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19/07/2010 - 23:24

Na velocidade do som

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Mesmo em tempos de globalização instantânea, há um certo delay entre os lançamentos gringos e as novidades que pintam por aqui. Não que o mercado do décor tenha que ouvir (e assimilar) imediatamente o último grito do design – como acontece com a moda. Sem falar nas burocracias de importação, que derrubam qualquer boa vontade. Mas algumas lojas duras na queda conseguem abreviar essa distância para atender aos consumidores mais ávidos. A Micasa é uma delas. Uma das melhores vitrines do décor modernex na Pauliceia, a casa de Houssein Jarouche traz para essas bandas a representação exclusiva da Established & Sons. Criada em 2005 por Alasdahir Wills, marido da estilista Stella Mcartney (sim, a filha do Beatle Paul), a grife inglesa opera só com a cereja do bolo do design internacional: irmãos Bouroullec, Richard Woods e Sebastian Wrong, Terence Woodgate e John Barnard, Jaime Rayon, Konstantin Grcic, Zaha Hadid e outros nomes casca-grossa do circuito.

Nas imagens do dia, dois neohits: a luminária pendente desenhada pelo belga Sylvain Willenz (que pode ser comprada individualmente ou em penca de 10 ou 20); e a Aquatable de vidro preto, by Zaha Hadid. Antene-se.

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20/05/2009 - 21:11

No rabo do jacaré

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No caldeirão de Zaha Hadid (olha ela aqui de novo!), moda, arquitetura e design são farinhas do mesmo saco. Lembra do sapatinho que ela desenhou para a Melissa? Pois agora a arquiteta iraquiana rabisca mais um pisante, desta vez para a Lacoste (meu jacaré predileto, diga-se de passagem).

A novidade não acrescenta absolutamente nada de novo ou subversivo ao portfólio da designer, mas dá um sopro de vanguarda na marca do tenista francês René Lacoste, cujo desenho original da sua peça mais notória, a camisa polo, é praticamente o mesmo, desde 1927 (graças a Deus! Adoro a inovação… mas existem certas coisas que, definitivamente, não podem ser “mexidas”). Tradição de um lado, modernidade absoluta (e polêmica) do outro: Zaha é o que há de mais badalado no panorama internacional da arquitetura contemporânea. Mas, as formas que saltam da sua telinha de plasma 40”, dividem opiniões. Como sempre rasgo elogios inflamados à mulher, desta vez achei mais conveniente, para efeitos jornalísticos, ser menos opinativo e virar a moeda. Fabrizio Rollo, editor de estilo de Vogue e Casa Vogue, solta o verbo: “No começo, a estética dela causou um impacto no mundo. Parecia que nós precisávamos daquele ‘beliscão’ de modernidade e futurismo. Mas com o beliscão, vem o grito. Está na hora de coisas mais macias e doces, de menos dor. A impressão que dá é que ela se senta ao computador para criar, aperta um botão, e… o computador faz tudo para ela… Tenho um amigo, o arquiteto belga Vincent Van Doysen, que com suas linhas puristas conquistou clientes como a atriz Julianne Moore, que compartilha a mesmo opinião que eu”, diz.

Sou contra essa arquitetura escultural, em larga escala – em exceções, tudo bem. Mas imagine uma cidade abarrotada de prédios esculturais. Seria um caos, uma agressão urbana. Por mais verticalizadas que sejam, no conjunto, as linhas puras compõem um skyline mais harmônico”, conclui.

Na seleção de imagens abaixo, sem crocodilagem, uma retrospectiva do traço de Zaha, aplicado em prédios, móveis, casas e coisas:

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Design Tags: , , , , , ,
27/04/2009 - 18:42

Zaha Total – o retorno

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Um doce para quem acertar quem é o autor dessa luminária metidíssima, apresentada em Milão e sugestivamente batizada de Genesy. Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três… Claro que só podia ser cria da Zaha Hadid. Desenhada para a Artemide (www.artemide.com), a peça foi esculpida a partir da equação básica da arquiteta iraquiana: aerodinâmica + formas orgânicas e fluidas + alta tecnologia.

A inspiração tira partido das árvores, evoluindo da base ao topo como se fosse um tronco desembocando na copa frondosa. As lâmpadas acompanham essa crescente, para uma difusão bem mais intensa do que as outras luminárias. Vazado nas extremidades e nas laterais, o corpo (esculpido em poliuretano) distribui a iluminação e difunde os contrastes, com efeitos interessantíssimos.

Autor: - Categoria(s): Décor, Design Tags: , , , , ,
22/09/2008 - 20:17

Não fui, mas me contaram…

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…que a 11ª Bienal de Arquitetura de Veneza está mais up to date do que nunca. Com menos maquetes e mais recursos tecnológicos – videoinstalações, grafites e HQs -, a mostra fica no ar até 23 de novembro.


O que me causou mais curiosidade foi a videoinstalação Hall of Fragments, de David Rockwell, Casey Jones e Reed Kroloff, com quarenta participantes que exploram cenas de cinema que desvendaram grandes cidades. Tem até citação a O Iluminado do Kubrick, pode? – um dos filmes mais assustadores que eu já vi, ao lado de outros baseados em contos do meu bicho-papão predileto, monsieur Stephen King.


De volta aos calafrios da vida real, quem tá causando mesmo por lá é minha amiga Zaha Hadid (olha eu me sentindo íntimo da mulé), com uma dobradinha que conjuga arquitetura e design (ou casa e móvel) na mesma estrutura. Gostou do amarelinho? Fica ótimo como gazebo num jardim futurista, tipo aquele do filme Mon Oncle, do Jacques Tati. Ou no pomar da Barbarella… Maiores informações no www.labienalle.org

Autor: - Categoria(s): Arquitetura, Artes Tags: , ,
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