis do Maranhão. Você encontra na Dpot (www.dpot.com.br).

O pano de fundo dos post é pura nostalgia, com um recorte do acervo do Museu do Azulejo, em Lisboa, Portugal – lugar onde estive algumas vezes e para onde pretendo voltar outras tantas (é sempre inspirador, né?). Boa semana!

Autor: - Categoria(s): Artes, Décor, Design Tags: , , , , , , ,
07/04/2009 - 17:38

Design sem fronteiras

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Na foto acima, a poltrona “Diz”, de Sérgio Rodrigues / foto: Divulgação

O MAM (www.mam.org.br) estreia hoje, a partir das 20h, a expo “Design brasileiro hoje: fronteiras”. Com curadoria da sabe-tudo Adélia Borges (juro que não conheço ninguém mais expert no assunto do que ela), a mostra explora a produção atual nas mais diversas áreas. O objetivo é apontar a relevância global e a multidisciplinaridade inerente ao design produzido atualmente no país, por meio de peças utilitárias com vocações antagônicas, de móveis a objetos, equipamentos, veículos, acessórios, livros, embalagens, luminárias, vinhetas e apresentações para tevê e cinema, etc. Dessa forma (ou através dessas formas, como preferir), será possível perceber como o design permeia o cotidiano das pessoas (e acredite: ele está em tudo aquilo que você vê).

Capa do livro sobre André Lima na coleção “Moda Brasileira”, da Cosac Naify / foto: Divulgação

Olho no descritivo: Com uma posição assegurada no cenário internacional, o design brasileiro vê neste início de século a ampliação de suas fronteiras internas, possibilitando a descoberta de olhares diferenciados em todos os cantos do Brasil. A criação nessa área deixa de ser algo restrito às grandes metrópoles ou trazido do exterior.

Faqueiro “Riva”, de Arthur Casas e Rubens Simões / foto: Divulgação

O recorte da mostra são projetos recentes, do século 21, de maneira a mostrar um momento em que o design no Brasil floresce como nunca em sua história. Internamente, assiste-se à expansão das divisas geográficas, com a atividade se disseminando por praticamente todos os Estados do país. No cenário internacional, há um crescente reconhecimento e penetração do design brasileiro, celebrado por atributos como inventividade e criatividade. Nesta seleção, a idéia “não é fazer um ranking dos melhores, muito menos de traçar um panorama exaustivo de uma produção que é vasta e plural“, nas palavras da curadora. O que se busca é mostrar a amplitude e variedade de um campo que só vem se desenvolvendo e profissionalizando cada vez mais por todo o país.

Mesa “Seis”, do (meu favorito) Marcelo Rosembaum / foto: Divulgação

Assim, ao lado das famosas sandálias Melissa desenhadas pelos irmãos Campana,  figuram as bijuterias de borracha de autoria de Marzio Fiorini. A vassoura Noviça, produzida pela Bettanin e criada por Liane Schames Kreitchmann, se junta à lavadora de roupas desmontável Superpop, de Chelles e Hayashi Design. Frequentemente, profissionais de outros campos de atuação cruzam a fronteira do design: o artista Guto Lacaz emprestou sua inventividade para a Tok Stok na forma do porta-revistas Zig Zag; a identidade visual do Colégio Vera Cruz ficou a cargo de Alexandre Wollner, um dos expoentes do concretismo; o arquiteto Isay Weinfeld é representado na mostra pela fruteira de sua criação (veja lista completa dos participantes abaixo).

Anel “Puzzle Mix”, de Antonio Bernardo / foto: Divulgação

Sintetizando, é por meio dessas intersecções e múltiplas possibilidades que o design vem saindo das pranchetas especializadas para as prateleiras de lojas de todos os tipos e segmentos, provando que o design brasileiro alia praticidade, beleza e inovação ao cotidiano. Como define Adélia Borges, “se a contemporaneidade dilui as fronteiras, o design é por definição a atividade em que elas se interpenetram, em projetos em que a inventividade se põe a serviço de um cotidiano e de um mundo melhores para todos nós“, diz.

A clássica sandália Melissa interpretada pelos Irmãos Campana / foto: Divulgação

Em cartaz até 28 de junho.

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26/11/2008 - 17:43

MoMA MIA!

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Você sabia que o MoMa (www.moma.org) de Nova York tem a maior coleção de design do mundo no que se refere à variedade de origens, materiais, funções, tipologias e tamanhos? O acervo conta com mais de 10 mil itens curados por Paola Antonelli, que por lá eleva o design à condição de artes plásticas.

De Rietveld e Cia a Philippe Starck e nossos big brothers Campana, tem espaço para todo mundo, numa linha do tempo cheinha de conteúdo. “Procuramos apresentar, periodicamente, peças de nossa coleção permanente, que são trazidas ao público de maneira histórica, didática e de fácil compreensão, já que a principal meta é contribuir para o estudo e o desenvolvimento das artes modernas.

Também salientamos o design de forma temática, através de pequenas mostras temporárias, para que a informação seja entendida de maneira concentrada, como tem ocorrido na exposição Graphic Design (em cartaz até março de 2009), na qual estão 31 capas da Revista Esquire, ícone dos anos 60, feitas pelo diretor de arte e designer George Lois.

Essas capas representam uma linha do tempo visual da cultura norte-americana entre 1962 e 1972, com imagens que provocaram e estimularam o debate público sobre assuntos controversos, como o racismo, o feminismo e a guerra do Vietnã.”, contou Paola a Taissa Buesco, para Casa Vogue. Quando for a Nova York, passe por lá!

