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22/07/2010 - 12:33

Alabastro

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A loja da Juliana Benfatti é uma caixinha de surpresas. E das boas. Depois de muito tempo sem aparecer, voltei lá outro dia com o Zé Renato Maia. Tanto ele quanto eu, fãs confessos dos garimpos da mulher estilosíssima que empresta seu nome – e sua expertise – para a simpática casinha em estilo europeu da Rua Sampaio Vidal, ficamos embasbacados com uma aquisição recente do acervo: vasos de alabastro. Eram dezenas deles: gorduchos, bojudos, esguios, longilíneos, pequenos, grandes, de todos os tamanhos e variações, todos espetaculares, nenhum igual ao outro, como as joias devem ser. Não que se trate de uma pedra preciosa, mas é quase isso.

Também conhecido como espato acetinado, o alabastro é um calcite oriental antigamente usado para fabricação de urnas funerárias e frascos de perfume. No décor, ganhou forma e conteúdo na Itália, já que os caríssimos comedores de macarrão fazem desde lustres até molduras de janela com o mineral. Luxo pouco é bobagem!

Dizem que a matéria-prima foi descoberta no Egito dos faraós – cheguei a ver até sarcófagos esculpidos em alabastro quando estive bancando o Indiana Jones no Cairo e em Alexandria. A mágica da coisa é que a pedra é quase transparente. Quando a luz incide sobre ela, ilumina seus veios e imperfeições (perfeitas, diga-se de passagem).

Num dos seus últimos périplos pelo Marrocos, Juliana deu de cara com um nômade egípcio que trazia uma charrete carregada de vasos como os que você vê na foto. Veterana que é, não pensou duas vezes e arrematou cada peça do lote, vasinho por vasinho. Um deles é meu. O outro, do Zé Renato. Se você correr, acho que consegue um também.

Juliana Benfatti
Rua Sampaio Vidal, 786, Jardim Paulistano – São Paulo (SP)
Tel: (11) 3083-7858

Autor: - Categoria(s): Décor Tags: , ,
15/04/2010 - 19:08

Tempo de colorir

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Enquanto Milão pipoca a todo o vapor e eu me mato em mais um fechamento daqueles aqui na Casa Vogue, nosso cafofo virtual de cada dia vai ficando caidinho, coitado. =(

Tô de olho em milhares de novidades da feira italiana para postar aqui, mas falta tempo para apurar, editar, cortar, postar, fazer, acontecer… Enfim, aguardem news nos próximos dias.

Por enquanto, vamos bombar o astral do design com muitas cores, afinal, elas são o que há. Essa coleção de vasos de vidro soprado, da grife alemã Aisslinger, traz uma paleta cromada bem divertida que destaca ainda mais a técnica diferentona das peças: o vidro é soprado dentro de um saco resistente ao calor, que acaba definindo suas formas. Bom, né? www.aisslinger.de

A semana do design de Milão vai do dia 13 ao dia 19 de abril. Mais infos nos links abaixo:

Salão do Móvel de Milão: cosmit.it

Fuorisalone: fuorisalone.it/2010

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , ,
16/09/2009 - 20:17

Zé colmeia

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2_lsselection-(2)

Do balacobaco esses vasos Colméia de madeira cor-de-mel importados da Tailândia pela LS Selection (www.lsselection.com.br) (você já foi lá? Tem vasos para todos os gostos, dos mais exagerados – que eu adoro –  aos pequenos potiches). Na foto, eles ficam ótimos em trio. Mas em casa, procure evitar essa combinação: o efeito fica muito mais fino quando a gente usa um de cada vez, sem esse desejo desesperado de sair “ornando” tudo com tudo.  O catatau, mais gorduchinho, fica ótimo como centro de mesa – principalmente se for uma Saarinen branca…
3_Mensa-Collection-by-Studio-Lazerian-333
…ou algo ainda mais modernoso, como a mesa criada pelo estúdio Lazerian (www.lazerian.co.uk). A peça faz uma “rede de intrigas” com sua estrutura de madeira laminada. A-d-o-r-o.

