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15/04/2010 - 19:08

Tempo de colorir

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Enquanto Milão pipoca a todo o vapor e eu me mato em mais um fechamento daqueles aqui na Casa Vogue, nosso cafofo virtual de cada dia vai ficando caidinho, coitado. =(

Tô de olho em milhares de novidades da feira italiana para postar aqui, mas falta tempo para apurar, editar, cortar, postar, fazer, acontecer… Enfim, aguardem news nos próximos dias.

Por enquanto, vamos bombar o astral do design com muitas cores, afinal, elas são o que há. Essa coleção de vasos de vidro soprado, da grife alemã Aisslinger, traz uma paleta cromada bem divertida que destaca ainda mais a técnica diferentona das peças: o vidro é soprado dentro de um saco resistente ao calor, que acaba definindo suas formas. Bom, né? www.aisslinger.de

A semana do design de Milão vai do dia 13 ao dia 19 de abril. Mais infos nos links abaixo:

Salão do Móvel de Milão: cosmit.it

Fuorisalone: fuorisalone.it/2010

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , ,
07/07/2009 - 18:42

Jacque, a criadora

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Para quem é do metiê, o nome Jacqueline Terpins é quase uma senha quando se pensa em vidro. Designer e artista plástica com vinte anos de riscado, ela construiu um legado vítreo que vai do meramente decorativo ao mais engenhoso utilitário, dos objetos em cristal soprado ao mobiliário em vidro plano (particularmente, acho chic – muito chic – tudo o que sai do seu forno). Jacque, formada em Belas Artes, também estudou sopro na Penland School of Art and Craft e na Pilchulk Glass School (EUA), além de cursar design na Byam Shaw School of Painting and Drawing (Inglaterra). Esse estofo todo, somado ao feeling estético e ao impulsivo criativo, levou-a a experimentar outros materiais, sem abrir mão da sua matriz translúcida – alguém aí lembra dos objetos que ela fez a partir de resíduos de inox e prata para a Riva?

Agora ela ataca novamente, mirando a prancheta para a madeira e os estofados: “Gosto de usar minha liberdade de criação para pesquisar várias matérias-primas e suas diferentes formas de expressão. Quero voltar meu olhar para outros materiais sem nenhuma restrição. Mas jamais vou abandonar o vidro, pois a construção de minha carreira foi baseada na pesquisa e observação da sua incandescência, fluidez e transparência”.  Talvez por isso, suas peças em madeira tenham um certo balanço, um swingue, um lance que parece fazê-los flutuar, mesmo quando a espessura e os volumes são mais densos. “A madeira está muito perto do humano, com seu calor e sua textura”, diz sobre as peças, que por trás da aparente simplicidade formal, escondem a expertise de uma esteta que sabe das coisas. “Em todos os meus trabalhos, procuro encontrar formas que ocupem pouca área de apoio. Tento criar as peças com o menor número de apoios possíveis, buscando a leveza, mesmo trabalhando com uma matéria-prima como a madeira, que é visível por sua opacidade, ao contrário do vidro com sua presença/ausência.”

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , ,
04/06/2009 - 21:57

Harry Potter

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Os óculos com aros redondos lembram os usados pelo “macumbeiro” mais pop do planeta. Qualquer semelhança não é mera coincidência: Jeff Zimmerman, designer e artista plástico norte-americano, sempre se interessou pela alquimia das matérias. Descobriu o poder da mutação na forja do vidro e tem enfeitiçado uma legião de admiradores com sua glass art, que mixa leveza e impacto em formas etéreas, quasetão tecnológicas quanto orgânicas. Tatuado na mão esquerda, com ares de runas celtas, o símbolo químico do vidro denuncia seu pacto com o ofício que abraçou. Entre luminárias (algumas delas com proporções nababescas) e esculturas que lembram as de um outro Jeff (o Koons, com seus balões de metal superinflados), morri de amores pelos vasos de look prateado – que separei aqui para mostrar para vocês.


Reparem como o banho interno de prata dá um efeito cromado à peça, como se o recheio fosse a superfície e vice-versa. Apenas um dos truques que ele saca da manga. Fui apresentado ao Zimmerman na semana passada, durante seu périplo brasileiro, pela arc-arquiteta Fernanda Marques e pela top-produtora e fofíssima amiga Bianca Schaffer. Fiquei embasbacado com o trabalho do cara, que fala apaixonadamente sobre como acata a forma do material durante a queima e faz a direção artística a patir de então: “o fogo me fascina; observar a mutação da massa vítrea sob as chamas e determinar o que o objeto vai virar a partir do rumo que ele tomou, é um dos pontos altos deste trabalho”.

A própria Fernanda Marques, antenadíssima que é, tem causado sensação na Casa Cor São Paulo 2009 com seu espaço que, entre outros hypes, traz as criações de Jeff. Zesty Meyers, mecenas da R20th Century Gallery, que representa o trabalho do artista, é profético: “Ele está só começando”. Assino e dou fé.