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27/10/2008 - 16:22

King Koons

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Ainda de terras estrangeiras: só mesmo Jeff Koons (www.jeffkoons.com) para quebrar o protocolo e soltar os bichos no pomposo Chateau de Versailles.


Particularmente, não consigo pensar em lugar mais desapropriado para exibir as invenções do controverso artista norte-americano do que a ex-morada de Maria Antonieta, uma das paradas históricas mais opulentas da França. Mas a graça do lance reside justamente no fato de contrapor a modernidade gritante – e gigante – de Koons com toda a formalidade da decoração do castelo. Afinal, ele gosta mesmo é de provocar. Imaginem que Koons, um dos artistas mais bombados da cena contemporânea, foi casado com a diva pornô Cicciolina (viria daí a sua obsessão por simúlacros infláveis?), sua primeira mecenas.


Para os mais conservadores – vi muita gente chocada com o trabalho de Koons, praguejando horrores diante dos coelhos e lagostas do artista norte-americano – foi um horror. Para aqueles que, como eu, adoram ver o circo pegar foco, foi um must.

Autor: - Categoria(s): Artes, Design Tags: , , , , ,
03/10/2008 - 10:06

Na paulista os faróis já vão abrir…

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Até hoje tenho dificuldade em entender como é que o MASP pára em pé. Impossível passar pela Paulista (e eu passo religiosamente, todos os dias) e não se render àquele prédio espetacular, obra-prima de Lina Bo Bardi.


E o assunto hoje é justamente dona Lina, cujo livro que leva seu nome, acaba de ganhar reedição pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Já não era sem tempo, aliás, considerando que logo na tiragem original, em 2003, o book abocanhou o prêmio de melhor livro de arte pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). Do desenho de jóias, móveis e cenários à concepção de museu, nada escapa deste registro histórico da arquiteta romana radicada no Brasil.


“Atuando política e socialmente através da profissão que abraçou com todas as forças, Lina marcou profundamente gerações de arquitetos, teatrólogos, cineastas, designers e, fundamentalmente, ajudou a entender e descobrir caminhos e vocações deste país que escolheu como sua terra”, afirma Marcelo Carvalho Ferraz, coordenador da obra.

Toda essa historinha me fez lembrar uma canção fantástica do Eduardo Gudin, na voz doce de Vânia Bastos – cantora de quem sou tiete de carteirinha. A letra diz assim: “Na paulista os farois já vão abrir, e um milhão de estrelas prontas pra invadir, os jardins, onde a gente aqueceu os corações, manhãs frias de abirl/ Se a avenida exilou seus casarões, quem reconstruiria nossas ilusões…”. Lindo, né? Clica no video aí e se delicie.

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Artes Tags: , , , , , , ,
21/08/2008 - 13:24

Taba

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Por falar em MCB, o Museu da Casa Brasileira e a Secretaria de Estado da Cultura, lançam a mostra “A Casa Xinguana” no próximo dia 19 de agosto, às 19h. O evento terá a participação de Milton Guran, curador da mostra, Carlos Fausto, antropólogo (Museu Nacional-UFRJ) dedicado ao estudo dos Kuikuro, Mutua Mehinaku Kuikuro, professor e presidente da Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu, e Carlos Lemos, professor titular de pós-graduação no departamento de História da Arquitetura e Estética da FAU-USP.


As 46 fotos em preto e branco da exposição, feitas em 1978 por Milton Guran, revelam aspectos tradicionais da cultura xinguana começando a dialogar mais estreitamente com a cultura nacional. Há também uma representação virtual em animação eletrônica das etapas construtivas da casa xinguana, além de uma maquete para facilitar a compreensão dos aspectos técnicos desta solução arquitetônica. A mostra, terceira edição do projeto Casas do Brasil do MCB, é patrocinada pela Kostal Eletromecânica, subsidiária do grupo alemão LK – Leopold Kostal.

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21/08/2008 - 13:23

Corrida pelo ouro

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Extra, extra: as inscrições para a 22ª edição do Prêmio Design Museu da Casa Brasileira já estão rolando no site da Instituição (www.mcb.sp.gov.br). A mais tradicional e independente premiação de design do país, patrocinada pela Secretaria de Estado da Cultura de SP, com apoio do Senac, recebe as fichas até 1º de setembro. “A premiação mantém seus objetivos de reconhecer a excelência no design brasileiro e, desta forma, incentivar seu fortalecimento e disseminação”, diz Miriam Lerner, diretora Geral do MCB.

São oito categorias para produtos e/ou objetos em produção: Mobiliário, Utensílios, Iluminação, Têxteis, Equipamentos Eletroeletrônicos, Equipamentos de Construção, Equipamentos de Transporte, Trabalhos Escritos. Cada uma delas, com exceção de Trabalhos Escritos, terá a modalidade Protótipo, reservada a projetos em estágio de mock-up ou desenvolvimento.

O participante pode inscrever seu produto na categoria que desejar, mas a comissão julgadora pode enquadrar a inscrição em outra categoria.

Os critérios são originalidade, concepção formal, inovação tecnológica, adequação ao mercado, viabilidade industrial, qualidade, segurança e proteção ambiental.

Ilustrando o post, o vencedor do Concurso de Cartaz para o 22º Prêmio Design, cria de Aline Coutinho de Araújo e Leandro Lopes de Oliveira.

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