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03/09/2010 - 19:17

O cortiço

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Há uma fronteira muito tênue entre ordinário e extraordinário. E essa fenda se estreita cada vez mais nesses tempos bicudos, com recursos naturais à beira de um colapso. Recorrer às matérias-primas alternativas, mais pobrinhas, é condição sinequanon de sobrevivência – tem que fazer e pronto!  Extrair genialidade delas, já é uma outra história…

Definitivamente, a cortiça é um dos materiais mais promissores do fututro – e o futuro é aqui e agora. Uma vez passei por uma plantação de sobreiros a caminho de Sintra e as árvores estavam com seus troncos pelados, sem as cascas. “Ora, pois. As cortiças são extraídas de agosto a setembro, depois crescem de novo”, ensinou-me o portuga que dirigia a van.

Que bom que alguns artistas vanguardistas usam e abusam disso, como o americano Daniel Michalik (lembra dele?).  Seguindo os passos de Jean Michael Frank, o sujeito foi um dos pioneiros da mobília contemporânea a fazer  maravilhas a partir desse elemento meio “vagaba”, mas de resistência absurda e grande efeito visual. E melhor ainda que tem gente que veio depois dele e consegue ser tão original quanto.

O designer suíço Tomas Kral (tomaskral.ch), por exemplo, surpreende ao combinar vidro e rolha em luminárias, tanto pendentes quanto de mesa, em desenhos simples, puros, quase elementares. Sem falar nos utilitários de toda a sorte, que vão de mesas de apoio a fruteiras. Repare como a porosidade rústica da cortiça contrasta com a tecnologia do vidro, em resultado bem afinadinho. Vai para o trono ou não vai? E já que estamos falando em cortiça, pincei no dezeen.com uma versão modernex das tricentenárias rolhas. Olha só o que o designer dinamarquês (ah, os escandinavos… sempre eles!) Aurélien Barbry fez com elas. Cheers!

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