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30/04/2009 - 19:26

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Às portas de fechar a quitanda para mais um feriadão deste calendário brasuca-ôba-ôba (vou me jogar em Campos do Jordão, e você?), antecipo em post, com exclusividade, um pequeno recorte da nova casa de campo do Sig Bergamin, aqui pertinho de Sampa. Ontem estivemos lá (Zé Renato, Rômulo Fialdini e eu) para armar uma matéria superespecial da edição de junho de Casa Vogue – prepare-se, porquê ela virá mais quente do que nunca!


Sig Bergamin e sua cadela Ásia, em registro exclusivo para a Casa Vogue / foto: Rômulo Fialdini

Chegamos cedinho, junto com o sol do outono. Dia lindo, céu limpo, brisa fresca como as flores que saltavam aos olhos – as do jardim e as arranjadas em vasos, bules e canecas, com a ginga cara ao dono do pedaço. E lá veio o Sig com seus três mascotes, as frenéticas América, África e Ásia (a menorzinha, que você vê posando com ele), fazendo algazarra na varanda, em clima de comercial de margarina. Alcunhas tão cosmopolitas quanto os carimbos no passaporte do esteta-desbravador que as batizou.

Dentro da casa, a luz filtrada pelas árvores frondosas dava um tempero especial ao cenário, impregnado da alma do Sig. Suas digitais estão em cada cantinho: na combinação improvável (e deliciosa) de cores, padrões e volumes; na cultura que jorra dos artefatos pinçados nos quatro cantos do planeta – do Laos a Trancoso, com escala nos melhores mercados de Paris e Nova York; nos pôsteres de cinema; nas obras de arte; nas louças e nas coleções – de pano de prato, de bules, de cerâmicas, de pássaros. Uma assemblage trés chic que faz justiça ao seu status de maior decorador do Brasil. Mais? Em breve, na Casa Vogue.


As multirreferências do designer Sig Bergamin na decoração do seu ambiente pessoal / foto: Rômulo Fialdini

Autor: - Categoria(s): Casa Vogue, Décor Tags: , , ,
24/11/2008 - 23:22

Signo Sig

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Como aquele post sobre os tecidos de décor by André Lima rendeu pano pra manga, cá estou com novos recortes de fazenda. Dizer que Sig Bergamin é um dos decoradores mais bambambãs dessas terras, é chover no molhado, mas contar que ele acaba de sacar da fornalha metros e mais metros de panos quentes para a RenauxView, é novidade das boas.

Há algum tempo, quando ele escreveu aquele book esteto-biográfico (Adoro!), todo mundo ficou sabendo a historinha do cara “que comeu o pão que o diabo amassou, com mortadela”, na interiorana Mirasol, quando ele fazia altas produções em chita e outros cortes que pechinchava baratinho, baratinho, nas Pernambucanas. Muitas estampas depois, consagrado como top decorete, ele volta às origens com a nova coleção da Renaux, tecelagem brasuca com quase cem anos de riscado (www.renauxviewcasa.com.br).

São 120 opções de estampas do balacobaco, boladas a partir daquele misturê que Sig faz como poucos. As referências são guardanapos antigos, pedaços de sacos de linho, amostras de retalhos catados no Laos, Índia e Europa, e outras traquitanas que ele foi juntando durante anos em suas andanças. “Sempre fui um colecionador inveterado. Para se ter uma idéia, há um armário abarrotado destes recortes que não mexo há tempos. Está até perigoso de abrir (…)”, contou à Casa Vogue.

No catálogo recheado de combinações do fio-tinto de lã e algodão (tingido antes de ser trançado, por isso mais macio e sem o lado avesso), os padrões de azul são os reis do pedaço. “É a minha cor predileta e combinou bem com o cáqui. Mas há outras misturas lindíssimas, como o vermelho e marrom”.

Autor: - Categoria(s): Décor Tags: , ,
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