Autor: - Categoria(s): Artes, Décor, Design Tags: , , , , , ,
14/01/2009 - 12:25

Barato total

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Vaso Rodopio: de R$ 956, por R$ 287

Outra que aderiu ao movimento bota-fora é Jacqueline Terpins. Você que frequenta (agora sem trema) o blog, sabe que amo as coisas dela – e se vc curte design em vidro, muito provavelmente, também é fã da mulher. Dá uma olhada na seleção com precinho camarada, 70% off, que eu garimpei por lá:


Bandeja Leva: de R$ 400, por R$ 120 (foto acima)

Bandeja Trás: de R$ 482, por R$ 145 (foto acima)

Castiçal Disco I: de R$ 104, por R$ 52 (foto acima)

Taça Obelisco (para água e vinho): de R$ 416 por R$ 125

+ www.terpins.com

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , ,
15/08/2008 - 18:16

Teto de vidro III

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Encerrando a trilogia do vidro na minha semaninha über-transparente, é claro que só poderia falar sobre Elizabeth e Eduardo Prado. Ou, melhor ainda, vou colar abaixo o prefácio de um livro da dupla que pincei lá na minha estante, apresentação essa escrita pela sabe-tudo (e sabe mesmo!) Adélia Borges:

“Elizabeth e Eduardo Prado fazem objetos-síntese, aqueles que somam dentro de nós a fome a a beleza, ou o desejo da utilidade. Simples objetos de adorno ou destinados a exercer alguma função, acima de tudo nos encantam e nos lembram delicadamente da vida, aqui e agora. Trabalham naquele limite tênue entre arte e design. Conforme a peça, estão mais para um ou para o outro lado da fronteira.

A maestria de seu trabalho vem de uma profunda intimidade com a matéria-prima. Primeiro trouxeram para o Brasil – mais especificamente para o Museu de Arte de São Paulo, o Masp – exposições memoráveis sobre a arte vidreira inglesa, japonesa e sueca. Depois, introduziram entre nós o conceito do estúdio glass, surgido na europa nos anos 60, em que o profissional não só desenha suas peças como as executa em oficina própria.

Uma das características que mais me encantam em suas peças de vidro fundido é o fato de tratarem a superfície como se fosse um tela de pintura, em que usam sem medo as cores fortes. Nas de vidro soprado, sobressai a fluidez do gesto seguro e ao mesmo tempo liberto. Qualquer que seja a técnica – do vidro fundido, soprado ou plano -, as peças de Elizabeth e Eduardo Prado alcançam a eternidade não só pelas características intrínsecas do material, mas sobretudo pela qualidade e expressividade de sua criação”

Ou seja: Beth e Edu são feras. Para fechar, uma novidade exclusiva deles, que estão no maior corre-corre lá na Abup: peça da nova coleção, em cartaz na feira e, em breve, nas boas lojas que representam o duo (Zona D, Benedixt, LS Selection e por aí vai).

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , ,
14/08/2008 - 17:13

Teto de vidro II

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Outro ás do vidro que tá com tudo e não tá prosa é o itliano Ennio Arosio, da Santambrogimiliano (www.santambrogimiliano.com). Sua coleção Simplicity é totalmente baseada no uso do vidro em projeções ortogonais, onde a percepção humana é desafiada com móveis totalmente vítreos, com pequenos detalhes metálicos, praticamente invisíveis no conjunto da obra.


Nesta coleção, camas, armários, estantes com portas movediças, poltronas, torneiras, cozinhas planejadas e até cooktops, aparecem ou desparecem de forma quase líquida, com o mesmo tipo de vidro usado pelo chinês Ming Pei na pirâmide do Louvre, em Paris. “Se quisermos subir de nível na escala social, não podemos mais seguir modelos de espaços fechados, escuros, completamente isolados uns dos outros”, contou Arosio à Casa Vogue. O resto, você confere na revista.

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , , ,
13/08/2008 - 19:35

Teto de vidro I

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O que pode ser mais fresh no décor do que um vaso de vidro? Dois vasos de vidro!


Acabo de me deparar com a nova coleção da Jacqueline Terpins (www.terpins.comr), uma das minhas designers prediletas e praticamente pioneira nessa arte de vidro soprado com formas mais etéreas e modernosas (calma, sei que muitos vieram antes dela, mas foi a Jacque quem cavou esta senda vítrea no mercado do design de luxe no Brasil, né?).


Uma vez ela me disse que dificilmente pensa no contorno antes de moldar o objeto: “Tudo começa com um conceito. Mas respeito o vidro, acatando as formas que ele sugere no momento em que está livre pelo calor”. Pura modéstia, já que sou testemunha ocular do quanto ela doma a matéria, seja numa grande mesa ou num pequeno peso de papel.


“O vidro, por definição, é um líquido congelado, mais viscoso e menos fluido que a água. Fundido entre 1400ºC e 1600ºC, colhido na ponta de uma cana de aço, o material é soprado em estado de ‘mel’, entre 700ºC e 1200ºC. Manipulando essa massa incandescente, entro em contato direto com sua natureza e força. Um objeto que tem o movimento e a leveza do líquido funciona como uma memória da alta temperatura, uma representação do calor.”

Sugestivamente batizados de Telecoteco, Rodopio, Folha e Quartzo, os novos vasos by Terpins estão sendo lançados hoje na Abup (ver roteirão no último post). Passe por lá e confira in loco!

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , ,
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