Autor: - Categoria(s): Design Tags: , , , ,
21/08/2009 - 18:48

O “F” que faltava

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A 6F Decorações (www.6f.com.br) incrementa a coleção 2009 com um “F” a mais. Monsieur Fabrizio Rollo (veja o que já publiquei sobre ele aqui) assina uma linha exclusiva para a marca. Claro que, em se tratando deste meu nobre colega, não é nada que a gente já tenha visto, pelo menos em cerâmicas (venhamos e convenhamos: arabescos, florais e outras pinturas clássicas, tudo bem, mas estamparia em op, é a primeira vez, né?).

Inspirado na psicodelia da optical art, Fabrizio converteu essa ilusão de ótica em estampas para potiches, vasos e garden seats, deixando essas peças de shape milenar com uma cara absolutamente moderninha. Projetadas no Brasil e desenvolvidas na China, quadradinho por quadradinho, cada acessório pode levar até seis meses para ficar pronto. Um luxo, né?

Queria aproveitar a arte milenar da porcelana pintada em azul e branco, sem interferir na técnica, mas sugerindo um grafismo diferente, tirando o máximo partido da sabedoria e precisão desses artesãos”, me contou Fabrizio. “De longe, a pintura é exata, simétrica. De perto, pequenas imperfeições acentuam o charme artesanal. Por isso fiz questão que elas fossem feitas a mão”, continua o designer, que insistiu na manufatura para garantir o efeito que não conseguiria com decalques, adesivos, apliques ou outros artifícios industriais. “É um trabalho muito minucioso. Até o tom da tinta de cada quadrado depende da força que o artista coloca na pincelada. Aí é que está a sofisticação”.

Haja paciência oriental para tanto detalhe.  “Vários ateliês chineses rejeitaram o pedido”, brinca Fabrizio. Consigo até visualizar a cara do chinês se descabelando com o pincel na mão e as vistas embaralhadas. Entenda o por quê na sequência:

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , ,
21/08/2009 - 18:48

O "F" que faltava

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A 6F Decorações (www.6f.com.br) incrementa a coleção 2009 com um “F” a mais. Monsieur Fabrizio Rollo (veja o que já publiquei sobre ele aqui) assina uma linha exclusiva para a marca. Claro que, em se tratando deste meu nobre colega, não é nada que a gente já tenha visto, pelo menos em cerâmicas (venhamos e convenhamos: arabescos, florais e outras pinturas clássicas, tudo bem, mas estamparia em op, é a primeira vez, né?).

Inspirado na psicodelia da optical art, Fabrizio converteu essa ilusão de ótica em estampas para potiches, vasos e garden seats, deixando essas peças de shape milenar com uma cara absolutamente moderninha. Projetadas no Brasil e desenvolvidas na China, quadradinho por quadradinho, cada acessório pode levar até seis meses para ficar pronto. Um luxo, né?

Queria aproveitar a arte milenar da porcelana pintada em azul e branco, sem interferir na técnica, mas sugerindo um grafismo diferente, tirando o máximo partido da sabedoria e precisão desses artesãos”, me contou Fabrizio. “De longe, a pintura é exata, simétrica. De perto, pequenas imperfeições acentuam o charme artesanal. Por isso fiz questão que elas fossem feitas a mão”, continua o designer, que insistiu na manufatura para garantir o efeito que não conseguiria com decalques, adesivos, apliques ou outros artifícios industriais. “É um trabalho muito minucioso. Até o tom da tinta de cada quadrado depende da força que o artista coloca na pincelada. Aí é que está a sofisticação”.

Haja paciência oriental para tanto detalhe.  “Vários ateliês chineses rejeitaram o pedido”, brinca Fabrizio. Consigo até visualizar a cara do chinês se descabelando com o pincel na mão e as vistas embaralhadas. Entenda o por quê na sequência:

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